<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874</id><updated>2012-01-03T14:24:11.750-02:00</updated><category term='Antigo'/><title type='text'>cine do beto</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>211</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-293876430370430583</id><published>2011-12-17T17:04:00.000-02:00</published><updated>2011-12-17T17:07:07.794-02:00</updated><title type='text'>As Canções – Eduardo Coutinho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-V-0mSj54wQA/TuznQlcIJ_I/AAAAAAAAAT0/wVcmbCC7sAM/s1600/cena-do-documentario-as-cancoes-de-eduardo-coutinho-1323385902217_615x300.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="312" src="http://2.bp.blogspot.com/-V-0mSj54wQA/TuznQlcIJ_I/AAAAAAAAAT0/wVcmbCC7sAM/s640/cena-do-documentario-as-cancoes-de-eduardo-coutinho-1323385902217_615x300.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fim de ano conturbado, cheio de serviço, não tenho tidotempo de ir ao cinema o mínimo possível que gostaria, mas dei uma escapulida efui conferir este novo e aguardado filme documentário. Sem surpresa nenhuma,saiu do cinema com os olhos encharcados pela emoção e pelas lagrimas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Muito esperto este Coutinho, pois percebeu que tanto em “EdificioMaster” naquela cena em que um senhor destila emoção de uma vida inteiracantando “My Way”, quanto no fantástico “Jogo de Cena” quando uma senhora choracantando “Se Essa Rua Fosse Minha” relembrando o pai saudoso. Meio que semquerer, fez &amp;nbsp;ali um gancho para outrofilme em que uma simples música traduziria toda uma vida. Procuro em minhamemória uma música assim, mas infelizmente ainda não a tenho, ou tenho várias,sei lá...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Com uma ideia simples e original, o diretormostra neste documentário, dezoito pessoas “comuns” relembrando e cantando amúsica de suas vidas. Mas o talento do diretor se mostra quando ele conseguearrancar confissões delicadas, doídas e deliciosas de pessoas aparentementecomuns. Falo pessoas comuns, porque a sensação que tenho depois de ouvir cadaconfissão é de que cada uma delas é extremamente especial, o cenário tosco deuma cadeira e mais nada nem aparece mais, o que vale é suas feições, seusolhos, ao falarem de suas emoções. Quanta riqueza em cada gesto, em cada olhar!Dá vontade de abraçar um a um, e dizer sim, eu te compreendo, meu amigo, minhaamiga. “Se chorei ou se sorri/ O importante é que emoções eu vivi”. &amp;nbsp;E dá-lhe Roberto Carlos! Fico imaginando o diaem que ele for morar com outros anjos, a comoção que tomará conta deste Brasil.Neste filme podemos perceber o quanto este homem é amado! Mas isso é outrahistória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Um amigo costuma tirar sarro de mim, dizendo que gosto defilme de “pessoas”, e é bem verdade, portanto me deliciei com cada uma dasmúsicas-histórias contadas e pude perceber para meu grato espanto que aspessoas continuam românticas e apaixonadas, afinal a maior parte das históriascontadas falam de amores perdidos, e principalmente, de um tempo perdido. É otal do saudosismo que sempre me aflige, e que sempre procuro mostrar em demasianas minhas escritas aqui neste mesmo blog. Pois descobri que não sou o único eque isso não tem nada demais, é até bom, mostra que estou vivo, muito vivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;“Sempre quando eu venho aqui/Só escuto de você/ Frases tãovazias que pretendem dizer/Que já não preciso mais seus carinhos procurar”.Difícil escolher uma história que tenha me tocado mais, mas a mulher que cantaesta música, de forma tão sentida, que confessa que tentou matar o amante, saíde cena e começa a chorar atrás da cortina, fez com que eu chorasse junto comela. É uma teia de sentimentos difícil de escapar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Pessoas aparentemente comuns, mas riquíssimas de amor, desentimento. Mostradas a nós por um diretor acima da média, que está seespecializando cada vez mais em buscar, em investigar a fundo a complexidade desentimentos do ser humano. Coutinho mais uma vez celebra a as pessoas, celebraa vida e procura cada vez mais entender o ser humano, e em pouco ao grandegrau, usa a tela do cinema como espelho de nós mesmo. É o cinemabrasileiro&amp;nbsp; no seu apogeu. Mil vezesviva!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-293876430370430583?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/293876430370430583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/12/as-cancoes-eduardo-coutinho.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/293876430370430583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/293876430370430583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/12/as-cancoes-eduardo-coutinho.html' title='As Canções – Eduardo Coutinho'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-V-0mSj54wQA/TuznQlcIJ_I/AAAAAAAAAT0/wVcmbCC7sAM/s72-c/cena-do-documentario-as-cancoes-de-eduardo-coutinho-1323385902217_615x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-7561847475014811879</id><published>2011-12-05T17:52:00.001-02:00</published><updated>2011-12-05T17:54:04.593-02:00</updated><title type='text'>Uma Professora Muito Maluquinha – André Pinto e Cezar Rodrigues</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ttSpkvwiKYo/Tt0hAb7VgFI/AAAAAAAAATc/B4K6IfVNrPA/s1600/professora+11.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-ttSpkvwiKYo/Tt0hAb7VgFI/AAAAAAAAATc/B4K6IfVNrPA/s640/professora+11.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Meninos correndo perigo/No brilho do sol coração/Voando cabelos de mel/Pra me ensinar a sonhar/No meio do sono sorrir/As coisas menores que tem/Deixar os abrigos pra trás/Brincar de correr e cair/ Aprender, aprender” (Os Borges).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sonhei, sonhei sim. Um dia eu era menino, solto pelas ruas de uma cidadezinha histórica mineira. Adoro Minas Gerais! Imensa pro meu tamanho de menino novo. Assombrado, corria pelas ruas de pedras, mirando sempre aquela montanha. Mas nunca ia sozinho, trazia os sonhos e os pés sujos de estrelas, colhendo o que eu tinha de novo, plantando o que eu era de velho. A companhia era de outros como eu , meninos novos, sonhos novos, éramos os Mosqueteiros, éramos heróis de nossas próprias aventuras. Tudo tão gostoso de ser e viver. Alegria de ser livre, de banhar cachoeira, de rodar o pião, de chutar a bola. Num instante, num instantinho só, nem olhava pras meninas, num outro já estava embriagado de paixão pela loirinha sardenta que até chegava a doer no peito. Tudo tão imenso, tudo tão rápido para um infante brilhante. Foi quando apaixonei também pela professora, tão diferente das outras professoras que mais pareciam estar em luto constante, em nome de Cristo. Os meninos queriam crescer logo para pedi-la em casamento, as meninas admiravam e queriam imita-la, tão diferente que era ela, tão alegre e espontânea. Um dia, me deu um beijo na face e do doce sonho – é pena – acordei. Hoje, já menino velho, penso como seria bom ter sido aquele menino novo, assim quem sabe, não teria os sonhos todos meus, pouco a pouco, caídos, perdidos no pó da estrada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É pena, mas não tive esta infância mineira tão cheia de tesouros, cresci em meio à arranha-céus, num característico cinza paulistano onde o medo da violência e afins, nos obrigava a ficar engaiolados nos prédios. Será que esta infância contribuiu para este meu jeitinho por vezes tímido, acanhado e estranho? É claro que sim. Acredito piamente que quem tem uma infância livre, que é criado feito bicho solto, acaba acumulando pontos felizes para uma vida adulta. Bom é ter lembranças, histórias pra contar, não é à toa, os mineiros são tão bons nisso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Bom exemplo é o menino velho, cartunista, jornalista e escritor Ziraldo, que há tempos encanta gerações e gerações com seus personagens de seus livros. Quem não leu e se divertiu com o “Menino Maluquinho”? Primeiro livro que ganhei bem novinho. Outro exemplo de bom mineiro a lembrar da infância é Fernando Sabino com o tantas vezes lido por mim “O Menino no Espelho”. É na infância que se encanta ou se desencanta com a vida, lá se faz o homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Neste pequeno e delicioso filme, terceiro baseado nos livros de Ziraldo e com roteiro do próprio, o que impera é a sensação de nostalgia. É um filme para crianças, mas não necessariamente, como facilmente se supõe. É, antes de qualquer coisa, para os meninos velhos, para aquelas crianças que ainda habitam e estão guardados no sentimento de muitos adultos. Lembranças daquilo que foi (como no caso de Ziraldo) ou que poderia ter sido (meu caso). Outra época, outro jeito de ser, mais inocente, menos efêmero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Única exigência de Ziraldo para a produção deste filme: Paola Oliveira como a protagonista. Decisão mais que acertada, pois Paola carrega o filme com seu charme, beleza e- que bom – muito talento. Outro tipo de beleza, que não vemos mais por aí, já que a vulgaridade passa longe deste filme tão singelo e bonito. Um filme modesto, mineirinho, gostoso de ser e ver. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Que tem em Paola Oliveira e na recriação de Minas Gerais dos anos 50/60 seu grande trunfo. Passou quase que despercebido pelos cinemas, mas merece uma chance aos olhos de todos os meninos novos e meninos velhos que guardam (ainda) poesia dentro de si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-7561847475014811879?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/7561847475014811879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/12/uma-professora-muito-maluquinha-andre.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7561847475014811879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7561847475014811879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/12/uma-professora-muito-maluquinha-andre.html' title='Uma Professora Muito Maluquinha – André Pinto e Cezar Rodrigues'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ttSpkvwiKYo/Tt0hAb7VgFI/AAAAAAAAATc/B4K6IfVNrPA/s72-c/professora+11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5191435084152945754</id><published>2011-11-23T17:56:00.001-02:00</published><updated>2011-11-23T18:04:04.701-02:00</updated><title type='text'>A Pele Que Habito – Pedro Almodóvar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ePX0UEw3rh4/Ts1P1trIPCI/AAAAAAAAATU/ZTSv6_h3uAI/s1600/A+pele+que+habito+-+6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="409" src="http://4.bp.blogspot.com/-ePX0UEw3rh4/Ts1P1trIPCI/AAAAAAAAATU/ZTSv6_h3uAI/s640/A+pele+que+habito+-+6.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim que a última cena termina, fico indignado, pois logo em seguida as luzes são acessas. Em casos como este, o cinema deveria dar mais um tempo, para que a gente possa se recompor. Não, não pode ser, deve haver algum engano, eu quero mais, eu quero muito mais, não é possível que tenha acabado. Como assim? A coisa continua, tenho certeza, quero saber mais de Vera (Elena Anayla)... Mas não tem jeito, o filme acabou mesmo, na sessão assistida ontem à tarde. Ou melhor, não acabou não, continua passando dentro de mim, continua crescendo, crescendo &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e me estimulando, e cada cena assistida é lembrada por minha memória, de forma disforme, mas presente em mim desde ontem, me estimulando, me impelindo a pensar cada vez mais nesta obra-prima de Almodóvar . É, o gênio espanhol voltou com tudo neste drama - terror, e os cinéfilos de plantão podem soltar os fogos, pois esta é sua melhor obra desde “Fale Com Ela”, o que convenhamos, não é pouco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas me sinto incomodado em escrever sobre este filme, pois é uma daquelas obras tão imensas e complexas, que realmente não me sinto com capacidade e talento para tal. Fora isto, seria um absurdo ficar detalhando minhas primeiras impressões a respeito do filme, pois qualquer coisa mal escrita, traria a quem ainda não o viu, revelações que só devem ser saboreadas na grande sala escura. É um filme de mistério, de surpresas, que só um cineasta genial conseguiria fazer. Posso até falar uma besteira, mas este filme me remeteu a “Um Corpo Que Cai” do velho mestre do suspense Hitchcock, onde o que vemos na verdade nunca é realmente o que parece, e a tragédia espreita as relações de amor, ódio e dor dos personagens. E sim, cometo a (talvez) heresia de comparar os dois diretores, pois na verdade, acho que com esta obra imensa, Almodovar já merece estar e ficar ao lado do mestre do suspense, honra para pouquíssimos, bem eu sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esta história é contada com idas e vindas ao tempo, forma necessária assim como em “Abraços Partidos”, mas é com “Matador” que vejo maior semelhança dentre as obras do cineasta. A morte e o sexo, - assim como em praticamente todos os filmes do cineasta - se faz mais que presente neste seu último trabalho,que esta mais para um terror. Aqui não cabe a tão usual comédia de seus filmes, mas todas as outras formas usuais (cores, transformistas, machões imbecis) estão presentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Antonio Bandeiras encarna com perfeição seu personagem (Robert Ledgard), um cirurgião plástico, extremamente comprometido com seu trabalho, principalmente depois de ter perdido sua esposa num incêndio e logo em seguida sua única filha. Não é à toa, ele lembra o médico e o mostro, no afã de construir a pele perfeita, a prova de mosquitos e queimaduras. Para isso passa por cima de tudo e quebra todas as regras. Ele sempre é auxiliado por Marilia (Marisa Paredes), sua empregada, que guarda grandes segredos a respeito de ambos. Neste cenário, vemos Vera presa numa espécie de cativeiro, na clinica do médico e ficamos a imaginar o porquê daquilo. O diretor presenteia o público masculino (e feminino também, por que não?) com generosas cenas tesudas de nudez da exuberante Vera, para depois cobrar o preço... Obviamente, o buraco é muito mais profundo do que nossa imaginação consegue chegar. A identidade, ou mesmo a falta dela, permeiam todos os personagens, e com o roteiro, a edição de idas e vindas, e a primorosa direção de Almodóvar, os nós são desatados, e nada era realmente o que parecia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ponto para o cinema muxoxo deste, que precisava desse respiro, pois isto é cinema. Ponto para Almodóvar, que nos presenteia com mais um cinco estrelas, um de seus melhores trabalhos, entre os já melhores, demonstrando seu total domínio em sua arte. Quem ainda não viu, corra ao cinema (em DVD é heresia), para ter uma aula de cinema. Amanhã irei de novo, é claro, pois é muita coisa para uma sessão só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5191435084152945754?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5191435084152945754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/11/pele-que-habito-pedro-almodovar.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5191435084152945754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5191435084152945754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/11/pele-que-habito-pedro-almodovar.html' title='A Pele Que Habito – Pedro Almodóvar'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ePX0UEw3rh4/Ts1P1trIPCI/AAAAAAAAATU/ZTSv6_h3uAI/s72-c/A+pele+que+habito+-+6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3582982081628860151</id><published>2011-11-17T19:25:00.001-02:00</published><updated>2011-11-17T19:27:57.395-02:00</updated><title type='text'>O  Indomado – Martin Ritt</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VUbJq_II0Rg/TsV7tS4RxwI/AAAAAAAAATM/B8aAjJLc1lU/s1600/hud2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="384" src="http://3.bp.blogspot.com/-VUbJq_II0Rg/TsV7tS4RxwI/AAAAAAAAATM/B8aAjJLc1lU/s640/hud2.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Você é um homem sem princípios, Hud”. Diz o pai para o filho, em mais uma das diversas discussões, fato que também desenha um embate entre um país com seu passado, sua história e seu futuro, até então incerto. A América empreendedora, que conquistou o oeste, a democracia e uma moderna constituição se mostra velha, a cargo de uma nova geração que quer se livrar do antigo e construir uma nova forma de viver, mais egoísta, onde as leis são para serem interpretadas livremente, de acordo com o gosto e a necessidade de cada um. Hud é o desenho menos sombrio do que se tornaria o americano típico, engolidor de mercados e economias globais. E entre pai e filho, entre uma América antiga e a nova por vir, fica Lonnie, o neto, que se vê no meio disso tudo. Como diz o avô: “Uma hora você vai ter que escolher entre o certo e o errado, e o caminho a seguir”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Homer (Melvyn Douglas) é um homem à moda antiga, empreendedor, como aqueles heróis americanos tantas vezes mostrados nos filmes de John Ford, por exemplo, daqueles homens que sabe a constituição praticamente de cor, acredita no trabalho, nos seus princípios e em sua ética. Não aceita perfurar suas terras atrás de petróleo enquanto viver, pois o ganho do homem, segundo ele, tem de vir do esforço da lida, do trabalho braçal. Mas não é um romântico, um bobo qualquer, apenas um homem integro. Um velhinho bom, que qualquer um adoraria como avô, como na cena em que canta junto com o neto no cinema. Cena que faz com que temos vontade de abraça-lo carinhosamente. Mesmo assim, guarda muita magoa dentro de si, depois de perder seu filho mais velho, pai de Lonnie, num acidente de carro em que o filho mais novo Hud conduzia o veiculo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Hud (Paul Newman), o indomável do título, o oposto do pai, traz em si uma força enorme, uma beleza hipnotizante, mas sua força é movida a egoísmo e egocentrismo. É um beberão sem limites, mulherengo e bonitão por demais. Não há limites para suas vontades, maltrata as pessoas, principalmente aquelas as quais ama e finge não amar. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Sedutor e perigoso, ele parece ter consciência de seu egoísmo destruidor, mas se mostra cada vez mais o avesso do seu avesso, só de birra. Mesmo errado, esta certo, seja qual for o preço a ser pago.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Entre Homer e Hud vive o jovem Lonnie, que entre os embates do sedutor tio e o amoroso e correto avô, se vê dividido, tentando descobrir o certo para si, o seu caminho, na solidão da sua juventude e descoberta de sua libido, de seu desejo de homem em formação. Bem demonstrado no seu relacionamento com Alma, a empregada da casa, pois o que era apenas carinho maternal, aos poucos se transforma em outro tipo de atração, a sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alias, se Lonnie tem um desejo tímido e inexperiente por Alma, isto não se aplica ao seu tio Hud. Há entre ele e Alma uma atração sexual imensa em todos os momentos em que estão juntos, sendo um show à parte naquele já difícil convívio familiar. Em cada palavra, na maioria de duplo sentido, em cada olhar, em cada gesto de um para o outro. Mas Alma é uma mulher calejada e maltratada pela estrada da vida. Ela sabe que ele é bonito demais, mas perigoso demais. A experiência com outros homens, parecidos ou iguais à Hud, a seguram de se entregar, mesmo que tudo nela diga exatamente ao contrario, pois seu corpo arde em fogo, em desejo, num trabalho sutil e maravilhoso de Patricia Neal (a “decoradora” de Bonequinha de Luxo), que não por acaso ganhou um Oscar mais que merecido, assim como Melvyn Douglas por suas respectivas atuações neste filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma obra-prima, que tranquilamente você assiste por diversas vezes – eu já vi três vezes – e não se cansa. Emoldurado sobre um preto e branco esplêndido e também ganhador de um Oscar pela fotografia. Sobre homens e mulheres, sobre um país em constante mutação, para o bem ou o mal. Uma obra-prima sobre a América e seus caminhos e descaminhos. Obrigatório para quem diz gostar de cinema. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3582982081628860151?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3582982081628860151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/11/o-indomado-martin-ritt.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3582982081628860151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3582982081628860151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/11/o-indomado-martin-ritt.html' title='O  Indomado – Martin Ritt'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VUbJq_II0Rg/TsV7tS4RxwI/AAAAAAAAATM/B8aAjJLc1lU/s72-c/hud2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-2934613361930321220</id><published>2011-11-09T16:57:00.003-02:00</published><updated>2011-11-12T20:22:39.588-02:00</updated><title type='text'>O Palhaço – Selton Mello</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3LUEIxKW7RM/TrrMoyrHkAI/AAAAAAAAATE/UlEqhjhznPo/s1600/opalhayo1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-3LUEIxKW7RM/TrrMoyrHkAI/AAAAAAAAATE/UlEqhjhznPo/s1600/opalhayo1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segunda-feira, dia 07/11, cinema lotado às 14h00hs num dos shoppings de Sampa. Não, não é a Mostra, é a promoção do cine nacional à R$ 2,00 a sessão. Quatro filmes assistidos e notadamente um público presente não acostumado à cinefilia, atraídos pelos valores não extorsivos, que lembram os preços praticados nos anos setenta e oitenta, quando – segundo minha mãe – o preço do ingresso era o mesmo da passagem de ônibus. Não é à toa que as pornôs chanchadas faziam tanto sucesso na época. Tá cada dia mais difícil ser um cinéfilo. Como pode uma sessão de cinema custar R$ 20,00? Quem é cinéfilo não vai uma vez por mês ao cinema, muitas vezes vão duas ou mais vezes no mesmo dia. Outro dia estava eu juntando os últimos trocados para uma sessão no Unibanco da Rua Augusta, quando para em frente ao cinema, uma Chrysler preta ainda sem placa de tão nova, e de dentro sai uma linda moça às pressas e encontra com a amiga já na fila na minha frente. Ela se põe a reclamar da lerdeza do motorista e saca sua carteirinha da USP para sua meia-entrada, e eu ainda juntando os trocados para uma inteira, sem sobra nem para o pastel chinês. Tadinha, ela deve ter ficado sem ir ao cinema por estes dias, ocupada nos campus da USP, a pedir junto com os coleguinhas, seus “direitos” e privilégios, como temos acompanhado pelos jornais. É, palhaçada, ou melhor, palhaço, sou eu...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por falar em palhaço, a julgar pelos quatro filmes que assisti (Uma Professora Maluquinha, OS 3, Família Vende Tudo), sem dúvida o sucesso abraçou este segundo filme de Selton Mello. Sala lotada e público barulhento que no inicio me incomodou, mas com o passar do tempo, fui ficando indiferente, afinal estávamos numa espécie de circo no cinema e o show não pode parar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O filme começa e não consigo tirar o sorriso do rosto – e olha que sorrir não tem sido ultimamente o meu forte - durante toda a projeção. Meu Deus, que filme lindo, lindo, lindo!Cheio de lirismo, de poesia e (talvez) de uma beleza que quase não existe mais, de um tempo e jeito antigo. Contraponto para aquele circo mambembe, feito na raça, no amor, à procura das últimas crianças ainda inocentes com aquele brilho no olhar. O alimento do palhaço é o riso solto das crianças. Não é à toa que em um certo momento do filme, simbolicamente, a linda e ambiciosa&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;engolidora de fogo é derrotada pela lindinha garota das asas de anjo. É a pureza vencendo a traição, pois naquele ambiente só deve sobrar espaço para a confiança e fidelidade para com a trupe, que com isso ganha sua sobrevida. Coisa muito difícil já em meio a aquela vida sem dinheiro, sem destino certo, pelas estradas, pelos sertões brasileiros à procura do povo, muito longe das capitais. Faz lembrar com saudade “A Viagem do Capitão Tornado”, obra-prima de Ettore Scola. Salve, salve os últimos guerreiros artistas de circo. Mesmo coma a falta de grana, mesmo coma lona gasta e remendada, mesmo com toda a tecnologia, games e afins trabalhando contra... “o circo chegou/ vamos todos até lá.../ palhaço que é o ladrão de mulher”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em&amp;nbsp; Feliz Natal,seu primeiro filme, inspirado em John Casavettes, Mello foi mais autoral e mordaz, contando a história de uma família em frangalhos num (des)encontro, numa irônica noite de natal. Filme depressivo e triste, não obteve, obviamente, o público e o reconhecimento que merecia. Vale uma revisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em recente entrevista ao programa Vitrine, Selton Mello declarou que se inspirou em dois diretores com os quais já trabalhou e muito admira para este seu segundo filme. Sua ambição seria transitar (ficar no meio termo) entre o cinema popular de Guel Arraes (“Lisbela” e “ O Alto da Compadecida”) e o autoral Luiz Fernando Carvalho da obra-prima “Lavoura Arcaica”. A julgar pelo resultado nas telas, ele consegue mais que isso, pois encontra seu próprio caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“O gato toma leite, o rato come queijo e eu nasci palhaço”. Será um caminho duro para Benjamin (Selton Mello), até entender as palavras do pai também palhaço (Paulo José). Benjamin se sente cansado e - mais até do que o próprio pai com sua velhice – &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;deprimido, com a vida de circo. Seu desanimo é nítido, principalmente com a parte burocrática de ter que administrar um circo praticamente falido, tendo de “beijar-mão” de cada prefeito em cada cidade em que o circo é montado. Sua ambição é conseguir tirar sua identidade e principalmente comprar um ventilador, coisas simples, mas que são cada vez mais difíceis de conseguir, alimentando cada vez mais sua angustia. “Estou cansado do que sou, e cansado do que não sou”, diz ele, e perdido em si mesmo, em certo momento abandona o circo e sai pelo mundão, a fim de se encontrar, ou melhor, encontrar (talvez) a carteira de identidade e o tão sonhado ventilador. Logo, percebe que é preciso se perder para se encontrar e entende as palavras do pai. O reencontro de pai e filho no picadeiro, a troca de olhares de ambos sem uma palavra sequer já valem o filme. Alias, é nos longos silêncios de Benjamin que mais o entendemos, as coisas não precisam ser ditas, para serem entendidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Bom diretor, excelente ator. Selton Mello encarna (tem o João da Ega em Os Maias, mas é minissérie) seu melhor personagem, antes oferecido e recusado por Wagner Moura e Rodrigo Santoro. Sorte a nossa, fica difícil imaginar Benjamin com outra cara, outro jeito. Selton está perfeito, assim como toda a trupe de coadjuvantes que aparecem no filme, em especial Moacir Franco, que rouba a única cena em que aparece nos deixando com gosto de quero mais. Alias, todos da trupe mereceriam um pouco mais, o que me leva a crer que a muito a ser explorado a partir do mesmo roteiro. Não duvido nada que deste filme, surja no próximo ano, uma série na TV Globo. Valeria mil vezes mais do que “ A Mulher Invisível” que acontece no momento na TV e também é uma espécie de continuação de outro sucesso protagonizado pelo próprio Selton Mello.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um ator em estado de graça, e um baita diretor em formação, cada vez melhor. Onde será que Selton Mello irá chegar... Seja onde for, esta no caminho certo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-2934613361930321220?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/2934613361930321220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/11/o-palhaco-selton-mello.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2934613361930321220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2934613361930321220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/11/o-palhaco-selton-mello.html' title='O Palhaço – Selton Mello'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3LUEIxKW7RM/TrrMoyrHkAI/AAAAAAAAATE/UlEqhjhznPo/s72-c/opalhayo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-4175259058765440275</id><published>2011-10-28T17:47:00.001-02:00</published><updated>2011-10-28T17:47:28.982-02:00</updated><title type='text'>Trabalhar Cansa – Juliana Rojas e Marco Dutra</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aAhcElvFaUI/TqsGXZEc62I/AAAAAAAAAS8/wEIaWxC_bo4/s1600/trabalhar+cansa+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="424" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-aAhcElvFaUI/TqsGXZEc62I/AAAAAAAAAS8/wEIaWxC_bo4/s640/trabalhar+cansa+1.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Terminada a sessão, sinto um gosto amargo na boca. Verdadeiro terror, para quem já passou por uma situação semelhante, aquela última cena não saiu da minha cabeça. Já não basta a humilhante situação de estar no desespero, pedindo emprego, passar por aquela “dinâmica de grupo” é o fim mesmo, bem sei, ô se sei. Impactante, é um grito que quebra os botões da camisa de linho, que rasga a gravata apertada há tempos no pescoço. Um grito de horror, solitário, em meio à multidão, que serve também para tirar o cinema nacional do marasmo em que se encontra. Do lado de fora do Frei Caneca, no termino da sessão vazia, imenso burburinho na espera das novidades da Mostra anual de cinema. Festa a qual novamente me excluí. Falta de grana, falta de tempo, o sol não aquece a todos e eu me sinto pálido, desmotivado, esperando o bonde que já faz tempo, perdi. Há algum tempo atrás, um terapeuta de plantão me aconselhou a sair por aí, em algum descampado, lugar isolado e amplo, onde não seria preso por loucura ou lucidez excessiva, e berrar, berrar! Soltar os bichos de dentro de mim. Ainda não o fiz, os arranha-céus me impedem. Mas rapidamente me imagino assim como o personagem de Marat Descartes, berrando e batendo no peito feito um macaco. Regressão total, de homem discreto e educado, voltando ao homem de Neandertal. Já pensou, que legal, um homem macaco pulando dentro do shopping em meio aos sorrisos dos modernos e das etiquetas&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;caras&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;das finas moças. Soltar um jegue no aterro, na hora do rush, só pra variar, como já dizia Rauzito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas o que fazer quando a situação se torna insustentável &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e você não consegue sair da areia movediça em que se meteu? Cadê a corda? Ou mesmo a mínima força de vontade de sair de uma situação aparentemente sem solução? É assim que o personagem se sente. Um homem provedor de meia idade, que vê seu mundo desmoronar quando perde o emprego, e consequentemente toda sua forma confortável forma de viver. Um forte sentimento de inadequação, de pequenez o envolve. Parece até, uma continuação do seu personagem do filme “Os Inquilinos” do subestimado Sérgio Bianchi, onde seu personagem também se vê as voltas com situações – seus vizinhos marginais – com as quais se sente impotente, menos homem mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em contra partida, estes não são seus únicos problemas, pois tem o negocio de sua esposa e outros bichos, escrotos. Acostumada a doce vida do lar, em uma vida de calmaria e segurança, sua esposa vivida por Helena Albergaria (ótima atriz, que eu não conhecia), se espelha na nova mulher ativa dos tempos novos e resolve abrir um negócio próprio, se aventurar no trabalho, invertendo a situação da família, e abre um minimercado. Acontece que com isso outros problemas surgem. Na sua nova dinâmica, é obrigada a contratar uma empregada doméstica (bicho estranho, mas sem carteira assinada, e mínimo do mínimo que já tá bom demais!) para administrar seu lar, e seu mercado começa a apresentar vários problemas estruturais. Bichos estranhos pululam das suas paredes, do seu chão, líquidos negros e fétidos, ninhos de minhocas, baratas, vísceras e ossos milenares aparecem para desestruturar sua boa vontade e consequentemente sua relação com todos seus funcionários. Realismo fantástico? Terror psicológico? Alucinações? Tudo se mistura numa equação de difícil entendimento ou solução. Alusões, metáforas para a decadência de uma classe social que rapidamente, precisa se adequar a um novo ritmo social e econômico de viver. Dentro daquele mercado, dentro daquela família, o tal do boom econômico e prospero que decantam jornais, juntamente com o governo atual, ainda não deu as caras. É o mostro invisível, que talvez só o cachorro do vizinho – que insiste em latir o tempo todo – enxerga, que vai minando as forças dela física e emocionalmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Cientistas já comprovaram, que se uma bomba atômica acontecer neste mundo de homens vis, só as baratas sobreviverão. Seria então, o mundo no fim, habitado apenas pelos bichos peçonhentos. Alusões à parte, saindo do cinema, uma música não para de tocar na minha mente, que casa perfeitamente com este original e ótimo filme: “Bichos Escrotos/Saia do esgoto/ Bichos Escrotos/ Venham enfeitar/ Meu lar, meu jantar/ Meu nobre paladar”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-4175259058765440275?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/4175259058765440275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/10/trabalhar-cansa-juliana-rojas-e-marco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4175259058765440275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4175259058765440275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/10/trabalhar-cansa-juliana-rojas-e-marco.html' title='Trabalhar Cansa – Juliana Rojas e Marco Dutra'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aAhcElvFaUI/TqsGXZEc62I/AAAAAAAAAS8/wEIaWxC_bo4/s72-c/trabalhar+cansa+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-2822636844336791006</id><published>2011-10-10T19:37:00.001-03:00</published><updated>2011-10-10T19:41:50.647-03:00</updated><title type='text'>Atraídos Pelo Crime – Anthony Fuqua</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TwWaGfEZqeA/TpNzR9CT_vI/AAAAAAAAAS4/gsahWSMmC14/s1600/atr.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="428" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-TwWaGfEZqeA/TpNzR9CT_vI/AAAAAAAAAS4/gsahWSMmC14/s640/atr.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não vai haver amor neste mundo nunca mais. Pelo menos no Brooklyn, em Nova York, segundo Anthony Fuqua. Neste filme, não há respiro ou alívio para qualquer um dos três policiais que conduzem a trama. É uma descida sem escala até o inferno, sem chance de redenção. Qualquer bairro violento aqui no Brasil parece a Disney, comparado ao que vemos neste filme. Bandido e mocinho se confundem em cores cinza, difíceis de digerir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A começar pelo policial vivido por Ethan Hawke que – muito parecido com Di Caprio em Os Infiltrados – destila em cada segundo na tela uma urgência desesperada, como se estivesse sendo tragado por um tonel de areia movediça. De família italiana e extremamente católica, depois de realizar uma “justiça alternativa”, tenta se confessar e não se conforma apenas com o perdão de Deus, ele quer também sua ajuda. Mas suas atitudes o colocam cada vez mais distante das cruzes que o perseguem. Para tentar ajudar a família numerosa a melhorar de vida, se vê cada vez mais distante de Deus e próximo ao inferno. É um caminho sem volta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já o policial vivido por Don Cheadle se vê a tanto tempo infiltrado no crime organizado, que começa a questionar de que lado realmente esta. Conhecedor da burocracia e corrupção que toma de assalto à instituição para a qual trabalha e até então acreditava, se vê entre a cruz e a espada quando tem que entregar um amigo do crime vivido por Wesley Snipes. Sabe que mesmo não estando do lado certo – qual é o lado certo num mundo cheio de erros? – uma amizade sincera é um tesouro difícil de abrir mão. Mas acima de tudo, o que ele quer desesperadamente é sua vida de volta, talvez até tentar reconquistar seu casamento fracassado. Mas o tempo sem sua identidade verdadeira lhe cobrará um preço alto, talvez até seja tarde demais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já o terceiro policial vivido por Richard Gere, é tão ou mais complicado que os outros. Faltando apenas uma semana para a sua aposentadoria, ele mais parece uma pessoa sem emoção, sem alma. Os vinte e tantos anos dedicados a sua profissão, lhe foram tirando ano a ano, seu sangue, sua cor. E principalmente a crença na vida e nos outros seres humanos. É tido como covarde pelos outros policiais. É notório que os anos na corporação lhe tiraram a esperança de que algo ao alguém possa melhorar. Tanto faz estar vivo ou morto, pois já se sente morto em vida, e demonstra isso fazendo roleta-russa pelas manhãs junto a um copo de uísque. Mesmo que (sem querer) aos quarenta e cinco do segundo tempo, a vida lhe conduza a um ato heroico, que até pudesse lhe trazer algum alento, ele olha logo após diretamente para a câmera, dizendo com os olhos pesados: “E daí?” Como se o que acabará de fazer &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;é muito pouco diante do irreversível horror da vida. Sua alma perdida se confunde com o que presencia diariamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No seu filme anterior “Dia de Treinamento”, Fuqua conseguiu sucesso e reconhecimento, assim como Denzel Washington conquistou seu merecido Oscar por viver (também) um policial corrupto. Mais uma vez ele acerta a mão, se mostrando um grande diretor de atores, extraindo de seus protagonistas, grandes interpretações que por si só já valem o filme, com destaque para Ethan Hawke. Mas talvez o que explique o fato deste filme, superior ao anterior, não ter feito o sucesso merecido é o clima de desesperança e desalento que o permeiam. Corajosamente, não há concessões, nem esperanças de dias melhores. Um pouco demais para uma América em frangalhos economicamente. Uma América que aos poucos descobre que já não carrega mais o bastão da vitória, do primeiro lugar do pódio. Onde estão os velhos e bons heróis americanos? Certamente não estão no Brooklyn, nem na policia americana, segundo este talentoso diretor que consegue a proeza de fazer mais um filme policial, com seus clichês contumazes, mas com talento consegue fugir do lugar comum, com uma obra triste, mas acima da média.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-2822636844336791006?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/2822636844336791006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/10/atraidos-pelo-crime-anthony-fuqua.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2822636844336791006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2822636844336791006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/10/atraidos-pelo-crime-anthony-fuqua.html' title='Atraídos Pelo Crime – Anthony Fuqua'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TwWaGfEZqeA/TpNzR9CT_vI/AAAAAAAAAS4/gsahWSMmC14/s72-c/atr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8880355566372744309</id><published>2011-10-04T18:35:00.004-03:00</published><updated>2011-10-04T18:36:04.016-03:00</updated><title type='text'>Bonequinha de Luxo – Blake Edwards</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-G6eGhIw2OnY/Tot70fia6fI/AAAAAAAAAS0/EQXvU5DduOM/s1600/tifanys03.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="356" kca="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-G6eGhIw2OnY/Tot70fia6fI/AAAAAAAAAS0/EQXvU5DduOM/s640/tifanys03.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aquela sensação maravilhosa de se assistir a um filme imenso, delicioso e emocionante, aconteceu com este filme, que estava guardado, esquecido na prateleira lá de casa há tempos. Este é um daqueles filmes que por puro preconceito, fui deixando de lado, para assistir um dia qualquer, quando não tivesse algo melhor. Quanto engano. Achava que pelo título original, ou pelo que eu ouvia falar, seria um filme ligado à moda, ou de uma maneira geral ligado a futilidades. De novo, que engano. Devo dizer que não sei, não compreendo, meu tico e teco não conseguem entender esta coisa, este glamour ligado à moda, aquelas moças esqueléticas passando na passarela e pessoas sentadas aplaudindo aquilo, aquelas roupas esquisitas que ninguém em sã consciência usaria. Que graça tem tudo aquilo? Não entendo. No meu inconsciente ligava este filme a este mundo. Um erro, grande erro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na verdade, este é um filme para ser visto e revisto com verdadeiro deleite. A futilidade passa longe. Da lugar a uma sutil elegância &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e a beleza mágica do encontro. Da descoberta do outro e de si próprio. O encontro entre dois vizinhos e são eles Holly (Audrey Hepburn, esplêndida) e Paul (George Peppard), dois perdidos, dois solitários, que apesar do contato intenso com outras pessoas, pouco a pouco, só se acham junto a alguém quando ficam juntos. São dois (elegantes) sobreviventes, erroneamente classificados como garotos de programa. Seria perfeito chama-los de “malandros” como naquela velha maneira carioca de viver, tempos atrás. Ela conseguindo enrolar seus acompanhantes com os cinquenta dólares para ir ao toalete. Ele, sendo patrocinado por uma “decoradora” enquanto procura inspiração para seu segundo romance. Eles apenas se viram- com muita elegância, é claro - como podem. Que mal a nisso? As pessoas têm dentro de si tantos matizes de cores, que fica muito difícil defini-las. Quanto de amor e dor cada um carrega dentro de si? Holly se intercala entre a futilidade, a ingenuidade e a pureza, entre outras coisas, como numa corda bamba. Quem não faz isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Só indo atrás de um antigo clássico, para se assistir com clareza a um filme com um enredo tão bem construído e diálogos tão deliciosos. São muitas as cenas antológicas, como quando Holly e Paul se conhecem e em poucas palavras ela se descreve a ele, como uma pessoa sem posses ou vínculos, até o dia em que encontrar o “seu lugar”, que não sabe ainda qual é, sendo assim, nem seu gato tem um nome, pois como ela, esta ali ao acaso e por isso nem sequer tem um nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Ela é uma impostora, mas uma impostora autentica”. Assim Holly é definida por um advogado vivido por Martin Balsan, para Paul, na cena da festa, e que festa. Parece que Edwards se especializou nestas cenas de festas e junto com Peter Sellers, seu parceiro em outras aventuras, como no hilário “Um Convidado Trapalhão” fez outras cenas de festas tão hilárias quanto esta. É de morrer de rir a cena em que uma moça em meio à bagunça, fica se olhando no espelho e ri pra valer, para em seguida começar a chorar ao espelho sem parar, já vale o filme. Assim como na compra do presente por dez dólares na tal da conceituada Tiffanys.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O drama também tem seu lugar no emocionante encontro entre Lulla Mae e o Doutor. Mas acontece que já não existe mais Lulla Mae, apenas em alguns momentos, como quando Holly canta “Moon River” na janela de seu apartamento e Paul se vê definitivamente apaixonada. Quem não ficaria? Interessante saber nos extras que os produtores queriam tirar esta cena da canção do filme, e com isso compraram uma briga imensa com a miúda Hepburn, que virou uma leoa defendendo sua cria. Ela venceu, e esta se tornou uma das cenas mais celebres do cinema em todos os tempos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por fim tem a cena final, com o gato na chuva, que eu sem vergonha nenhuma assumo que chorei e ri ao mesmo tempo. Deliciosamente chorei e lavei a alma de cinéfilo que pedia um filme assim tão fabuloso. Tão romântico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Penso se assisti algo semelhante recentemente, e não acho nada similar, mas também os tempos são outros. A velocidade do mundo, da comunicação, da internet, nos tomando, talvez não permita algo assim. Mas sou um nostálgico. Sendo assim, talvez por penitencia, por só agora descobrir este tesouro da sétima arte, assisto novamente. Quem não viu veja, urgentemente, mesmo achando ser um filme de “mulherzinha”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ah! Lulla Mae, a tantas coisas pra se ver. E eu também estou procurando o arco-iris, logo depois da chuva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8880355566372744309?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8880355566372744309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/10/bonequinha-de-luxo-blake-edwards.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8880355566372744309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8880355566372744309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/10/bonequinha-de-luxo-blake-edwards.html' title='Bonequinha de Luxo – Blake Edwards'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-G6eGhIw2OnY/Tot70fia6fI/AAAAAAAAAS0/EQXvU5DduOM/s72-c/tifanys03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3106252986117346746</id><published>2011-09-23T19:35:00.000-03:00</published><updated>2011-09-23T19:35:11.259-03:00</updated><title type='text'>180° - Eduardo Vaisman</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TpHzWyIuKN4/Tn0JBj8c7QI/AAAAAAAAASw/RIR0xp6sESQ/s1600/180-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" height="480" src="http://1.bp.blogspot.com/-TpHzWyIuKN4/Tn0JBj8c7QI/AAAAAAAAASw/RIR0xp6sESQ/s640/180-2.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Certamente, produzir um filme requer muita força de vontade, de trabalho. Aglutinando muitas pessoas, a começar pelo diretor, todos imbuídos num propósito em comum, o de se fazer um filme único. E, claro, se possível, um filme bom e aceitável. Vale dizer que meu espírito romântico, leva-me a crer que todo cineasta que se presta a esta epopeia, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;por vezes heroica, que consome meses e até anos para ser concluída, tenha em seu diretor, um comandante que antes de tudo, ame, venere a sétima arte. Antes de dirigir/gerar seu próprio filme/filho, este diretor deve (acredito ingenuamente) conhecer e se basear em filmes formidáveis, e do convívio e bagagem com estas obras, estabelecer uma ponte para com suas crias. Daí surge minha angustiante pergunta: O cara não percebe que esta trabalhando arduamente num filme ruim? Que esta criando um monstro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Detesto falar mal de filmes - pois cinéfilo, os amo-, e de maneira geral, falar mal de qualquer outra coisa. Tenho uma amiga que diz que preciso deixar de ser “bonzinho”, botar os bichos pra fora. Mas acontece que o cinema nacional este ano, está impossível. Novamente, saí do cinema me sentindo lesado pelo preço do ingresso e pelo tempo perdido. Mais um filme brazuca na lista dos piores do ano, que por sinal está concorridíssima só com nacionais. Muita quantidade, pouca qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Entendo, e em alguns casos até simpatizo com filmes feitos para o “povão”, como “De Pernas Pro Ar” ou “Muita Calma Nesta Hora”, filmes estes rechaçados pela crítica, mas sucesso garantido. São filmes que apenas querem divertir, não se pretendem maiores do que isso, então respeito. O que não suporto são estes filmes pseudo-intelectuais que se vendem como “puro-scotch”, mas são na verdade uns “paraguaios” de segunda linha. Melhor seria uma cachacinha não? Tem uns cineastas que parecem que só conhecem o circuito Vila Madalena/Pinheiros, com aquelas historinhas chatas a respeito do próprio umbigo. Mas está é outra historia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Outro dia, um amigo crítico (mas) querido, comentou no Facebook que o argentino “Medianeiras” (Ah! Mariana, ou melhor, Pylar, espanhola &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Pylar Ayala! Para de procurar Wally, eu estou aqui, minha linda!) é um filme publicitário da pior espécie. O que ele falaria então sobre este 180°? Titulo sugestivo para um filme que roda, roda e não chega a lugar nenhum, só nos meus nervos. Alias, visto a camisa argentina e uruguaia, comparando o que tenho visto dos hermanos em comparação ao cine Brasil. Viva Los Hermanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Este filme conta uma história inverosímel sobre um triangulo amoroso entre três jornalistas – quer coisa mais Vila Madalena do que isso -, sendo que um deles (Felipe Abib, péssimo) encontra uma agenda com listas de compras (!?) e a partir dela escreve um super best-seller. Repito, escreve um campeão de vendas a partir de uma lista de compras, e no Brasil, sendo que vale lembrar, só para se ter uma pequena comparação, que na Argentina, país do tamanho (mais ou menos) do estado de São Paulo, tem em torno de 80% a mais de livrarias que nós, leitores- pelo jeito – não tão ativos. Com este sucesso, o rapaz acaba roubando a namorada (Malú Galli) do outro jornalista (Dú Moscovis), para depois descobrir que não havia roubado apenas a namorada dele. Mas não dá para entender direito todo o “conceito”, pois as idas e vindas ao tempo, tão bem utilizado em filmes recentes como o maravilhoso “Namorados Para Sempre”, aqui funciona sempre negativamente, pois as cenas são pessimamente editadas, deixando tudo meio que em aberto. A questão aqui é saber se as coisas funcionam assim por “razões artísticas”, sabe como é, para deixar no ar aquele ar de difícil, intelectual, ou se é apenas desleixo mesmo. Acredito na segunda hipótese. Afinal, como classificar a última cena do filme? O que é aquilo?Final em aberto? Pegadinha do Malandro? O quê, como assim? Tá difícil viu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ultimamente, o que era um dos meus maiores prazeres, que é ir até o cinema, tem se tornado um aborrecimento, graças a esta safra tão ruim de filmes, e não estou falando apenas do cinema nacional, não. Vou ter que começar a ver aqueles filmes antigos, em DVD, guardados, que fico deixando pra depois, é o jeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3106252986117346746?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3106252986117346746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/09/180-eduardo-vaisman.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3106252986117346746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3106252986117346746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/09/180-eduardo-vaisman.html' title='180° - Eduardo Vaisman'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TpHzWyIuKN4/Tn0JBj8c7QI/AAAAAAAAASw/RIR0xp6sESQ/s72-c/180-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-4257153226465628265</id><published>2011-09-20T21:47:00.002-03:00</published><updated>2011-09-21T13:11:26.976-03:00</updated><title type='text'>Lembranças – Allen Coulter</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UJ9lxR2F27I/TnkzxczL-gI/AAAAAAAAASo/NjA5MVru8Jc/s1600/lembran%25C3%25A7as.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" height="405" src="http://4.bp.blogspot.com/-UJ9lxR2F27I/TnkzxczL-gI/AAAAAAAAASo/NjA5MVru8Jc/s640/lembran%25C3%25A7as.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para mim, a tragédia de 11 de setembro, continua acontecendo. Ali, os Estados Unidos deixaram de ser a primeira potência mundial. Com isso, seus filhos americanos, ou não se deram conta da transformação, ou apenas continuam se vendo como vítimas. Mas não só as Torres Gêmeas ruíram, a confiança também. Se junta a isso, um mercado econômico patético, pelas mãos de banqueiros e economistas que não querem &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;largar o osso e o resultado hoje é muito pior do que o que previa o mais pessimista democrata ou republicano. A economia está um caos e o desemprego bate recorde. Nem a morte de Osama Bin Laden harmonizou a coisa. E o primeiro presidente negro parece perdido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No domingo retrasado se “comemorou” os dez anos do acontecimento, e entre tantas notícias e imagens na TV, que são mais fortes (ainda) do que qualquer cena de cinema, me peguei lembrando &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;de Caroline, uma menininha linda, personagem coadjuvante deste filme e acabei revendo em DVD.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Caroline faz parte de uma família desestruturada, desde o suicídio do irmão mais velho. Com o acontecimento, seus pais se separaram, seu irmão do meio saiu de casa, pois passou a culpar o pai empresário pelo suicídio, e ela se viu tendo problemas com falta de atenção nas aulas, e bulling das colegas. Mas coisas piores viram. A tragédia das Torres Gêmeas lhe trás outras perdas e marcará sua vida. Se antes ela já era um poço de delicadeza e tristeza, e depois do acontecido? Como uma menina como ela estaria/estará vivendo hoje, passados dez anos e ela já com seus vinte e poucos anos. Como estará sua cabeça, seu interior. Daí penso em quantas Carolines traumatizadas existem hoje nos EUA, e como trabalham seus traumas e dores.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Outra personagem tão interessante quanto Caroline é Ally, vivido por Emilie de Ravin (a loirinha da super série LOST), que também vive com o trauma de ter visto o assassinato de sua mãe dez anos antes, numa estação de trem. Ela se apaixona por Tyler (Robert Petinsson, o vampirinho camarada) que é o tal irmão de Caroline. Alias, é aí que está o problema do filme. Cheio de coadjuvantes de peso, entre eles Pierce Brosnan, Lena Olin e Cris Cooper, o filme meio que se perde nas indagações de Tyler. A produção, ávida pelo publico da saga “Crepúsculo”, concentra suas fichas no personagem menos interessante, e com isso o filme meio que se perde, até o desfecho traumático, o atentado. Que trará mais uma morte trágica na vida de Ally e Caroline. Jovens e com tanto peso trágico nos ombros, na bela cena final que por si só já vale uma conferida no filme, Ally olha diretamente para a câmera, e sem dizer nada, parece perguntar ao público: “O que será de nós?”. Boa pergunta, pois passada uma década inteira, seu país, sua nação, ainda não sabe responder esta simples pergunta e o medo atingiu em cheio, a (ex) maior nação do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-4257153226465628265?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/4257153226465628265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/09/lembrancas-allen-coulter.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4257153226465628265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4257153226465628265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/09/lembrancas-allen-coulter.html' title='Lembranças – Allen Coulter'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UJ9lxR2F27I/TnkzxczL-gI/AAAAAAAAASo/NjA5MVru8Jc/s72-c/lembran%25C3%25A7as.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-6828219384425985430</id><published>2011-09-10T16:25:00.001-03:00</published><updated>2011-09-10T16:25:29.508-03:00</updated><title type='text'>O Homem do Futuro – Claudio Torres</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-llUf2nt2BgQ/Tmu4SEty01I/AAAAAAAAASk/gXVid0WYaMU/s1600/homem+do+futuro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" nba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-llUf2nt2BgQ/Tmu4SEty01I/AAAAAAAAASk/gXVid0WYaMU/s640/homem+do+futuro.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;“E você ia tirar isso dele?!” Na cena mais impactante do filme, um dos três personagens de Wagner Moura, fala isto para seu outro eu, o outro “Zero”. Quando ambos assistem ao longe, o terceiro “Zero” no palco cantando em êxtase “Tempo Perdido” da Legião Urbana. E eu na platéia do cinema, olhos marejados, não pude deixar de lembrar o quando escutei a dita canção pela primeira vez. Pois a canção havia tocado fundo na minha alma, novamente, como naquela primeira vez, vinte e tantos anos antes. De outra forma, é claro. Não sou mais tão jovem, pelo menos na idade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Vale lembrar (acho eu) esta historinha. Estávamos na oitava série, e não era fácil escutar uma música nova como é hoje em dia. Era só rádio, e olha lá.Só os mais antigos, sabem a delícia de pegar um vinil novo nas mãos e senti-lo, namorá-lo. Tínhamos que realmente esperar sair o vinil. Lembro que eu e mais uns dois ou três malucos espinhudos, cabulamos aula naquele dia, e fomos para a porta da “Hi-Fi” da Rua Augusta. Fomos os primeiros a entrar na loja atrás do segundo e tão aguardado novo disco da Legião Urbana. Cada um comprou o seu exemplar, e fomos imediatamente para uma casa vazia (pais trabalhando) escutar aquela jóia tão aguardada. Uma, duas, cinco vezes o vinil rodou e obviamente “Tempo Perdido” causou impacto profundo em todos, principalmente em mim. Lembro como se fosse ontem. Nada seria como antes. A inocência se perdia de vez, ali com aquele monte de canções doídas de um louco chamado Renato Russo. Impacto parecido como quando escutei, anos depois, contra a vontade, devido a insistência de um &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;amigo em um &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;disc-man em frente a uma cachoeira em Visconde de Mauá, o “Clube da Esquina 2” do até então “Coração (chato) de Estudante”, mas depois disso (abre-se a caixa de Pandora, ou melhor, da MPB), genial Milton Nascimento. Ou então quando descobri maravilhado que “Twist and Shout” era de longe, muito longe, a pior música do Please, Please Me (63), dos quatro gênios de Liverpool. Tempo passado, tempo vivido, tempo perdido, reminiscências, lembranças, momentos que não tem preço... O que você estava fazendo quando escutou pela primeira vez uma música marcante como essa?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Esta música da Legião tem papel fundamental neste filme delicioso de Claudio Torres. Permeia a historia de Zero, um cientista maluco que inventa - meio que sem querer -, uma maquina do tempo para voltar vinte anos antes, na hora e no momento mais feliz e mais triste de sua vida, ele volta ao momento exato em que a paixão de sua vida, Helena, entra e saí de sua vida em uma festa da faculdade. Momento xis para seus caminhos e descaminhos futuros. Penso que se tivesse nas mãos este poder de voltar no tempo, e pudesse mudar algumas coisas, algumas atitudes, todas elas estariam relacionadas a paixões antigas. Eu que sempre fui tão desengonçado para estas coisas do coração, avançando quando é necessário recuar. Recuando quando necessário avançar...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Mas será que se eu conseguisse modificar certos momentos, as coisas seriam melhores do que de fato foram? Meus conceitos espiritualistas me dizem que não, assim como eu entendo que também é mostrado, por outro meio no filme. Mas meus conceitos não cabem aqui. Este é um filme deliciosamente pop, e Claudio Torres o conduz muito bem, mesmo que acabe derrapando um pouco, acho eu, nas cenas finais, mas vale muito à pena. Afinal, o que vale é o percurso e não a chegada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Confesso que estava desanimado para assistir este filme (assim como os outros em cartaz) e o trailer não havia me animado pelo fato de eu ver Wagner Moura novamente num trailer cantando música da Legião. Ele fez a mesma coisa com “Será” em seu penúltimo filme: “Vips”. Que por sinal, me causou péssima impressão quando assisti. Naquele filme em que ele também interpretava vários “eus”, estava bem exagerado na atuação, e logo pensei que cairia no mesmo erro. Engano meu, ele esta perfeito desta vez, e empresta credibilidade para seus três personagens “iguais e diferentes”. Melhor ainda é sua química com Aline Moraes, que para minha surpresa, esta muito bem como Helena, assim como Fernando Saylão e Maria Luisa Mendonça como os bons amigos de Zero. Ponto para o diretor, que mostrou que sabe dirigir seus atores, neste que é seu melhor filme, apesar do grande sucesso anterior de “A Mulher Invisível”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;O cinema nacional esta vivendo um “boom” de produção e público. Mas quantidade não está ligada a qualidade. Entre ciladas e vira-latas, Torre faz um filme pop, mas não popularesco. Não é “cabeça” ou profundo, mas o mais importante é que não é raso. Cópia do cinema americano? Neste caso... Que bom!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-6828219384425985430?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/6828219384425985430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/09/o-homem-do-futuro-claudio-torres.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6828219384425985430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6828219384425985430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/09/o-homem-do-futuro-claudio-torres.html' title='O Homem do Futuro – Claudio Torres'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-llUf2nt2BgQ/Tmu4SEty01I/AAAAAAAAASk/gXVid0WYaMU/s72-c/homem+do+futuro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-1152965717942897339</id><published>2011-08-26T19:30:00.000-03:00</published><updated>2011-08-26T19:30:11.992-03:00</updated><title type='text'>A Árvore da Vida – Terrence Malick</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5KZgBQEFIxI/TlgcsR474LI/AAAAAAAAASg/vjJXFZQzVpY/s1600/a+arvore+da+vida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" qaa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-5KZgBQEFIxI/TlgcsR474LI/AAAAAAAAASg/vjJXFZQzVpY/s640/a+arvore+da+vida.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Eu estava tentado a não escrever nada sobre este filme. Muito já foi dito, escrito e lido a respeito. Tenho medo de me ver, mesmo que sem querer, copiando outra opinião, de algum dos muitos artigos lidos. Mas será que alguém consegue ser realmente original, ainda mais hoje em dia, já que nos viciamos e nos misturamos a um bombardeio de notícias na internet. “Quem lê tanta notícia?” , quando Caetano decantou “Sem Lenço, Sem Documento”, naquele festival de 68, nem imaginava o que viria a seguir. A impressão que tenho, é a de que quanto mais facilidade e informação se têm, hoje em dia, mas as pessoas estão ficando burras, mas isso é outro assunto...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;O que me faz escrever algumas linhas sobre este filme, tem mais haver com o fato de eu ter assistido há pouco tempo os outros filmes do Malick numa mostra do CCSP. Apenas cinco filmes com este, e uma fama de reclusão que só fez aumentar uma falsa bolha de ar envolvendo seu nome e sua obra. Olhando para todos estes filmes, o que sinto em comum em todos, é a vontade de investigar o conflito eterno entre a natureza, o homem e Deus. Suas belezas, suas maldades e a divindade em meio a tudo isso. O Deus da beleza e do caos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;É neste seu último filme, que Malick tenta dar o seu salto mais ambicioso, parece que os outros eram caminhos que levariam a esta sua obra “profunda e poética”. Se em todos seus filmes, o diretor tenta passar a poesia da natureza para a tela, neste vai mais longe e tenta poetizar a origem de tudo. O Big Band, a origem do universo, do mundo, da vida, de Deus, e do amor dele para com seus filhos. Cita Jó, o filho mais sofredor da bíblia, para mostrar o convívio de um pai austero, controlador, com seus filhos, em especial, o mais velho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Em nome do pai, do filho e do espírito santo. Aqui representados pelo pai (Brad Pitt) que maltrata para fortalecer. O filho que sofre as angústias da opressão. E o espírito santo é representado pela mãe, o amor incondicional materno, acima de toda opressão, o amor, no sentido mais lindo e puro possível. Vamos combinar que é muita pretensão de botar toda uma gênese da natureza e da natureza humana numa família só, mas Malick é sim, muito pretensioso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Queria muito, muito mesmo, sair embasbacado, do cinema, como tenho visto e lido por aí. Gritando: Gênio, gênio! Mas nem uma coisa nem outra. Sim, é tudo muito bonito; sim, é tudo bem feito; sim, a fotografia é belíssima. Mas é tudo over demais, não precisa ser linear não, mas chega uma hora que se torna enfadonho, cansativo. Pronto, falei: enfadonho. E como disse (ó eu copiando!) meu amigo Sérgio: ”parece new age, Enya, estas coisas aí”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Ganhador de Cannes, recluso, todos falam que Malick é um gênio, com todo aquele seu jeito “natureza-poesia áudio visual em película” de filmar. Mas me pergunto: Será que ele faria um filme... Vamos dizer: tradicional? Porque, como já disse, é tudo muito bonito (não me joguem pedras), mas tá ficando cansativo. A gente tem que ficar fazendo força para “captar” o que aquela determinada cena quis falar. Deveria ser tudo mais natural, eu acho. Uma cena me chamou muito a atenção: é quando o pai saiu em viagem de negócios e os filhos se sentem libertos da sua opressão, logo acabam fazendo coisas que não deveriam. Coisas como quebrar vidraças dos vizinhos, e principalmente, magoar a própria mãe (Jessica Chastain, maravilhosa), insultando a quem sempre os defendeu e só deu o mais lindo amor. De oprimido a opressor. Mais tarde o filho pergunta ao pai se ele puxou sua natureza “má”? É claro que sim, ele constata que sim, mas quanto floreio para se chegar nisso, ou a qualquer outro fundamento. Sim. A vida é complexa, e aquele menino, assim como este menino aqui, que escreve, carrega dentro de si toda uma herança maldita e bendita do passado. No filme, apenas no olhar melancólico de Sean Penn, sabemos que as feridas são imensas, ele adulto em meio a edifícios imponentes, concretos e elevadores imensos, em contraste com o menino solto no quintal, na infância doída e saudosa. O homem tá lá no menino. O menino está todinho dentro do homem. Que procura sua divindade através do pai maior, ou da natureza, ou de qualquer outra coisa que o afaste do vazio e da solidão. Mesmo rindo e sendo amigo, em meio há festas imensas. Quem de fato não se sente só?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Mas precisa de tanto floreio, senhor Malick? Talvez, uma revisão melhore minha avaliação, mas nem maravilhoso, nem ruim. Mais para uma bomba de ar, por enquanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Cinzas no Paraíso&lt;/span&gt; (78) – a praga na natureza e no casamento -&amp;nbsp;ótimo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Terra de Ninguém&lt;/span&gt; (73) –&amp;nbsp; assassinatos,amor e natureza&amp;nbsp;-ótimo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Além da Linha Vermelha&lt;/span&gt; (98) –&amp;nbsp; guerra sem sentido e mergulhos límpidos -&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;bom&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;A Árvore da Vida&lt;/span&gt; (11) –&amp;nbsp; O big band, a mãe , o pai e o filho - bom&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;O Novo Mundo&lt;/span&gt; (05) -&amp;nbsp; -Pocahotas e o bom/mal homem branco -bom&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-1152965717942897339?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/1152965717942897339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/08/arvore-da-vida-terrence-malick.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1152965717942897339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1152965717942897339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/08/arvore-da-vida-terrence-malick.html' title='A Árvore da Vida – Terrence Malick'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5KZgBQEFIxI/TlgcsR474LI/AAAAAAAAASg/vjJXFZQzVpY/s72-c/a+arvore+da+vida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-1246157314274353355</id><published>2011-08-17T17:51:00.004-03:00</published><updated>2011-08-17T18:06:22.784-03:00</updated><title type='text'>Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo – Hugo Carvana</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2xI2PbABjVw/TkwoeCTsfCI/AAAAAAAAASc/SeQM6l3DdIA/s1600/naosepreocupenadavaidarcerto893.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="406" naa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-2xI2PbABjVw/TkwoeCTsfCI/AAAAAAAAASc/SeQM6l3DdIA/s640/naosepreocupenadavaidarcerto893.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Teve um dia, tempos&amp;nbsp; e tempos atrás, que assisti “O Homem Nu” com um amigo no cinema. Enquanto eu, e muita gente na platéia ríamos pra valer com o filme (inspirado na obra do genial Fernando Sabino), este amigo permaneceu em silêncio. No final da sessão ele declarou solenemente: ”Filme brasileiro é tudo tosco mesmo, não tem jeito”. Algo parecido já havia acontecido quando assistimos anteriormente&amp;nbsp;juntos “Alma Corsária’ do Carlos Reichenbach. Enquanto eu declamava “Gênio, gênio”, e conclamava umas cervejas para comemorar ao filme, à vida, ele ironicamente disse: “espero que você não queira bebericar estas brejas numa pastelaria chinesa decadente como no filme”. Cadê a sensibilidade, oras? Seguiu uma discussão onde declarei que ele assistia aos filmes brasileiros comparando-os ao cinema de fora, seja europeu ou americano, e enquanto fizesse isso, acharia tudo ruim. Cinema brasileiro tem de ser visto e feito como cinema brasileiro, não tem comparações,ele existe com as qualidades e defeitos que isso acarreta. Há tempos não vejo este amigo que nem em São Paulo mora mais. Tenho curiosidade em saber sua opinião sobre o que ele acha deste cinema certinho e plastificado com a marca Globo Filmes. Certinho, bem feitinho, tudo inho inho, como uma (das piores) novela das oito. Rock de pelúcia e sertanejos “universitários” tomam as rádios, e filmes plim-plim aos cinemas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Voltando, qualidades e defeitos permeiam a obra paulista e forte de Carlão, assim como a obra carioquíssima e leve de Hugo Carvana. Ambos, cineastas calejados na estrada. Cineastas brasileiros, graças a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;E este último filme do velho malandro ator carioca, assim como toda sua obra, é de resistência, e principalmente independência. Mais uma vez, assim como fez em todos os outros (poucos) filmes que dirigiu ao longo dos anos, Carvana evoca o seu Rio de Janeiro. Aquele Rio da sua juventude, aquele Rio lindo, da boa malandragem(onde malandro bom usava navalha&amp;nbsp;e só queria se dar bem com a mulheres),&amp;nbsp;das lindas mulheres. Alias, faltou mulher pelada (não nua) no filme, essa coisa de politicamente correto tá pior que censura, enfim... É a sua cidade amada, é seu orgulho, é onde sempre viveu cercado dos amigos, da boemia, e daquela paisagem zona sul, cartão postal mais belo do mundo, apesar de tudo, apesar dos anos. Quem teve o privilegio de conhecer, sabe... Aquele cheiro, aquela paisagem que tantas vezes Jobim e outros ilustraram tão bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Qual o problema em evocar as boas coisas da vida? A boa malandragem (que infelizmente não existe mais), o chopp gelado com os amigos e com o mar como cenário, a bela moça bronzeada e curvilínea. Afinal, quem é que não vive no saudosismo dos tempos idos, achando-os sempre melhores que os atuais? No caso do Rio de Janeiro, acredito ser realmente um sentimento válido. E Carvana faz isto, às vezes com muito sucesso como no espetacular “Bar Esperança” ou “Vai Trabalhar Vagabundo”. Ou era feio como em “Vai Trabalhar Vagabundo II” ou mesmo seu penúltimo “A Casa da Mãe Joana”. Mas ele continua firme e forte, fazendo seus filmes cariocas. Mil vivas para ele!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Neste último filme, a malandragem novamente dá o tom. Conta a historia de pai e filho que se “viram”, na primeira metade do filme, pelas estradas do Brasil à fora, trabalhando como atores, e se servindo disso para pequenos golpes. O malandro velho (Tarcisio Meira) em parceria com o malandro novo (Gregório Duvivier), entrando em enrascadas mirabolantes para se darem bem, mesmo que nada de certo. Salta aos olhos, a satisfação de Tarcisio em atuar no filme (depois de tanto tempo sem atuar no cinema), como se fosse uma grande e divertida festa (e não é?), assim como o talento de Gregório em suas cenas engraçadas, vivendo um falso “guru indiano” já no Rio, na segunda metade do filme. Tudo leve e despretensioso, sem mensagens filosófico-sociais, apenas o intuito de fazer rir, de fazer humor para o publico se divertir, sem culpa. Pra que mais?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;É claro que o filme tem alguns defeitos, como a péssima dublagem na cena final, cópia desnecessária do ótimo final de “Vai Trabalhar...”, já mal utilizada em “Casa da Mãe Joana” e novamente (sem sucesso) feita neste filme. Mas nada que comprometa o todo da obra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Certamente, não é o melhor filme de Hugo Carvana, grande diretor, grande ator, mas só vão desagradar, aqueles que sempre esperam algo “profundo”, ou seja, os maus humorados. Aqui não tem espaço para a melancolia. Só o riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pots: Segue minha avaliação sobre o obra do velho ator/diretor carioca da gema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bar Esperança - ótimo&lt;br /&gt;Vai Trabalhar Vagabundo - ótimo&lt;br /&gt;Se Segura Malandro - muito bom&lt;br /&gt;O Homem Nú -&amp;nbsp; bom&lt;br /&gt;Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo -&amp;nbsp;bom&lt;br /&gt;Apolonio Brasil - O Campeão da Alegria - bom&lt;br /&gt;A Casa da Mãe Joana - ruim&lt;br /&gt;Vai Trabalhar Vagabundo II&amp;nbsp;- péssimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-1246157314274353355?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/1246157314274353355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/08/nao-se-preocupe-nada-vai-dar-certo-hugo.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1246157314274353355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1246157314274353355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/08/nao-se-preocupe-nada-vai-dar-certo-hugo.html' title='Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo – Hugo Carvana'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2xI2PbABjVw/TkwoeCTsfCI/AAAAAAAAASc/SeQM6l3DdIA/s72-c/naosepreocupenadavaidarcerto893.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-4168617919167977281</id><published>2011-08-12T18:05:00.009-03:00</published><updated>2011-08-15T15:38:18.732-03:00</updated><title type='text'>Melancolia – Lars Von Tier</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BuIp4x3Yay4/TkWVNkc7-FI/AAAAAAAAASQ/DbQ7fM1AFSg/s1600/melancolia+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="352" naa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-BuIp4x3Yay4/TkWVNkc7-FI/AAAAAAAAASQ/DbQ7fM1AFSg/s640/melancolia+1.jpg" width="640" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Melancolia: Psicótico; maníaco depressivo; estado de humor caracterizado por uma tristeza vaga e persistente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sei qual a sensação de ter tudo o que quero, ou o que é dito socialmente, que é o que devemos querer. O que é uma vida de sucesso? Sei de um sonho que já tive algumas vezes, sonho recorrente, recente, e muito vivo na minha memória. Nele, finalmente encontro a tal da cara metade, uma moça morena que não conheço, nunca vi, mas no sonho é incrivelmente íntima, ligada ao ideal de amor, causadora de alivio a uma das minhas mais tristes angustias. Eu a conquisto, eu (finalmente) a tenho, e a sensação de alivio e felicidade que chega com este objetivo alcançado, dura quase nada. No seu sorrido de entrega, quando vejo que a conquistei, não só seu corpo, mas sua alma, seu amor, uma sensação de vazio se apodera de mim, me arrebata de forma imensa. A conquista vira um pesadelo, uma responsabilidade impossível de carregar, sinto meus pés encharcados na lama. Sinto-me perdido por ter e, ao mesmo tempo ver que (talvez) não queira aquilo, que era uma fantasia. Mas é tarde, ela é minha, mas não sou dela e muito menos sou meu mesmo, pois de repente, não me reconheço. Nem lá, nem cá, só os pés na lama. Acordo, triste pelo sonho (ou pesadelo), triste pela vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Lembrei-me deste sonho que tive, logo quando assisto ao prólogo deste filme, em que cenas lindas, que por si só já valem o ingresso, descompassadas no seu ritmo, se mostram oníricas, e me apresentam Justine, e seu olhar, seu olhar, seu olhar... Tão angustiado, só por ele, acredito, Kirsten Dunst já mereceu seu prêmio de melhor atriz em Cannes neste ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O filme mostra o casamento de Justine, digno dos sonhos de qualquer Cinderela. Tudo lindo e luxuoso, presente do cunhado rico. E tudo parece dar certo e ser certo. Um castelo, um noivo lindo (o vampiro galã da série True Blood), romântico e apaixonado. Uma &amp;nbsp;promoção no emprego, entre os presentes ganhos. Tudo certo &amp;nbsp;para uma vida perfeita. Mas seu sorriso é cada vez &amp;nbsp;mais amarelo, pois a cobrança por sua felicidade, a obrigação de ser feliz, pesam muito, e tudo começa a se modificar dentro dela, aos poucos. Tudo vira um fardo. Tudo que lhe é dado em excesso se torna sem sentido. É a melancolia que a toma, e todo circo social armado para ela desmorona.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A limusine não cabe na esquina e nem faz curva. As terras compradas pelo noivo, onde deveriam cultivar e florescer a nova feliz família fica no sofá, no retrato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O sintoma de que algo daria errado se mostra, desde o inicio, nas atitudes dos pais de Justine, seja através do deboche do pai bonachão, ou através da negação à todo aquele formalismo pela mãe, que não acredita em nada daquilo, e constantemente é expulsa pelo genro, convencional até a medula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não por acaso, este é marido de Claire (Charlotte Gainsbourg), a irmã de Justine e a outra personagem&amp;nbsp; que protagoniza o filme em sua segunda parte. Interessante que se o desconforto de Justine se faz com o decorrer da festa, o de Claire se mostra desde o inicio. É o medo de que todas as convenções a que se apega, não funcionem. Ela é o outro lado de Justine, o outro lado da moeda. Enquanto uma explode por dentro, a outra explode por fora, com seu medo de que o mundo perfeito que tenta construir e vivenciar, se exploda, como de fato acorre, fatalmente. Não consigo desassociar Claire, do que Inácio Araujo escreveu tão bem em sua coluna na Folha de São Paulo. Claire é o mundo perfeito, constantemente ameaçado pelos perigos em que vivemos hoje, seja através do neonazista norueguês, seja através dos incêndios ingleses, seja a crise econômica europeia e americana. Claire e Justine, cara e coroa; duas fases da mesma moeda, e uma melancolia que assombra o mundo. &amp;nbsp;Por um lado existe a depressão emocional, e seus comprimidos antidepressivos; por outro, uma crise sem procedentes que assola a segurança e o conforto de quem como Claire, segura no seu mundo perfeito, jamais pensou existir. Interior e exterior, tudo fora da ordem. O marido no pasto, junto aos cavalos, me lembra daqueles homens ricos da crise da bolsa de 39. Mas esta é só uma interpretação que faço sobre Claire. A segunda parte do filme, mais complexa, mais filosófica (e melhor), foge das minhas pobres compreensões à cerca da vida e do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas o que é maior? A melancolia de Justine? Aquela sensação do nada absoluto, com o seu ser, onde nada faz sentido. Nem no mundo, nem em Deus. Eclodindo tudo num vazio existencial absoluto. Ou o vazio de Claire? Aquele que remete a um fim do mundo mesmo, pelo fato do mesmo estar cada vez mais sem sentido, sem controlo, seja pelo terrorismo, ou egoísmo, ou poder do homem que é lobo do homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Enquanto Claire se desespera pela eclosão do mundo com a melancolia. Justine (em outra cena linda) se conforma, não sofre mais, e nua e linda, se banha a luz inevitável e cada vez mais presente do fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vale a pena mencionar o personagem que faz o papel do chefe de Justine – capitalismo atroz – que em meio ao seu casamento a “presenteia” com uma promoção (chefe de criação) e com isso exige dela um slogan em meio à festa. Autorretrato, ironia, brincadeira que Lars von Tier faz de si mesmo. Já que é bastante conhecido o fato do diretor exigir o “sangue” de suas atrizes em seus filmes, deixando-as traumatizadas. Que o digam, Nicole Kildman e Bjork, que já declararam preferir o diabo, ao diretor na frente delas. Alias, não sou nem um pouco fã do cinema deste diretor, para mim, um sádico, para não ficar falando mal, digo que gostei muito de “Ondas do Destino” e só. Mas me dobro em reconhecimento a este seu último lamento depressivo. Dizem ser seu filme mais pessoal. Ele não exagera nas tintas, e mistura muito bem, sonho e realidade. Lindo, onírico, no ponto certo. Para ver e rever, já que tão singular em meio a tantas bobagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Penso novamente no meu sonho (ou pesadelo), nas minhas melancolias e agonias. A ânsia por encontrar meu lugar, um porto seguro nos meus descaminhos. Minhas esperanças... E lembro-me daquele olhar, daquele olhar, daquele olhar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-4168617919167977281?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/4168617919167977281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/08/melancolia-lars-von-tier_6879.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4168617919167977281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4168617919167977281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/08/melancolia-lars-von-tier_6879.html' title='Melancolia – Lars Von Tier'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BuIp4x3Yay4/TkWVNkc7-FI/AAAAAAAAASQ/DbQ7fM1AFSg/s72-c/melancolia+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3266358431883738483</id><published>2011-07-31T13:47:00.002-03:00</published><updated>2011-07-31T13:47:35.611-03:00</updated><title type='text'>Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano – Henrique Dantas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-viThJvxNGSo/TjWGk81c2WI/AAAAAAAAASE/WBo8ZPm4QvI/s1600/novos-baianos-02b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="532" src="http://4.bp.blogspot.com/-viThJvxNGSo/TjWGk81c2WI/AAAAAAAAASE/WBo8ZPm4QvI/s640/novos-baianos-02b.jpg" t$="true" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Eu sou, eu sou. Eu sou amor da cabeça aos pés”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira vista, este é mais um documentário musical, como tantos, e por si só, já vale por fazer justiça a uma das maiores bandas – junto com Os Mutantes, para mim – do Brasil, deleite para velhos fãs como eu, veiculo mais que necessário para que a nova geração conheça estes velhos Novos Baianos. Mas é mais que isso, pois foge do lugar comum, mostrando com sucesso, o que outro baiano fez ao som deles, através de uma única visita. “Mais um, mais um Bahia, mais um, mais um buchixa”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis que numa madrugada surge no apartamento deles um “deus musical” para dividir o que estava “explodindo dentro dele”. Palavras de Tom Zé, que apesar de precisarmos por vezes apertar a tecla SAP para entendê-lo, sintetizou bem o que João Gilberto, com sua visita, fez na vida daquele bando de malucos, loucos de todo tipo de alucinógenos possíveis da época. Dadi afirma que quando olhou pelo olho mágico e viu um senhor de terno alinhado às três da manhã, pensou até que fosse a policia. Filho de Juazeiro assim como Galvão, o mestre da Bossa Nova chegou e hipnotizou todo mundo com sua voz baixa e macia, juntamente com seus acordes: “É só isso meu baião, é não tem mais nada não”. Moraes Moreira entrou em transe, ficou uma semana sem tocar e quase desiste de ser músico. Mas João Gilberto, com seu ouvido apurado, percebeu que em meio a toda aquela loucura hippie, havia músicos de qualidade, logo eles que se achavam melhores jogadores de futebol do que músicos. O mestre chamou o menino Pepeu Gomes de lado e falou para ele tocar cavaquinho e – por que não? – e para Paulinho Boca tocar um pandeiro e um tamborim. Perguntou se conheciam Assis Valente e outros sambistas das antigas. Como assim? Quem era o maluco ali mesmo? Pepeu, discípulo de Hendrix, tocando cavaquinho? Assis Valente? Quem? O mundo musical deles jamais seria o mesmo. Tudo se expandiu, explodiu, cresceu. Se junta a isso, as longas conversas via telefone de Galvão (letrista da banda) com João a respeito de abelhas, choros de Bebel, zum-zuns e mel. Pronto. Pouco tempo depois é lançado “Acabou Chorare”, considerado em qualquer lista de críticos, ou amantes da boa musica nacional, como um dos cinco maiores discos brasileiro de todos os tempos. Quem não conhece “Brasil Pandeiro” do tal de Assis Valente na versão dos Novos Baianos? A partir de então, inaugurou-se a fusão de samba, baião e rock com total harmonia, e uma nova história começou a ser escrita e tocada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Por isso ando e penso com mais de um /por isso ninguém vê minha sacola”. O sucesso era imenso e o apartamento pequeno para aquele bando. Foram para um sítio, onde jogavam bola pelas manhãs, e tocavam à tarde. Com a extensão de Baby e Pepeu fazerem uma penca de filhos com nomes esquisitos. Parece que a tal da “Sociedade Alternativa” que outro baiano fã de Elvis proclamava, foi fundada por eles. O dinheiro ficava guardado numa sacola, onde cada um pegava o que era necessário. Sem donos, sem poderes, totalmente desapegados ao ganho financeiro. Harmonia que chegou há durar alguns anos, já que a única preocupação deles era ter dinheiro para uniformes, chuteiras e imensas quantidades de fumo. Não por acaso, a outra obra-prima deles se chama “Novos Baianos Futebol Clube”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O depoimento de todos é importante e contundente, não há barrigas, como quando Moraes Moreira fala sobre sua saída do grupo, que culminou com o declínio da banda. Alma musical do grupo. Seria como Os Mutantes sem o Arnaldo; os Stones sem o Richards; The Beatles sem Paul. Eles continuaram durante um tempo, mas... Galvão é o mais engraçado, já que parece que ele é o único que continua na mesma época, no mesmo sítio, ou estava tendo uma volta “flash ácido”, tamanha calma baiana, falando sobre as abelhinhas, os bem-te-vis, no meio do depoimento, uma figura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“... É sofrer e chorar como Maria, sorrir e cantar como Bahia... Mãe pode ser e ter bebê, e até pode ser Baby também”. Ausência sentida nos depoimentos é o de Baby Consuelo. Ops! Agora é Baby do Brasil, que não autorizou que suas declarações (que ela chegou a fazer) entrassem no filme por questões financeiras. Vai ver seu pastor, convenceu que era necessário pedir grana (olha o dizimo) para homenagea-la e ficou assim, já que numa recente entrevista que eu assisti dela, cada frase proferida vinha um monte de “Aleluia” junto, então melhor assim. Ficou melhor mostrá-la como Baby Consuelo novinha. Cantando, dançando e revirando os olhinhos. Uma imagem que vale por mil palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A vizinha tem vidraça, tem sim, senhor”. A bola, a vidraça, o sítio ficaram lá atrás. Sobrou a música eterna, as lembranças boas e a certeza de que tudo valeu a pena, como diz Pepeu em certo momento do filme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Água mole em pedra dura. Pedra, pedra até que Pedro”. Besta é tu, Maria, Besta é tu, meu guri, meu gurizinho. Besta é tu, preta, pretinha. Besta é tu Ò Pai, Ò Mãe. Que não vai logo escutar estes loucos lindos geniais baianos, que foram muito além do tempo deles na música. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Só se não for brasileiro nesta hora, só se não for brasileiro nesta hora”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3266358431883738483?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3266358431883738483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/07/filhos-de-joao-admiravel-mundo-novo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3266358431883738483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3266358431883738483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/07/filhos-de-joao-admiravel-mundo-novo.html' title='Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano – Henrique Dantas'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-viThJvxNGSo/TjWGk81c2WI/AAAAAAAAASE/WBo8ZPm4QvI/s72-c/novos-baianos-02b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-6154491362993410219</id><published>2011-07-19T18:43:00.002-03:00</published><updated>2011-07-19T19:10:43.704-03:00</updated><title type='text'>Houve Uma Vez Dois Verões – Jorge Furtado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9blU9BMI9ko/TiX5Thu2feI/AAAAAAAAASA/nH7nASidnW0/s1600/houve-uma-vez-dois-veroes-divulgacao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="408" m$="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-9blU9BMI9ko/TiX5Thu2feI/AAAAAAAAASA/nH7nASidnW0/s640/houve-uma-vez-dois-veroes-divulgacao.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe aquele filme que você assiste diversas vezes, e se por acaso ele esta passando em algum canal e te pega, lá vai você assistir novamente e quando termina você faz: Ah! Que pena que acabou! Pois é, este filme é um desses, que ontem me pegou novamente no Canal Brasil. E de novo... Adorei!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro longa-metragem de Jorge Furtado, que veio logo após o fantástico curta-metragem “Ilha das Flores”, também pode ser seu (por enquanto) melhor filme, apesar de que eu também ache todos os outros quatro filmes dele – “Saneamento Básico”, “Meu Tio Matou Um Cara” e “O Homem Que Copiava” - sensacionais. Alias, revendo este filme, pude perceber porque ando tão desanimado com o cinema nacional ultimamente. O que acontece é que todos os cineastas que aprendi a gostar e admirar parecem estar naquele período de entre safra, já faz um tempo que não produzem algo inédito. Como exemplo, o próprio Furtado, Beto Brant, Carlão, Karim Ainouz, Salles, Ugo Giorgetti, e outros que não lembro agora. Uns com um tempo a mais (Giorgetti), outros que estão no começo (Ainouz), mas com uma obra mais que respeitável. Pois, sem o carimbo da imperiosa Globo Filmes, e sem a mediocridade que ciladas e vira-latas podem proporcionar a novos espectadores do novo cinema nacional, estes são os caras que ainda conseguem produzir filmes bons sem a necessidade de vender à alma ao plin-plin. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já que não há nada de bom e novo, vale ver ou rever filmes não inéditos, como este que trata do universo de adolescentes, sem tratá-los como imbecis, como a maioria dos filmes americanos destinados a esta faixa etária. É realmente uma pena que o filme não tenha obtido o sucesso de público que merecia e deveria ter. Os diretores americanos poderiam aprender com o Furtado a tratar o jovem com o respeito que merece. Lembro que na época em que o filme foi lançado, Furtado declarou que se inspirou nos filhos para escrever o roteiro. Bela homenagem de um pai, para seus filhos, que alias aparecem no filme, seja sua filha, em uma “ponta”, ou mesmo seu filho (Pedro Furtado) que co-protagoniza o filme fazendo o papel de Juca, junto com André Arteche que vive o Chico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De cara, o que me agrada no filme é saber que existe uma praia (peço desculpas aos gaúchos pela ignorância) que é a maior – fato - e pior do Brasil, segundo os personagens. Nesta praia é que todo o verão, os garotos Chico e Juca vão passar as férias escolares. Com a chegada da adolescência e os hormônios à milhão, tudo que eles querem é perder a virgindade e farão de tudo para conseguir seu intento. Quem acaba conseguindo primeiro é o Chico, que conhece a Roza com z (Ana Maria Mainieri) e passa uma noite dos sonhos com ela. Só que ela desaparece, e ele apaixonado, saí à procura dela pela imensidão da praia, sem encontrá-la. Na verdade, ela que o procura depois das férias, com a surpresa para ele de que está grávida. Mas será que está mesmo? Como assim? A foto acima da uma bela dimensão da situação de Chico "pato" e Roza.Como diria André no filme seguinte de Furtado: “As gurias são muito espertas”. E é isso que Chico descobre no verão seguinte, na mesma praia, quando encontra novamente Roza, para viverem outras descobertas, outras mentiras verdadeiras e outras verdades mentirosas. Enquanto isso, Juca, continua em sua luta árdua pelo fim da virgindade, sendo por vezes, e vezes, enganado por outras gurias espertas. Tudo isso embalado por uma trilha sonora fantástica, que espertamente é usada pelo diretor para acentuar várias cenas marcantes. E de quebra, mostrar ao resto do país, belas músicas de caras como Frank Jorge, ou mesmo uma versão matadora de “Nasci Para Chorar” com a inesquecível Cassia Eller, de encomenda para o filme. Pequena e admirável obra-prima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um filmaço, apesar de simples e curto. Que mesmo falando sobre o universo dos jovens de quinze ou dezesseis anos, fala ao coração de todos aqueles que não envelhecem na alma. Que como eu, continuam um menino ou menina, prontos para as surpresas apaixonantes da vida. Que como eu, adoram rock e música de boa qualidade, e que como eu que, por vezes ingênuo, na maioria das vezes, não sabe lidar com as gurias mais que&amp;nbsp;espertas, mas as ama demais e clama pelo próximo beijo na boca, como se fosse o primeiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-6154491362993410219?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/6154491362993410219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/07/houve-uma-vez-dois-veroes-jorge-furtado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6154491362993410219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6154491362993410219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/07/houve-uma-vez-dois-veroes-jorge-furtado.html' title='Houve Uma Vez Dois Verões – Jorge Furtado'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9blU9BMI9ko/TiX5Thu2feI/AAAAAAAAASA/nH7nASidnW0/s72-c/houve-uma-vez-dois-veroes-divulgacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8430856703247995529</id><published>2011-07-12T17:47:00.003-03:00</published><updated>2011-07-12T17:56:04.958-03:00</updated><title type='text'>Control – Anton Corbijn</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kSGt8cygYtM/Thyy_PN_zdI/AAAAAAAAAR8/F7hXo6NMpD4/s1600/control.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: left; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="427" m$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-kSGt8cygYtM/Thyy_PN_zdI/AAAAAAAAAR8/F7hXo6NMpD4/s640/control.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aconteceu na semana passada; dia mais frio do ano em Sampa, depois da terceira tentativa frustrada de assistir algum filme da mostra do Hitchcock (sempre lotada) e sem qualquer alternativa nos outros cinemas, me vejo adentrando no Cine Olido para assistir a este filme-biografia, que deixei escapar quando passou por aqui. Com ingressos a um Real, vejo algumas pessoas entrarem no cinema (me parece) mais para se protegerem do frio, ou mesmo para uma soneca, fato que se comprova, devido à sinfonia de roncos, assim que o filme começa. Mas nada que de fato atrapalhe a minha imersão numa Manchester fria, feia e sombria, que o preto e branco da película só faz acentuar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São as cores de Ian Curtis, líder do Joy Division, banda do pós-punk inglês, cultuada até hoje, graças ao talento e carisma de seu líder, mas foi uma banda de vida curta, assim como ele, que se enforcou aos vinte e três anos. Em meio às tempestades constantes, precoce nos sentimentos, na dor e no casamento; em duas horas de filme,&amp;nbsp;vemos a meteórica estrela de Ian Curtis brilhar e se apagar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou conhecedor da obra de Curtis, algumas vezes ouvi – assim como qualquer um que gosta de boa música e é curioso – seu disco mais famoso “Closer”, que sempre me passou uma sensação de angústia muito forte. Que habilmente é radiografado neste filme. Certamente, Ian Curtis não era adepto de uma vida a lá “comercial de margarina”, muito longe disso. Sua alma sangrava em dor e isso ficava claro em suas canções, em sua dança nervosa, alias, desconfio que em suas danças que Renato Russo se inspirou. Mesmo que não tivesse se matado, talvez não tivesse continuado na música. O sucesso, a fama, não lhe fazia a cabeça, ao contrário, lhe causavam ainda mais dor. Em uma das cenas, ele diz que não pode mais continuar, pois ninguém entendia a dor e o desgaste que lhe ia à alma, cada vez que subia ao palco para uma apresentação. Enquanto todos dançavam e se divertiam ao som da banda, ele sangrava internamente em cada interpretação. Quanto maior o sucesso, maior era seu abismo. Sua música não era para agradar, na maioria das vezes era para incomodar, como revelou em uma das entrevistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem todo mundo nasceu para ser feliz. Há pessoas que carregam em si um lado sombrio e triste, que se sobrepõe às tardes festivas de verão. Ian Curtis viveu intensamente seu inverno d alma. A falta de grana, a depressão, a epilepsia e a não adequação ao mundo, lhe tiraram precocemente a força da vida. Tudo isso aliado, ao não entendimento ao sentimento de amor/desamor/dependência que nutria por sua esposa. Quando se apaixonou por uma repórter e se viu obrigado a escolher entre as duas, foi seu ponto final. Não entendia como era escolher entre seus sentimentos e o que achava certo e, ao mesmo tempo, ter que amar e viver conforme o que as pessoas esperavam dele. Tudo se transformou num fardo muito duro de carregar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele foi mais um exemplo de talento inato para sua obra, em contra ponto à falta de talento para lidar com a vida, com o cotidiano, o banal. É preciso ter coragem para viver, ou melhor, sobreviver, mas –talvez- mais coragem ainda para se matar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma biografia bela e triste, onde o diretor Anton Corbijn não usa seu filme para fazer julgamentos, apenas mostra – e muito bem – como foi a vida de um ídolo seu, através da interpretação “mediúnica” de Sam Riley. Um filme para se ver e rever, mesmo sabendo que não haverá controle e muito menos encontrará um pote de ouro, ou um arco-iris no final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8430856703247995529?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8430856703247995529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/07/control-anton-corbijn.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8430856703247995529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8430856703247995529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/07/control-anton-corbijn.html' title='Control – Anton Corbijn'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kSGt8cygYtM/Thyy_PN_zdI/AAAAAAAAAR8/F7hXo6NMpD4/s72-c/control.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3929694371276550950</id><published>2011-07-04T19:59:00.002-03:00</published><updated>2011-07-04T20:03:11.945-03:00</updated><title type='text'>Potiche: Esposa Troféu – François Ozon</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iJ7HPAGbPnU/ThJFxZvQWWI/AAAAAAAAAR4/0s7_s2wQwSo/s1600/potiche+ii.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="425" i$="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-iJ7HPAGbPnU/ThJFxZvQWWI/AAAAAAAAAR4/0s7_s2wQwSo/s640/potiche+ii.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;François Ozon filma muito, este é o terceiro filme assistido este ano deste mesmo cineasta, pois já passou nas telas o denso e pesado “O Refúgio” e em seguida o fantasioso “Ricky”. Talvez seja - ao lado de Wood Allen - o cineasta que mais produz. Mas ao contrário do mestre Allen, que traz na sua obra uma forte carga autoral, que faz nós pensarmos erroneamente que ele sempre faz o mesmo filme, apenas mudando uma coisinha aqui e outra lá. Ozon é camaleônico. Em cada filme atira para um lado diferente, passando do drama para a comédia tranquilamente (parece que está fazendo um suspense no momento), pois seu negócio é arriscar outra fórmula, tendo como cenário contínuo, seu país, a França, onde parece desfrutar de grandes incentivos – e sucesso - para seus projetos, quais sejam eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso muita má vontade para não gostar deste filme. Se você for assisti-lo sem pretensões, certamente ira se divertir e se encantar com a riqueza de detalhes, entre cabelos, roupas, cenários&amp;nbsp;e o colorido que remetem diretamente para os anos setenta, época em que se passa esta comédia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este filme conta a história de uma esposa modelo, rainha do forno e fogão, totalmente submissa ao marido, que devido à doença súbita do mesmo, se vê obrigada a administrar a fábrica de guarda-chuvas da família. Para surpresa de todos, não só ela obtém muito sucesso na nova aventura, como faz o negócio prosperar, trazendo mudanças não só para sua vida, mas para a de todos ao seu redor. Pois com estas mudanças, coisas do passado, de sua vida virão à tona. Amores do passado surgiram, ela mostrará que não era tão submissa como se supunha e as consequências serão inesperadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderia se dizer que Ozon quis discutir a reviravolta e o novo papel da mulher, que teve inicio no final dos anos sessenta e começo dos anos setenta, mas ele não se dispõe a entrar em nenhuma questão profundamente, não é este seu propósito. Ele quer apenas ter o prazer de trabalhar com Deneuve, e assim, deixar sua estrela principal brilhar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se Ozon passeia por diversos estilos, creio que ele usou este comédia como uma forma singela de homenagem a Catherine Deneuve. É um filme-homenagem. Ela é a razão de ser deste filme. Ele existe para ela e por ela. Nada mais justo. Afinal esta divina dama francesa do cinema, está linda e elegante nos autos dos seus setenta anos. Haveria outra estrela do cinema que envelheceu tão bem como ela? Basta comparar em algumas fotos atuais; Deneuve e Brigitte Bardot, por exemplo. Uma você tem vontade de beijar; a outra dá vontade de gritar de pavor. O enredo serve para as pequenas homenagens à estrela francesa, como o colorido do filme que nos remete à “Pele de Asno” ou a fabrica de guarda-chuvas que nos remete imediatamente ao delicioso “Os Guarda-Chuvas do Amor” ambos de Jacques Demy, onde Deneuve se mostrava no esplendor de sua juventude e beleza. Não bastasse, Ozon convoca Gerard Depardieu para um auxílio luxuoso, relembrando outro clássico (O Último Metrô) da Belle de Jour. Ela merece, pois talvez seja uma das únicas estrelas ainda na ativa, que realmente merece este título, que vem de outra época. A época de ouro do cinema francês e mundial, em que ela elegantemente sempre esteve e continua inserida. Linda e loira, conseguindo (ainda) mexer com o imaginário de seus velhos e novos fãs.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3929694371276550950?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3929694371276550950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/07/potiche-esposa-trofeu-francois-ozon.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3929694371276550950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3929694371276550950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/07/potiche-esposa-trofeu-francois-ozon.html' title='Potiche: Esposa Troféu – François Ozon'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iJ7HPAGbPnU/ThJFxZvQWWI/AAAAAAAAAR4/0s7_s2wQwSo/s72-c/potiche+ii.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-1847239103948817779</id><published>2011-06-24T16:44:00.001-03:00</published><updated>2011-06-24T16:48:42.918-03:00</updated><title type='text'>Namorados Para Sempre – Derek Cianfrance</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4QpdxNBa2sg/TgToubE-ChI/AAAAAAAAAR0/RgeHAS5DskQ/s1600/namorados+para+sempre.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="376" i$="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-4QpdxNBa2sg/TgToubE-ChI/AAAAAAAAAR0/RgeHAS5DskQ/s640/namorados+para+sempre.bmp" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sabe quando toca uma música e você precisa dançar”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na cena mais bonita e singela deste filme, Dean (Ryan Gosling) toca uma canção para Cindy (Michelle Williams) no meio da rua, e ela toda desengonçada, tenta sapatear ao som enamorado de Dean. É bem o começo do amor entre eles e eu, na plateia, me enamoro do casal, torço por eles. É o inicio do amor, tudo é lindo, mesmo a música mal tocada, mesmo a dança mal feita. Está mesma canção – notem – é tocada nos créditos finais e daí parece ser outra canção, (assim como a outra música que toca no filme duas vezes), todo seu lamento fica explicito, pois os espinhos da rosa foram mais fortes e feriu fundo, o coração partido. Venceu o escuro. A sensação de amargor prevalece. Meu coração também fica partido, por eles, pois o amor virou dor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um roteiro para lá de afiado (algo difícil nos tempos atuais) e dois atores em estado de graça – principalmente Gosling em sua melhor interpretação – é até injusto dizer qual a melhor cena. Em todas elas existem as entrelinhas, e o contexto de cada uma, pode ser interpretada de várias formas. Megan morreu, o copo transbordou, o amor morreu. Existem culpados? Nas idas e vindas do filme, entre o inicio e o fim (?) do romance, talvez se encontre a resposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saiu do cinema meio atordoado. Como um vampiro, saiu satisfeito por finalmente, depois de muito tentar ultimamente, provar um sangue bom. Afinal, este ano esta difícil beber cinema. Geralmente, saiu do cinema e passa-se cinco minutos e nem lembro direito o que assisti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pouco ou nada sei do amor, mas da dor... Sou romântico - insisto em ser assim – e penso no filme após os letreiros finais, quando não assistimos mais, mas continua na nossa cabeça. Penso que na sua caminhada para o abismo escuro, meu amigo – sim, meu amigo – Dean vai ser chamado de volta por Candy, e eles irão se abraçar. Uma nova chance se fará, e tudo vai ficar bem, com promessas mútuas de melhoras... Mas não é assim, infelizmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas afinal, por que deu errado? Fácil seria condenar Candy. Em outra cena importante (qual não é?) ela expressa sua insatisfação no carro, a caminho do motel. Fala de uma pessoa que encontrou no caminho, mas na verdade, esta falando de Dean. Já no motel, enquanto “tentam” transar, se sente culpada por não querer mais seu casamento, e pede para ele bater nela, e ele (burro e amoroso) não segue os conselhos antigos -por não conhecer - de Nelson Rodrigues, e se recusa. Foi ali que definitivamente acabou. No dia seguinte, em outra discussão, ela diz ser “o homem da casa” e Dean se retrai mais ainda, apesar dela saber que o que ele fez por ela e pela filha, outros pouquíssimos fariam. Ele não queria uma família, mas a partir do momento que a tem, decide viver só para ela, só amar a família, só por ela se importar e se interioriza para a vida lá fora, praticamente se fechando para o mundo exterior, e perde as ambições, se é que por ventura, as teve anteriormente. Se ao mesmo tempo, essa dedicação à família é muito digna, diria até que seria o que muita mulher sonharia, para Candy vai se tornando insuficiente, e vai criando um abismo entre os dois, pois sabemos que ela tinha grandes ambições, é inteligente e frustrada por não ter conseguido ser médica como intencionava, e conseguiria se não tivesse a gravidez e consequentemente o casamento. Ela tem ambições na vida, ele não. Abismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dilema de Candy, e o pedido dos tabefes, na cena do motel, se fazem quando ela vê que precisava de mais dele, da vida, enfim. Apesar de saber que ninguém daria tanto a ela como Dean lhe dá. Que é um amor infinito para ela e principalmente para Frankie, a filhinha. Mesmo insatisfeita, sabe que o que tem é algo raro. Mas Dean não é santo não, e esconde suas insatisfações (e ambições) nos muitos cigarros e no álcool matinal. A enfermaria de Candy, a nevoa da fumaça, o cheiro da bebida; ingredientes fortes para o fim do amor dos dois. Ambos, filhos de famílias disformes, problemáticas, se agarram um no outro, mas não é o suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendo Candy, mas, sobretudo entendo Dean, provavelmente agiria como ele na mesma situação. Na bebida e no cigarro, já o faço, modestamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os fogos de artifício pululam na cena final e Dean caminha para o nada, para o abismo. E eu caminho em meio às luzes festivas da Avenida Paulista, no frio, sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-1847239103948817779?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/1847239103948817779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/06/namorados-para-sempre-derek-cianfrance.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1847239103948817779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1847239103948817779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/06/namorados-para-sempre-derek-cianfrance.html' title='Namorados Para Sempre – Derek Cianfrance'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4QpdxNBa2sg/TgToubE-ChI/AAAAAAAAAR0/RgeHAS5DskQ/s72-c/namorados+para+sempre.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-721673137794084234</id><published>2011-06-13T16:46:00.005-03:00</published><updated>2011-06-13T16:49:44.288-03:00</updated><title type='text'>Minhas Tardes com Margueritte - Jean Becker</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Kw86bsb67fY/TfZpDgKkvwI/AAAAAAAAARw/YmklqRl1X_M/s1600/minhas+tardes.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Kw86bsb67fY/TfZpDgKkvwI/AAAAAAAAARw/YmklqRl1X_M/s1600/minhas+tardes.bmp" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou de muita curiosidade para com a internet, vídeos e textos que são muito comentados eu passo batido. Mas sou um curioso nos ônibus e trens de metrô da cidade em que vivo. Sobre o que as pessoas lêem a bordo. Procuro nos acentos, assim que adentro uma pessoa que esteja com um livro na mão e me sento próximo a ela, a fim de descobrir o que esta pessoa esta lendo, ou mesmo ficar só do seu lado, com a satisfação de estar próximo a uma pessoa do mesmo “clube do livro”. Mesmo sem ela saber, e por vezes até, me achar estranho, enxerido, procuro saber o que esta sendo lido e ficar ao seu lado. Tenho vontade de dizer que estamos “irmanados” pelo gosto à leitura e fazemos parte de um seleto grupo super fantástico. Faço isso desde menino, quando o “bicho” da leitura me mordeu. Pois bem, o que deu para perceber, que na maioria das vezes, são livros espíritas ou de alto-ajuda. Mas isso não importa, pois assim como pizza e sexo, qualquer livro mesmo ruim é bom. Como declarou Tony Ramos numa recente e ótima matéria na revista Veja a cerca de um mês: “A leitura forma e informa o homem”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, fui assistir a este filme com especial atenção, pronto para gostar, pois conta a história de um homem com dificuldades na leitura, que começa a se encontrar com uma senhorinha idosa e deste encontro inusitado, sempre as tardes num banco de praça, ela começa a ler seus livros para ele, que assim começa a descobrir o maravilhoso e rico mundo imaginário dos livros, com isso, tudo se modifica no seu modo de ver a vida, o mundo ao seu redor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, talvez por esperar tanto deste filme, achando encontrar a tal irmandade com o tema, acabei me decepcionando com o filme. Achei que foi conduzido de forma rasa, tanto na abordagem dos livros mostrados, como em todo o restante que cerca os personagens, muito simpáticos, diga-se de passagem. Até parece outra França, e não aquela na qual lemos e vemos a respeito nos jornais impressos e na TV, cada vez mais direitista e xenófoba. Neste filme, franceses e estrangeiros convivem harmoniosamente. Ok! Talvez a uns sessenta ou cinqüenta anos atrás, mas não nos tempos atuais. Enfim, um belo argumento e bons atores, que poderiam ser muito melhor explorados com um roteiro e direção melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo após este filme, acabei entrando em outra sessão, com outro filme francês: “Como Agarrar um Coração”, que apesar do cenário belo, feito em varias cidades francesas, não passa de uma cópia mal feita daquelas comédias americanas, que a gente ousa perder tempo em DVD , talvez, num dia chuvoso, quando não tem coisa melhor para se assistir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li nos jornais, que estes dois filmes, foram os dois maiores sucessos do ano, nos cinemas franceses, batendo recorde de bilheteria. Terra da Nouvelle Vague, Rhomer, Truffaut, Godart Chabrol, Malle e outros. Bem mediano, o gosto desta nova geração francesa, hein?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-721673137794084234?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/721673137794084234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/06/minhas-tardes-com-margueritte-jean.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/721673137794084234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/721673137794084234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/06/minhas-tardes-com-margueritte-jean.html' title='Minhas Tardes com Margueritte - Jean Becker'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Kw86bsb67fY/TfZpDgKkvwI/AAAAAAAAARw/YmklqRl1X_M/s72-c/minhas+tardes.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5519531636796343021</id><published>2011-05-31T16:44:00.000-03:00</published><updated>2011-05-31T16:44:34.751-03:00</updated><title type='text'>Singularidades de Uma Rapariga Loira – Manoel de Oliveira</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2Ra4lrDoPDY/TeVEKZGgUdI/AAAAAAAAARs/2Q6DidQ4blk/s1600/rapariga.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="429" src="http://4.bp.blogspot.com/-2Ra4lrDoPDY/TeVEKZGgUdI/AAAAAAAAARs/2Q6DidQ4blk/s640/rapariga.jpg" t8="true" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso limpar bem a mente para acompanhar um filme como este, se limpar do ritmo frenético, das câmeras tremidas e vícios afins do nosso cinema contemporâneo, se não é perigoso não enxergar este verdadeiro tesouro. No meu caso, me dei ao deleite de assistir a duas sessões seguidas, já que o filme tem apenas um pouco mais de uma hora de duração. Mas neste curto espaço de tempo, quanto cinema. Como diriam os patrícios: Ai, Jesus!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A impressão que tenho quanto ao cinema , assim como toda a cultura lusitana, é que vivem eternamente dentro de um museu antigo, a evocar glórias, na eterna espera pelos tempos passados. Mulheres bigodudas vestidas de preto sofrendo, enquanto os homens barbudos decantam as glórias antigas das grandes navegações e seus poetas, que juntos, aguardam a volta triunfal de Dom Sebastião. Apenas clichês, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falando assim, parece até que sou contra tudo isso, mas, muito pelo contrário, trago no sangue e no meu nome herdado de meu avô imigrante, certa melancolia, saudade constante do que não vivi, e verdadeiro apreço pelo antigo. Vejo-me sempre indo atrás do passado, atrás das ilusões perdidas, que estes tempos modernos e tecnológicos – junto a minha idade - me tiraram. Navegante, em uma nau perdida no mundo, vasto mundo dentro de mim mesmo, tentando atracar num porto seguro, perdido na maré brava, aturdido tentando atracar em algum cais confortável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas voltando ao filme, penso no que falar deste centenário e ilustre cineasta português. Senhor total da arte que abraçou e o faz com tanto talento. Manoel de Oliveira evoca um cinema antigo, ou melhor, atemporal. Onde cada cena apresentada em seus inúmeros filmes, mais parece um quadro, uma tela espetacularmente pintada, já que em todas as cenas, a câmera sempre se encontra estática, parada, já encontrando o melhor ângulo, aquela coisa toda que seu olhar centenário capta confortavelmente e nos brinda. Neste filme mesmo, a coisa toda parece mais uma aula de cinema, um deleite, para quem sabe não ter pressa. Cada cena, uma pintura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu amigo &lt;a href="http://revistabeta.com.br/new/edicao-online/cinema-de-outro-tempo-singularidades-de-uma-rapariga-loura/"&gt;Alexandre&lt;/a&gt;&amp;nbsp;já escreveu tão bem – leitura obrigatória – a respeito dessa historia, que me é difícil comentar outras coisas mais. O que me chama atenção, - além é claro da saga de Macário (Ricardo Treppa, neto de Oliveira) e sua paixão pela loira do título, sua vizinha, da qual se torna noivo e suas conseqüências – é a singular crítica política a Portugal embutida na historia, como o fato dos bancos não terem um lugar para o trabalho de Macário, que é contador brilhante, pois o mercado se mostra saturado, sendo obrigado a fazer viagens para fora, para conseguir ganhar algum dinheiro para conseguir consumar seu casamento, para depois ser passado pra trás por um negocio escuso de um “falso” amigo. De leve, o cineasta nos mostra o caos econômico por que passa Portugal, como vemos noticiado atualmente nos jornais, um pais a beira da falência. A propósito, as singularidades da loira do titulo, não seriam heranças dos tempos idos, quando os portugueses faziam a festa e enchiam os bolsos e baús em nossas ricas terras na época do Brasil Colônia? Reflexo antigo? Herança hereditária?E o que falar da cena do sarau, em que Alberto Caieiras é declamado pelo ator Luis Miguel Cintra ao fundo, enquanto em primeiro plano, se faz um jogo de (fichas roubadas ou perdidas) de cartas. Genial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alberto Caieiras, Fernando Pessoa, Conselheiro Acácio, João da Ega, Manoel de Oliveira, Leonor Silveira, Ricardo Treppa, Eça de Queiroz... Personagens reais ou imaginários, lusitanos ilustres de um Portugal de glórias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este filme esta em apenas uma sala em Sampa, enquanto as outras salas são tomadas por blockbusters. Delicia como bacalhau, brócolis, batatas coradas, fino azeite e vinho verde. Mas tem gente que prefere McDonalds. Fazer o quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5519531636796343021?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5519531636796343021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/05/singularidades-de-uma-rapariga-loira.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5519531636796343021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5519531636796343021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/05/singularidades-de-uma-rapariga-loira.html' title='Singularidades de Uma Rapariga Loira – Manoel de Oliveira'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2Ra4lrDoPDY/TeVEKZGgUdI/AAAAAAAAARs/2Q6DidQ4blk/s72-c/rapariga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-4782266812489145219</id><published>2011-05-23T21:54:00.000-03:00</published><updated>2011-05-23T21:54:56.427-03:00</updated><title type='text'>Reencontrando a Felicidade – John Cameron Mitchell</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PHuvTpy4zjA/TdsBqRuPY6I/AAAAAAAAARk/stXZMuEi9xI/s1600/reencontrando+a+felicidade.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="424" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-PHuvTpy4zjA/TdsBqRuPY6I/AAAAAAAAARk/stXZMuEi9xI/s640/reencontrando+a+felicidade.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu...” (Pedaço de Mim – C. Buarque)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou contar uma história muito minha e de outros que sofreram comigo a perda, só que bem mais, bem sei. Já se passaram alguns anos, mas os revi não faz muito tempo, e daí foi como se fossem apenas alguns dias, a dor estava lá, o corte e a alma ferida, apenas o tempo como alívio para o sangramento da alma. A falta do filho querido, amigo e muito amado, ali, pesando nos ombros daqueles dois velhos simpáticos, mas tristes. Apesar de sofrer a mesma perda que eles, pois amava e também estava perdendo aquele homem lindo de alma, não têm comparação com a perda deles, com a perda do filho para o câncer. Vindos do interior, de um sítio e seus costumes antigos, se ariscavam nessa louca cidade de vez em quando, por amor ao filho. Até que teve a última viagem, a doença terminal, a morte, ou melhor, o desencarne. Mas foi penoso acompanhá-los na dor. A mãe inconsolável, que mesmo viva, morreu também um pouco, tentando ficar em pé. O pai muito certo e ciente das obrigações do momento, uma fortaleza de resignação. Mas teve aquele momento que eu presenciei que foi sintomática daquela situação toda e ficará comigo pra sempre. Foi quando ele pediu apenas uma lembrança pra si do filho: sua caixa de pescaria. Ao pegar aquele objeto, tão bem cuidado, pois era o passatempo preferido do filho, que adorava pescar, ele deu um grande suspiro de dor, que até então estava guardado no peito. Seu suspiro e seus olhos marejados olhando para aquela caixa não me saem da memória, tamanha dor que eu ali presenciava. É desumano perder um filho, uma coisa que não podia acontecer. Duvido que haja dor maior a qualquer ser humano, duvido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí, a dificuldade do tema proposto neste filme de J. C. Mitchell, a perda de um filho. Tema forte e difícil. Afinal, este é um assunto prá lá de tortuoso, até para quem não tem filhos, mas o mínimo de sensibilidade. Conta a história de um casal que vivia uma vida perfeita, mas o sonho acabou a partir do momento em que o filho foi atropelado em frente à própria casa. Como juntar os cacos? Mas não dá pra se fazer uma coisa dessas, já que não se recupera um órgão ou uma parte qualquer do corpo que se perdeu. Assim, vemos como se comporta este casal oito meses após a tragédia. A ajuda dos parentes e amigos próximos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tão infeliz quanto a história deles, é o título que deram ao filme aqui no Brasil. Afinal, quem são estes imbecis que conseguem a proeza de dar títulos aos filmes estrangeiros, é uma coisa de louco. Becca (Nicole Kidman) e Howie ( Aaron Eckhart) não estão reencontrando a felicidade, pois na verdade, eles não sabem o que fazer com a dor que ainda sentem. Eles estão perdidos, se perguntando se aquilo vai durar para sempre. Será que nunca vai sarar? Sempre vai sangrar? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei válido colocar um lance vivido por mim descrito acima, pois não teve como não lembrá-lo e principalmente porque achei o comportamento dos casais parecidos. Ela externando a dor o tempo todo, achando – talvez – até um pecado sorrir ou simplesmente seguir em frente. Ele tentando segurar as rédeas da situação, mas no fundo sofrendo tanto ou mais que ela. Aliás, Nicole Kidman foi indicada ao Oscar por esta interpretação, mas quem merecia era Eckhart, sempre competente nos seus papéis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-4782266812489145219?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/4782266812489145219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/05/reencontrando-felicidade-john-cameron.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4782266812489145219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4782266812489145219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/05/reencontrando-felicidade-john-cameron.html' title='Reencontrando a Felicidade – John Cameron Mitchell'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-PHuvTpy4zjA/TdsBqRuPY6I/AAAAAAAAARk/stXZMuEi9xI/s72-c/reencontrando+a+felicidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-1422425402611631183</id><published>2011-05-13T18:22:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T18:22:19.521-03:00</updated><title type='text'>Não Se Pode Viver Sem Amor – Jorge Durán</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iErN8qV1sf0/Tc2ghllyq1I/AAAAAAAAARg/TDhM8-N84QU/s1600/1281138758_naosepodeviversemamor2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="384" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-iErN8qV1sf0/Tc2ghllyq1I/AAAAAAAAARg/TDhM8-N84QU/s640/1281138758_naosepodeviversemamor2.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me de uma entrevista que assisti na TV de Martin Scorsese, ele dizia que nunca poderia ser um crítico, pois gostava demais de cinema, ao ponto de achar bom até o que era ruim. O mestre falou e disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coisa vai além, acho difícil simplesmente criticar um filme, apesar dos chatos que sentem especial prazer nisso. Tenho muita admiração por qualquer cineasta, pois é realmente um trabalho imenso e complexo colocar um filme pronto na tela grande do cinema. Envolve muita coisa e denota tempo, dinheiro e trabalho duro. E também acho geralmente qualquer filme bom, mesmo quanto ruim, é a paixão falando mais alto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando criança juntava os trocados para o cinema do fim de semana. Ultimamente e infelizmente, tenho feito o mesmo, já bem adulto. Devido a complicações de pouca grana e porque o cinema está cada dia mais caro. Vale lembrar que nos anos setenta, o ingresso era o mesmo preço de uma passagem de ônibus. Não é à toa que dia após dia estão acabando os cinemas de rua. O povão mesmo, não vai mais. Mas de todas as paixões que um dia me tomou, esta é a única que – junto com meu tricolor – continua e continuará com certeza. Gosto da tela grande, do ritual de ir ao cinema. Em DVD só quando não tem mais jeito mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis que fui ao cinema esta semana assistir a este filme. Animado até, pois gostei muito do filme anterior de Jorge Durán que foi “É Proibido Proibir”. Quando terminada – finalmente – a sessão, confesso que saí meio receoso do cinema. Temia que ao sair da sala de projeção, fosse encontrar umas “mallandretes” e então iria surgir o Sérgio Mallandro e gritar no meu ouvido: “ Ah!!! Pegadinha do Mallandro!!! Glú, Glú” Salci Fufú!”. Iria ser bom, pois me daria o direito de extravasar e dizer uns bons palavrões. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus do céu, que filme é este! Será quer alguém em sã consciência acha este filme bom? O que será que aconteceu para Jorge Durán achar que estava fazendo algo relevante enquanto filmava esta catástrofe? Cadê o bom senso? Para eu odiar é porque se ultrapassa os limites do bom senso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma história sem pé nem cabeça que a cada momento vai ficando pior. Nem culpo os atores, apesar da canastrice de Cauã Reimond e Ângelo Antonio, assim como a apatia de Simone Sparladore. O restante é muito pior, seja o enredo, seja a direção. Aquele menino chato, denominado anjo, faz a gente realmente pensar se vale a pena por uma criança no mundo, tamanha chatice, ele gritando: “Chove, chove, chove, chove”. Deus meu, faz a gente ter vontade de sair correndo do cinema. Botando fogo no mendigo..., putz. E a coisa só piora; assalto em duas etapas, encontros inusitados, ressuscitação, e a cena final em que descobrimos naquele final bisonho que o menino, na verdade não é filho da santa e sim filho da outra, enfim, um filho da p. Hã? Como?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Este filme, junto com os outros dois últimos nacionais que assisti no cinema, que são:” Amor?”e“ “Natimorto” forma a trilogia do terror. Em plena sexta-feira 13. Sempre fui entusiasta do cinema nacional, mas tá difícil. Vixe!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-1422425402611631183?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/1422425402611631183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/05/nao-se-pode-viver-sem-amor-jorge-duran.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1422425402611631183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1422425402611631183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/05/nao-se-pode-viver-sem-amor-jorge-duran.html' title='Não Se Pode Viver Sem Amor – Jorge Durán'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iErN8qV1sf0/Tc2ghllyq1I/AAAAAAAAARg/TDhM8-N84QU/s72-c/1281138758_naosepodeviversemamor2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-7598557730408598117</id><published>2011-05-13T17:16:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T17:16:00.934-03:00</updated><title type='text'>Deuses e Homens –  Xavier Beauvois</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CWdgTrmTlSg/Tc2QT50iNcI/AAAAAAAAARc/T-VE-mz20nA/s1600/homens_e_deuses_2010_g.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="456" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-CWdgTrmTlSg/Tc2QT50iNcI/AAAAAAAAARc/T-VE-mz20nA/s640/homens_e_deuses_2010_g.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem homens – e são poucos homens – que conseguem chegar a um estágio que os diferenciam dos demais. Abnegação, fé e determinação os fazem serem dignos de sentarem à direita do pai. No espiritismo são geralmente aqueles que não precisam mais voltar para este mundo de expiações. São aqueles que conseguem amar e entender o mundo e o homem sem as amarras da ilusão e do tempo. Estágio este, difícil de ser alcançado e entendido. A humildade alcançada por estes, os despem das fragilidades, e o que sobra é o amor, independente da religião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este belo filme conta uma história real, sobre oito guerreiros da fraternidade. Oito monges católicos que se instalam em um mosteiro na Argélia e lá vivem por um bom período se dedicando à Deus e ajudando aos necessitados locais, que o faziam e conviviam harmoniosamente, mesmo não tendo a mesma religião muçulmana da imensa maioria que os procurava, atrás de curas às doenças físicas ou espirituais. Mas a paz de seu monastério, não os livrou das tormentas do mundo externo e num determinado momento, eles se veem espremidos entre um governo ditador e cruel, e entre facções rebeldes contrárias a este governo. Passam a ser hostilizados tanto pelo prefeito do lugar, quanto os rebeldes. Argélia nos anos noventa, Líbia e outros países hoje em dia. Incrível como a mesma história triste se repete exaltando a imbecilidade humana. Mas o que fazer? Voltar ao seu país de origem – França – ou ficar ali correndo o risco de morte? Como chegar a um consenso? O embate entre eles se faz e após a decisão do líder deles e a adesão de todos os outros, decidem ficar, e na medida do possível, continuar o trabalho junto aos necessitados daquela região, que são os que mais sofrem, na miséria, com aquela e com “esta” guerra sem fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos cânticos, muitas rezas e um andamento lento, digno de um mosteiro, fazem deste filme – aparentemente – um prato de difícil degustação para alguns. Mas mesmo, o mais ateu ou agnóstico que se aventurar, vai se emocionar com esta história incrível de bravos homens, pois independente da fé que os move, o que mais salta aos olhos de qualquer um, é a determinação e coragem dos oito guerreiros da paz. Entre cânticos e louvores a Deus, se louva também o cinema, seja pela força de seu elenco veterano e afiado, ou seja, pela esplêndida fotografia do filme, uma verdadeira oração cinematográfica. Uma cena já vale e diz muito sobre o filme, é quando eles se reúnem para uma ceia, quebram o silencio e se emocionam compartilhando a amizade, o vinho e a música. A imagem captada mostra a emoção de cada um, lagrimas nos olhos dos homens de boa fé, na tela e na plateia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito se comemorou recentemente, a morte de um líder terrorista. Não a razão. Quando muito se demora a se retirar um câncer, mesmo extirpado, ele cria metástase e se espalha em pequenos focos pelo corpo afora. Este filme comprova isso, quando vemos aqueles homens caminhando no gelo frio da podridão humana. Mesmo sabendo que logo à frente, eles encontrarão o Sol, é tudo triste, mesmo sendo belo de se ver na tela grande do cinema. Grande filme, grandes homens, servos de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-7598557730408598117?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/7598557730408598117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/05/deuses-e-homens-xavier-beauvois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7598557730408598117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7598557730408598117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/05/deuses-e-homens-xavier-beauvois.html' title='Deuses e Homens –  Xavier Beauvois'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CWdgTrmTlSg/Tc2QT50iNcI/AAAAAAAAARc/T-VE-mz20nA/s72-c/homens_e_deuses_2010_g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8191650376288946343</id><published>2011-05-02T16:01:00.000-03:00</published><updated>2011-05-02T16:01:30.964-03:00</updated><title type='text'>Bróder - Jeferson De</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4yMOC-yV5uE/Tb7_DzDay3I/AAAAAAAAARU/lYO_8ISY650/s1600/cena-do-filme-broder-de-jefferson.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="456" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-4yMOC-yV5uE/Tb7_DzDay3I/AAAAAAAAARU/lYO_8ISY650/s640/cena-do-filme-broder-de-jefferson.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“ -Vai na fé, broder&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não é bróder, é mano. Mano.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou paulistano da gema, quase quarenta anos caminhando por esta cidade. Nem sei se gosto ou não, apenas sou. Já vivi em vários locais: Jardins, Pinheiros, Casa Verde, Penha, zona Central. Vários bairros com diferenças gritantes, assim como a distância entre eles. Mas afirmo com clareza que mesmo assim, não conheço nem um terço dessa imensa cidade. Imensa e assustadora, que por vezes também tem algo confortador, principalmente nos bairros distantes, onde na maioria das vezes, seus moradores nem saem do bairro onde moram, e criam uma espécie de cidade dentro da cidade, com todo seu jeito peculiar e particular de ser. Como na história deste filme, num bairro que não conheço e até então era tido como um dos mais perigosos dessa cidade, feio-linda que só cresce.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá longe, Capão Redondo, na zona sul, lugar muito, muito longe até para paulistanos da gema como eu, vive Macu (Caio Blat), num bairro onde é difícil chegar assim como é difícil sair. Existe todo um jeito no linguajar e no andar que o torna intimamente ligado ao seu bairro. Logo no inicio do filme nos deparamos com todo seu vocabulário local, Macú é branco de alma negra. “Mano” da periferia com orgulho e firmeza, não paga pau pra estrangeiro, sente orgulho de ser do mesmo lugar que os Racionais. Ele desce as ruas à vontade para cumprimentar, saldar a todos que encontra nas ruelas do bairro e a câmera o acompanha, tão intima do local como o personagem. Talvez essa seja já de cara a cena mais bonita e enigmática do filme, pois mostra o personagem à vontade, deslizando pelas ruas, assim como ele deslizará para o crime sem a exata noção dos seus passos. Seus passos o levam na direção que dá, dentro das limitações do bairro e das amizades, que podem levar também ao crime. No fio da navalha caminha Macú, suas chinelas gastas não conhecem outro caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário de seus dois grandes amigos vividos por Silvio Guindale (Pibe) e Jonhattan Hangersen (Jaiminho), que partiram pelo mundo afora, atrás de outros caminhos, que não as ruas do bairro da infância em que passaram juntos. Eles voltam a se encontrar para celebrar o aniversário de Macú, e este encontro será crucial em suas vidas, em que passaram horas destilando afetos e feridas entre eles. Macú de chinelas, malandragem e simpatia; Pibe de sapato gasto e trem, lutando para sobreviver com a esposa, com a luz cortada num prédio do Minhocão; Jaiminho de tênis e carro importado, jogador de futebol na Espanha. Não menos importante, são os personagens de Airton Graça, como padrasto de Macú e a sempre ótima Cassia Kiss, como a mãe evangélica, que rouba a cena sempre que aparece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interessante modo de mostrar o que cada um conseguiu na vida e o afeto que os une. O diretor acerta o alvo, pois fala sem afetação de um assunto e de um lugar – pois o bairro é certamente o quarto personagem - que conhece muito bem. Dá o recado com segurança, e seu tom naturalista nos dá a deixa para percebermos já na metade do filme, o que acontecerá com cada um dos amigos. Este filme merece melhor destino que “Antonia”, outro bom e injustiçado filme sobre a periferia (Brasilândia) de Sampa. Quando se anda no fio da navalha, sempre existirá a ferida, e por vezes fatal, pois a vida é assim mesmo. Quem quiser conto de fadas, vá procurar em outro canto. Ou outro país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8191650376288946343?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8191650376288946343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/05/broder-jeferson-de.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8191650376288946343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8191650376288946343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/05/broder-jeferson-de.html' title='Bróder - Jeferson De'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4yMOC-yV5uE/Tb7_DzDay3I/AAAAAAAAARU/lYO_8ISY650/s72-c/cena-do-filme-broder-de-jefferson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-1210970068724218479</id><published>2011-04-18T13:40:00.001-03:00</published><updated>2011-04-18T13:41:34.160-03:00</updated><title type='text'>Onze Horas de Virada Cultural 2011</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8OfPM6TaEGk/TaxpClWUoTI/AAAAAAAAARM/n2ZgXoG4FTw/s1600/erasmo_carlos01_1_jpg_720x480_q85.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: left; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="425" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-8OfPM6TaEGk/TaxpClWUoTI/AAAAAAAAARM/n2ZgXoG4FTw/s640/erasmo_carlos01_1_jpg_720x480_q85.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Já faz uns quatro anos que aprecio e compareço na Virada Cultural de São Paulo, para mim, o grande evento do ano. Mas desta vez, deixei para acompanhar apenas a parte do dia, pois das outras vezes perdia os shows de domingo, amanhecia e eu não agüentava mais, pois ficar mais de doze horas de pé correndo de um show para outro não é para qualquer um. De qualquer forma, neste ano peguei mais leve e dei inicio à maratona bem cedinho, mas triste por ter perdido os covers de alguns dos clássicos dos Beatles. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por questão de escolha, para mim, o principal show seria do White Álbum, que aconteceu às nove da matina, de lambuja, o primeiro show que assisti foi do Yellow Submarine.Mas mesmo me sentindo emocionado por escutar todas as canções ao vivo, do meu álbum preferido dos The Beatles, ficou uma sensação amarga, pois me pareceu que os rapazes do Beatles4Ever Covers, no afã de bater o recorde para o Guiness Book, de ficar tocando vinte quatro horas seguidas, esqueceram que se cansariam. Dava até dó do George Harrison Cover, tava só o pó, mesmo assim, é louvável o esforço deles. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois, com o sol do meio dia na cabeça (meu rosto está um pimentão vermelho), fui assistir ao show de Almir Sater. Estava quase desistindo quando começou o show, e Deus meu, que show! Genial! Eu realmente não esperava assistir a algo tão maravilhoso, arrasou total. Mesmo com um sol forte me queimando a cuca, nem percebi o tempo passar. O cara tem uma docilidade e afinação na voz, e seus dedos dedilham a viola de forma impressionante, assim como todos os músicos que o acompanharam, arrasaram também. Quando acabou, pensei em até ir embora, pois duvidei que assistisse algo melhor. Alguém também já deve ter passado por isso, de você escutar – exemplo – um disco tão bom, que não dá nem graça de ouvir outros. As músicas instrumentais foram as melhores. Interessante, é que não sei classificar a música dele, Sertaneja? Pantaneira? Caipira? Eu sei que todas estas duplas ditas “sertanejas universitárias” deveriam assistir ao show do Almir Sater de joelhos, de preferência com uns milhos em baixo, e depois se esconderem de vergonha. Poucos e bons assistiram ao show, e eu fiquei no gargarejo. Eu que fui assistir à toa, recomendo e repetirei a dose quando puder. Um músico simples, em estado de graça musical. Como diz uma das suas canções “Tudo é sertão, tudo é paixão/ Se o violeiro toca/ A viola, o violeiro e o amor se tocam”. Gênio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveitando que já estava lá, acabei ficando para assistir ao Renato Teixeira, já que ele tem toda uma afinidade musical com o Almir Sater, tanto é que ele acabou repetindo várias canções que Sater já havia cantado anteriormente, pois são parceiros musicais. O que mais gostei no show dele, foram os “causos” que ele contava antes de cantar uma música. Tanto é, que a música que mais me emocionou foi “Cuitelinho”, que antes de ser interpretada, foi feita uma pequena homenagem a Paulo Vanzolini, e Renato contou como ele “descobriu” está música em uma viagem de chalana. História tão boa e singela como a música, que quando ele cantou realmente aconteceu de “o zóio se enche d´agua, que até a vista se atrapáia, aí, aí, aí”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por último, e também não esperando muita coisa, fui assistir ao “amigo do Rei”. Fiquei bem próximo ao palco, e pude assistir ao Tremendão bem de perto. Como pode um homem daquele tamanho todo, ter uma voz tão pequena? De começo, me assustou a quantidade de músicos naquele pequeno palco do Arouche. Tanto é que no começo do show – que demorou um pouco a engrenar – tinha uma microfonia irritante. Era muito músico bom num espaço muito pequeno. Tenho a impressão que Erasmo sabe muito bem das suas limitações vocais e nem liga. Sabe também que é um excelente músico e demonstra um prazer juvenil, ou melhor, sexual, como ele mesmo disse, quando está no palco. Se em algumas músicas, Erasmo errou como em Gatinha Manhosa ou Negro Gato. Em outras ele arrasou como em Superstar, (música daquele momento carência, em que seria a hora, para se estar abraçadinho a alguém), ou na versão furiosa de “E Que Tudo Mais Vá Pro Inferno”, daí em diante ele e a banda arrasaram. Alias, vale ressaltar, que banda! que Rock bem tocado! Fico imaginando - como no exemplo já citado do Almir - estas bandas de rock colorido de pelúcia de hoje em dia escutando o Tremendão. Devem se esconder de medo do bicho! Ou melhor, do Rock. Nunca tinha visto Erasmo Carlos ao vivo, me emocionei por ficar tão próximo ao amigo do Rei. E agora, respeito o grandão mais ainda, pois ele realmente entende de Rock. No final, emocionado, dedicou o show à Ana Paula, filha do amigo, que havia falecido no dia anterior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assisti a menos shows do que gostaria, nas outras edições cheguei a ver mais. Mas a quantidade foi trocada pela qualidade. O saldo foi positivo, e Almir Sater é gênio musical.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-1210970068724218479?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/1210970068724218479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/04/onze-horas-de-virada-cultural-2011.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1210970068724218479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1210970068724218479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/04/onze-horas-de-virada-cultural-2011.html' title='Onze Horas de Virada Cultural 2011'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8OfPM6TaEGk/TaxpClWUoTI/AAAAAAAAARM/n2ZgXoG4FTw/s72-c/erasmo_carlos01_1_jpg_720x480_q85.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-2442662425520301640</id><published>2011-04-14T15:36:00.000-03:00</published><updated>2011-04-14T15:36:29.622-03:00</updated><title type='text'>As Mães de Chico Xavier –  Glauber Filho e Halder Gomes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7u3532aNQOE/Tac98_lsO2I/AAAAAAAAAQs/Tn7C5_FfrBY/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-7u3532aNQOE/Tac98_lsO2I/AAAAAAAAAQs/Tn7C5_FfrBY/s1600/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A fé e o amor são intangíveis e irracionais, não existe medida para ambos.Pode-se abrir mão de um ou outro, mas sempre ficam num canto guardados, escondidos, prontos para aparecerem. Até porque são extremamente ligados.Geralmente a procura da fé acontece – infelizmente – na hora da dor. Comigo mesmo foi assim, em um certo momento fui atrás da fé, para apaziguar as dores pelas perdas e também pela falta de várias outras coisas. Mas tudo é muito complicado, ou melhor, eu me complico nessa eterna (palavra forte, principalmente aqui) falta de jeito com a vida. Será a falta de fé que faz meu amor não se manifestar? Ou será a falta de amor que faz a fé nem sequer aparecer? De qualquer forma, a fé que tenho, e que considero um dom natural de todos nós, me diz que tenho um longo – e bota longo nisso -caminho pela frente e tudo virá a ser felicidade um dia. Há muito a se aprender, e muitos tropeços no caminho, mas vamos lá, seguir em frente. No final o bem é sempre maior que o mal, como é dito no comercial da Coca-Cola, ou da margarina. Disso eu sei. Essa é a minha verdade, e antes de mais nada, não estou aqui querendo difundir nada, nem convencer ninguém, talvez só a mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha família, na minha existência, o espiritismo sempre fez parte natural da vida. Desde menino vi e presenciei várias manifestações à respeito, talvez por isso mesmo, tudo me foi sempre natural. Não é uma coisa que aconteceu agora, por causa dos filmes espiritas, que brotam lucrativos. Não há surpresas e nem questionamentos neste momento com relação ao que é mostrado neste filme ou nos outros que já pasaram nos cinemas recentemente.Ouve uma época, como descrevi acima, que realmente até tentei me aprofundar nos estudos à respeito da filosofia espírita, e acabei – inclusive – lendo vários livros do Chico Xavier e outros mais, até este no qual se baseia o filme. Mas atualmente, tenho tentado me virar com o que tenho, numa angustiante procura por minha paz, aqui, agora, tentando melhorar aos poucos. Acho que preciso e prefiro mais de um terapeuta do que um centro espirita no momento. Na verdade, o que aprendi com o espiritismo é que a vida é um ato contínuo, que não existe fim, é uma escadaria rumo ao desconhecido, compete a mim, quando fechar meus olhos e desencarnar, subir um ou dois degraus, que é o certo, ou descer (retroceder) aos ditos umbrais, mas isso é outra história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero viver o que tenho que viver aqui no mundo, e depois( lá onde?) o que vem depois, até porque sei que a coisa não acaba. Mas se é desesperador até para quem acredita, imagina para quem não acredita em nada, ver alguém muito amado morrer.A perda é insuportável, e esse filme vem mostrar o que Chico Xavier considerava em vida, seu legado mais importante, que eram as cartas psicografadas às mães desoladas que perderam seus filhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme em si, demora um pouco a decolar, é sim, bem irregular, mas tem força na atuação de seus atores, todos ótimos, e quando finalmente as histórias das mães começam a convergirem, faz chorar até o mais incrédulo. Se não fosse aquela musiquinha irritante do Flávio Venturini, seria bem melhor. Nelson Xavier(ex-ateu) parece que tomou para si (de novo) a persona de Chico Xavier e aparece em outro trailer no mesmo personagem. Mas não tem jeito, quem já é familiarizado com o assunto não vai enxergar os defeitos. Já quem odeia qualquer tipo de menção à espiritualidade (intelectuais, agnósticos, etc.) vai odiar, não tem jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assisti este filme num shopping, numa sessão do meio-dia, a sessão estava cheia de velhinhas contentes pelo passeio. Quando terminou a sessão, havia um grande corredor na saída, fiquei caminhando a passos curtos, escutando o papo entusiasmado de algumas a respeito do filme.Muitas ali, estavam visitando o cinema depois de décadas. Discutiam entusiasmadas, cenas por cenas. Fiquei feliz por elas e talvez só por isso, está onda espirita-cinematográfica já valha a pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-2442662425520301640?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/2442662425520301640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/04/as-maes-de-chico-xavier-glauber-filho-e.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2442662425520301640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2442662425520301640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/04/as-maes-de-chico-xavier-glauber-filho-e.html' title='As Mães de Chico Xavier –  Glauber Filho e Halder Gomes'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7u3532aNQOE/Tac98_lsO2I/AAAAAAAAAQs/Tn7C5_FfrBY/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5804282626333489977</id><published>2011-04-01T18:52:00.004-03:00</published><updated>2011-04-01T18:57:51.034-03:00</updated><title type='text'>Trinta Anos Esta Noite – Louis Malle</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YJvMBlKXuew/TZZJl4iRNKI/AAAAAAAAAQg/BdiX3LeS-O0/s1600/trinta+anos+esta+noite.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="481" src="http://1.bp.blogspot.com/-YJvMBlKXuew/TZZJl4iRNKI/AAAAAAAAAQg/BdiX3LeS-O0/s640/trinta+anos+esta+noite.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho ido ao cinema atualmente, uma mistura de falta de tempo e também desinteresse pelos lançamentos atuais. Até porque o cinema que eu mais frequentava (toda segunda-feira era sagrado) fechou e estou meio que de luto por isso.Mas como um cinéfilo (meia boca) que sou, sofro por estar sempre tentando me atualizar com os filmes importantes que não cheguei a assistir . E acabo virando um rato de cineclubes.Interessante que assim como na música, quanto mais filmes assistimos, descobrimos que mais filmes temos ainda para assistir, é um ciclo vicioso, mas delicioso.Eis que surge em Sampa uma mostra, intitulada Mostra Francofonia, com vários filmes importantes da &amp;nbsp;Nouvelle Vague e seus principais expoentes como Rhomer, Truffaut, Godart (eca!), Chabrol e outros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre tantos assistidos, sem dúvida nenhuma, o filme que mais me chamou a atenção foi Trinta Anos está Noite, de longe, o melhor filme de Louis Malle. Um assombro existencialista, totalmente contraindicado para quem está em fase de depressão ao afins. Ao mesmo tempo em que é um show cinematográfico daqueles que faz a gente sair do cinema embevecidos e dizer, sim, isto é cinema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que o filme começa percebemos algo de errado no primeiro instante. Vemos o protagonista com a amante na cama, totalmente entediado com o sexo mal feito naquele instante, sua falta de interesse vai lhe acompanhar por todos os momentos e descobrimos que ele está em uma clínica para alcoólatras, na qual está internado há meses e não tem vontade alguma de sair. Abandonado nesta clínica por sua esposa americana, ele é convencido a sair dela, por seu terapeuta. Mas o que fazer quando você não se sente preparado para encarar as pessoas, as conversas e o mundo? Acompanhamos as últimas quarenta e oito horas de Alain (Maurice Roneit, primoroso) e sua inadequação quanto a tudo e a todos ao seu redor. Seu encontro com os amigos e as conversas com estes, pontuadas com reflexões à respeito da finitude da vida, o tédio , e principalmente seu reencontro com o copo cheio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alain se mostra o tempo todo angustiado, já meio morto pela desesperança, pois nada que faça lhe traz um mínimo de conforto, a vida não lhe cabe, a bela Paris, os amigos com seus assuntos frívolos, tudo parece ser uma coisa já fora do seu ser, nem o trago forte da bebida lhe traz mas algum alento. Não há nenhum tipo de esperança para ele, e percebemos logo qual será seu final, sem que haja a mínima chance de reviravolta a lá novela das oito. A ferrugem do tédio e o desinteresse pela vida já lhe corroeram a alma, só basta apertar o gatilho para o não existir. Mas será que existe o não existir? Será que não existem outras saídas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso em minha vida e como por vezes me sinto também meio assim fora do eixo, meio que dentro de uma festa na qual não fui convidado, e por vezes a solidão e até a depressão querem dar o tom. Minha inadequação chega a ser até engraçada por vezes, mas espera um pouco, por Deus, não a este ponto, pois a esperança está sempre do ladinho, querendo amaciar tudo, seja através de um sorriso, um elogio, um beijo ou mesmo um pirulito. Têm de acontecer, tem de ser assim, nada permanece inalterado até o fim, como já dizia o maldito Sérgio Sampaio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filme belo e forte, como uma aguardente difícil de tragar, mas obrigatória.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5804282626333489977?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5804282626333489977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/04/trinta-anos-esta-noite-louis-malle-nao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5804282626333489977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5804282626333489977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/04/trinta-anos-esta-noite-louis-malle-nao.html' title='Trinta Anos Esta Noite – Louis Malle'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YJvMBlKXuew/TZZJl4iRNKI/AAAAAAAAAQg/BdiX3LeS-O0/s72-c/trinta+anos+esta+noite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3000685580590460284</id><published>2011-03-15T20:50:00.000-03:00</published><updated>2011-03-15T20:50:21.788-03:00</updated><title type='text'>Bruna Surfistinha – Marcus Baldini</title><content type='html'>&lt;img class="uploader-thumb-img" height="424" src="https://lh6.googleusercontent.com/-aKfSWogZy4Q/TX_6QxYnLhI/AAAAAAAAAQQ/lnsq78ZTzR0/s640/bruna.jpg" width="640" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você assistiria a um filme pornô, e ao mesmo tempo, comeria um prato de comida caseira enquanto assiste ao dito filme? Fiz-me está pergunta enquanto apreciava a um piratinha pornô da Bruna Surfistinha, a verdadeira. Na realidade acho filme pornô muito triste. Sério. Uma punheta mal dada. Fico imaginando, quando o diretor diz: “Goza!”, ou melhor, diz: “Corta!”. Deve dar uma sensação de vazio naquele povo... Bem, coisas bobas de um romântico antiquado solitário, que sou sim, e ponto. Mas estou fugindo do assunto. Fiz questão de assistir ao filme da Bruna real, para depois assistir ao tão afamado, e já sucesso comercial que é o filme estrelado pela corajosa Débora Secco. Existe uma coisa em comum entre os dois filmes. Tem aquela cena em que Débora olha diretamente para a câmera, na sua primeira relação amorosa do filme, e parece estar alheia, em outra dimensão, com aquilo que está acontecendo. O mesmo acontece com a Bruna real, quando está em plena orgia em suas cenas explícitas. Nós a vemos, mas parece que não está ali, naquele corpo suado, uma espécie de piloto automático. Só falta fazer as unhas, enquanto alguns rapazes preenchem todos seus orifícios disponíveis. Incríveis em como as pessoas conseguem chegar a tais níveis em suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas logo acima falei da coragem de Débora Secco, mas apesar de sua entrega ao papel e reconhecido talento e beleza, não foi preciso tanta coragem assim, afinal de contas, logo quando eu soube que seria ela que estrelaria ao filme, pensei que o mesmo não seria tão “quente” quanto acho que deveria ser que eu gostaria. Seria outro tipo de coragem. De quebrar as regras do já viciado novo cinema nacional, com sua patente Globo Filmes, tão marcada entre as novas produções. É o preço do sucesso comercial, que obviamente o filme está tendo de sobra. Mas cadê a ousadia? Cadê o frescor e o peso, de uma obra que se mostra menor do que de fato poderia ser. Uma grande história, num filme menor do que ela, para agradar a todo o público e não indignar as moçoilas de família. Faz me rir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história é até bem contada, tudo é limpo, higienizado. Tudo certinho. E quando parece que alguma cena vai nos arrebatar, lá vem o diretor (de publicidade, é claro, em seu primeiro longa-metragem) e bota tudo nos eixos. Afinal, não se pode assustar o grande público. Uma cena em especial, me chama a atenção, é quando Bruna está em plena decadência e aceita transar por qualquer 10 paus (literalmente) num puteiro de décima categoria. Faltou coragem para ali, Débora expor seu corpo, ou mesmo o diretor mostrar um pouco da podridão emocional de um lugar como aquele, mesmo ali é tudo bonitinho no filme. Quem já esteve (como eu) num daqueles inferninhos da Rua Augusta - estão acabando aos poucos com eles, em nome dos bares modernetes, já repararam?- sabe como é o ambiente moribundo desses locais, o ar é pesado, quase dá para pegar, e há um cheiro de porra e eucalipto em tudo, que pega na gente por dias. Uma espécie de umbral sexual, que caras, ou garotos na puberdade (como eu há anos atrás) acham até charmoso. Mas na verdade, deve ser, e é tudo muito triste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parabéns Débora Secco, parabéns diretor e produtores desse sucesso cinematográfico nacional. Agora é só esperar para assistir ao filme novamente na televisão. Quem sabe até, daqui a uns três ou quatro anos, poderemos assistir Bruna Surfistinha nas reprises das tardes, ou melhor, na sessão da tarde da Rede Globo. Sim, logo, logo, vou rever este filme na sessão da tarde. Tá faltando coragem no cinema nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3000685580590460284?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3000685580590460284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/03/bruna-surfistinha-marcus-baldini.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3000685580590460284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3000685580590460284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/03/bruna-surfistinha-marcus-baldini.html' title='Bruna Surfistinha – Marcus Baldini'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-aKfSWogZy4Q/TX_6QxYnLhI/AAAAAAAAAQQ/lnsq78ZTzR0/s72-c/bruna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-4793652294320737286</id><published>2011-03-11T17:22:00.000-03:00</published><updated>2011-03-11T17:22:08.297-03:00</updated><title type='text'>Em Um Mundo Melhor - Sussane Bier</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-bEyNYsfGvm4/TXqD2TUcS7I/AAAAAAAAAQA/6Ofgx9EOMBM/s1600/EmUmMundoMelhor_01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="422" q6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-bEyNYsfGvm4/TXqD2TUcS7I/AAAAAAAAAQA/6Ofgx9EOMBM/s640/EmUmMundoMelhor_01.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo no inicio do filme vemos um médico chegando a um povoado africano onde crianças sorridentes e miseráveis correm atrás de seu veículo, atrás de um brinde qualquer. Ganham uma bola e ficam satisfeitos. Em seguida vemos um garoto em outro continente, com outro nível de vida, totalmente triste, e pior, seu semblante carrega uma raiva desproporcional para uma criança, raiva pela morte de sua mãe e por achar que seu pai, que por outro lado, carrega uma angústia terrível o tempo todo, não fez o possível para salva-la. Dois mundos totalmente diferentes e interligados por aquele médico, como veremos em seguida. Vemos logo após que, ajudando todos aqueles necessitados, o mesmo médico se vê perdendo sua família devido à constante distância entre eles. Numa discussão com a esposa, que o está deixando, ele diz que se sente perdido. Uma frase síntese para denotar o que aquele homem passa vendo toda aquela violência sem precedentes, diante de sua índole pacifista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A violência, seja física ou moral, permeia a história de todos os personagens neste filme difícil e belo. A talentosa diretora do ótimo “Depois do Casamento” nos brinda com um dos melhores filmes do ano, já ganhador do Oscar de filme estrangeiro. Dificilmente haveria concorrente à altura para ele. Este é um filme cheio de sutilezas, arestas e portas abertas, diante da dificuldade de (sobre) viver entre dores, amores, culpas e ressentimentos, seja num país miserável, seja num país de primeiro mundo, entre os mais ricos do mundo. Onde aparentemente não deveria haver problemas. Um filme que precisa de um olhar atento, ou melhor, uma segunda espiada diante de personagens tão complexos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa cena, entre tantas tão emblemáticas, vemos aquele mesmo médico sendo esbofeteado na cara, na frente dos filhos. Querendo provar seu pacifismo, ele não reage, se apequena aos nossos olhos, aos olhos dos filhos, se apequena. E depois ainda levo outros bofetões e continua a não reagir e ainda diz que não dói aos filhos. Quem em são consciência faria isso, que parece ser a maior humilhação a que uma pessoa possa passar? Ainda mais na frente de outros a quem você deve servir de exemplo. Mas o que é um bofetão na cara, diante daquilo que ele vê acontecer com aquelas mulheres mutiladas e humilhadas que ele constantemente salva na África? A violência e ira que nasce no menino bem criado seria a mesma violência do “Machão” (mutilador de mulheres) africano? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ser-humano é feito de várias camadas de amor, acúmulos de dor, raiva, esperanças, ressentimentos, e tantos outros sentimentos que se acumulam e nos fazem ser quem somos. A construção desse ser ,único, e seu convívio com todos os outros faz nossa vida rica e misteriosa. É sempre uma construção, seja aonde for, de aprender a viver e conviver com nossos próximos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sussane Bier parece querer nos mostrar nesse filme maravilhoso, que além de termos uma índole violenta pronta para explodir, temos muitas arestas em nossas vidas a serem trabalhadas e até digeridas por nós mesmos. O homem é o lobo do homem, e infelizmente vai continuar sendo assim por um bom – mal – tempo. Seja no Haiti, seja em Paris. Aprender, para vivermos em um mundo melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-4793652294320737286?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/4793652294320737286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/03/em-um-mundo-melhor-sussane-bier.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4793652294320737286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4793652294320737286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/03/em-um-mundo-melhor-sussane-bier.html' title='Em Um Mundo Melhor - Sussane Bier'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-bEyNYsfGvm4/TXqD2TUcS7I/AAAAAAAAAQA/6Ofgx9EOMBM/s72-c/EmUmMundoMelhor_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5752159097100286065</id><published>2011-02-28T21:00:00.000-03:00</published><updated>2011-02-28T21:00:27.804-03:00</updated><title type='text'>O Vencedor - David O. Russell</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-q9XaZzj6aUM/TWw23UpPynI/AAAAAAAAAP8/Q-0bh_UMcc4/s1600/1291837647_ovencedor11.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="424" l6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-q9XaZzj6aUM/TWw23UpPynI/AAAAAAAAAP8/Q-0bh_UMcc4/s640/1291837647_ovencedor11.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certa vez, num sábado à tarde, estive num churrasco na casa de um amigo com seus familiares, e em determinado momento houve uma pequena discussão entre ele, seu pai e seus irmãos. Em pouco mais de dez minutos muito foi dito e eu, espectador involuntário, vi e ouvi ali, muita dor escondida em pequenas palavras. Essa discussão foi primordial para eu entender esse meu amigo ao longo dos anos, entender suas atitudes e a forma como encara a vida sobre diversos aspectos. Não tem jeito, as marcas guardadas da infância e adolescência são indeletáveis, e nos acompanham, a todos. A família sempre é a grande responsável por tudo que a gente carrega de bom ou ruim, mesmo que certas lembranças estejam guardadas num cantinho da mente, sempre aflora a dor (na maioria das vezes) ou o amor disso tudo. Eu também tenho minhas dores-amores, principalmente por ter uma família pra lá de problemática. Cada pessoa carrega consigo os genes físicos de seus familiares, mas às vezes são os genes emocionais, os que nos emolduram, para o bem ou para o mal. Muitas vezes aquele que diz te amar, te empurra – mesmo sem querer – para o buraco, em meio a cobranças difíceis de serem pagas, pois na verdade não existe formas de pagamento para o afeto sentido ou destruido. Não se sabe cobrar, não se sabe pagar, e muita dor nasce dessa coisa toda. Entre camadas e camadas de dor e amor vai se vivendo em família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme “ O Vencedor” foi crescendo em mim, assim que saí da sessão. E o que mais me tocou no filme foi essa relação familiar conturbada do personagem de Mark Walberg com seus irmãos e sua mãe controladora. Ele, por amor a sua familia, tenta fazer o que seu irmão viciado e ex-pugilista, suas irmãs feias e sem personalidade, e sua mãe controladora esperam dele e com isso vai se apagando para sua própria vida. Se deixa levar por eles, mesmo que com isso perca sua própria identidade. A coisa só começa a mudar quando ele conhece sua namorada e futura esposa, pois essa começa a peitar sua família, chegando até a sair na porrada de fato com as irmãs dele (Deus do céu! Porque uma Amy Adams dessa não aparece na minha vida!) e mostra a ele outro caminho para sua carreira decadente de pugilista. Mas a coisa nunca é fácil, principalmente numa família problemática, e o embate e as cobranças ferem mais que as porradas no ringue. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mark Walberg está no seu melhor papel, desde Boogie Nights, aceita se “apagar” como estrela do filme, pois seu personagem assim exige, para que os outros ao seu lado brilhem. E como brilham! Cristian Balle está perfeito e no melhor papel de sua vida como viciado, sua atuação é tão boa que talvez seja a premiação mais certa do Oscar deste ano, não tem para ninguém, assim como Amy Adams e Melissa Léo também arrasam como namorada e mãe.Personagens densos, complexos,com várias camadas, que estes três atores em estado de graça nos mostram. Um exemplo dessa complexidade é a cena em que a mãe vai buscar o filho da boca do lixo, quando este esta se drogando e sai literalmente de dentro do lixo, ele entra no carro envergonhado e canta “I Started a Joke” e corta o coração de todos. É a cena do ano!Fora este intrincado jogo de amor e dor familiar, salta aos olhos também as belas cenas de luta e superação no ringue, fora a trilha sonora nota dez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um filmaço que deveria ganhar todos os Oscars a que concorre, para mim, de longe o melhor entre os concorrentes neste ano. Já que “Além da Vida” do velho e bom Clint, está inacreditávelmente fora do páreo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5752159097100286065?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5752159097100286065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/02/o-vencedor-david-o-russell.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5752159097100286065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5752159097100286065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/02/o-vencedor-david-o-russell.html' title='O Vencedor - David O. Russell'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-q9XaZzj6aUM/TWw23UpPynI/AAAAAAAAAP8/Q-0bh_UMcc4/s72-c/1291837647_ovencedor11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3304267403546301446</id><published>2011-02-16T19:55:00.000-02:00</published><updated>2011-02-16T19:55:05.293-02:00</updated><title type='text'>Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor - Dênis Carvalho/Maria Adelaide Amaral</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IEixZuMzzYk/TVxGoY78hqI/AAAAAAAAAP0/zZ3EzBClW_k/s1600/d+e+h+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="442" j6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-IEixZuMzzYk/TVxGoY78hqI/AAAAAAAAAP0/zZ3EzBClW_k/s640/d+e+h+1.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Toda vez que eu faço um espetáculo de teatro, um show de teatro. Eu tenho um repertório que eu obedeço desde a estréia até o fim da temporada. E normalmente quando eu volto para minha casa, nos meus dias de folga, eu sempre me pego com um violão cantando músicas não incluídas no repertório de cena. Normalmente são músicas muito românticas, muito apaixonadas, apenas ligadas ao coração. Essas músicas sempre me são lembradas através das gravações da extraordinária Dalva de Oliveira. A Dalva tinha a coragem, o jeito de cantar no palco, o que até então eu só tinha a coragem e jeito de cantar dentro da minha casa – Maria Bethânia – Pássaro da Manhã” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida de Dalva e Herivelto pode ser divida como um velho e bom disco de vinil com lado A e lado B. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No lado A do disco, temos o início, uma história alegre, de samba e carnaval, ambos (Dalva dezenove, Herivelto vinte quatro anos) muito novos, novo sucesso, parceria musical e amorosa, em estado de graça. Parceria mais que perfeita, que se fez com o Trio de Ouro, e as mais belas e inspiradas composições de Herivelto. Veio o casamento de ambos e seus dois filhos. Sucesso retumbante na era de ouro da rádio e os famosos cassinos como o da Urca. Mas naquela época em que tudo o homem podia, e nada a mulher, não existia a possibilidade de separação entre casais. Dalva começou a quebrar estes paradigmas com seu ciúme pelas escapadas de Herivelto, e não se furtava a comentá-las aos amigos ou a quem quisesse saber (“Seu mal é comentar o passado/ Ninguém precisa saber o que houve entre nós dois/ Não deixe que males pequeninos/ Venham transformar nossos destinos”), e a desarmonia começou a ruir a parceria de ouro das rádios cariocas. O fim do casamento era inevitável, até que aconteceu Lurdes na vida dele (“Eu amanheço pensando em ti/ Eu anoiteço pensando em ti/ Eu não te esqueço/ É dia e noite pensando em ti”) e o casamento desmoronou, assim como a parceria de ambos. Um acontecimento sem precedentes para a época (“ Tudo acabado entre nós/ Já não há mais nada/ Nosso apartamento agora fica à meia luz/ Nosso apartamento agora já não me seduz”). Verdadeiro escândalo artístico e social. Mas não ficou só nisso, e daí surgiu o lado B da história, em que ambos começaram a se destratarem publicamente, respondendo um ao outro através de músicas, ou através da imprensa. Pode-se dizer que eles iniciaram com o escândalo de ambos, essa indústria da fofoca através da imprensa escrita, que povoam tanto nossos noticiários atuais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este lado B foi de longe o mais dramático, pois Herivelto se viu sem sua musa inspiradora e começou a atacá-la em suas composições – afinal ele podia, mas ela não - pois ela devolvia com a mesma moeda suas traições (“Errei sim, manchei o seu nome/ Mas foste tu o culpado/Deixavas-me em casa/ Me trocando pela orgia/Me faltando sempre com a sua companhia... Mas se existe ainda alguém que queira me condenar/Que venha logo a primeira pedra atirar”). O público não jogou pedra alguma, muito pelo contrário. Dalva despontou para um sucesso maior ainda do que com o Trio de Ouro. Mas seu sucesso acontecia por ela sangrar, se rasgar, se mostrar como até então cantora alguma havia se mostrado em público, suas dores eram expostas sem nenhuma vergonha ou pudor pela perda de Herivelto, seu grande amor. Quanto mais sucesso, mais dor de cotovelo. Nesta época Dalva se tornou a maior cantora brasileira. Seus shows eram declarações públicas de dor e sofrimento por amar demais. Tanto, que virou musa inspiradora para as grandes cantoras que viriam a seguir, como Bethania descreve no texto acima. Mas também viu sua carreira começar a entrar no esquecimento com o advento da televisão e principalmente da Bossa Nova. A música de fossa já não agradava mais ao grande público e Dalva foi amargamente envelhecendo, casando, descasando e se embebedando, fazendo shows em lugares não condizentes com sua estrela antiga.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LlDS2Ioc2E4/TVxHnS7L23I/AAAAAAAAAP4/6PnBgE39L1Y/s1600/dalva-e-erivelto1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="356" j6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-LlDS2Ioc2E4/TVxHnS7L23I/AAAAAAAAAP4/6PnBgE39L1Y/s640/dalva-e-erivelto1.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso é retratado com maestria na minissérie que a Rede Globo apresentou ao público no ano passado. Foi de longe, o melhor programa exibido no ano de 2010 na TV aberta, e por que não dizer, da fechada também. Pois apesar da rica vida dos dois personagens centrais, é de ficar de queixo caído o retrato de época feito por Denis Carvalho e sua equipe. Um verdadeiro respeito com o público, mostrando que se pode (ainda) conciliar o belo e o popular. E se os cenários e figurinos ficaram soberbos, o que falar então dos atores, desde os coadjuvantes aos seus dois atores principais. Adriana Esteves está perfeita, e comove principalmente quando interpreta Dalva velha e decadente. Já Fábio Assumpção está em seu melhor desempenho na televisão e convence perfeitamente, em todos os momentos, chega a ser surpreendente. Uma cena que chama a atenção é quando Pery vai chamar o pai para visitar a mãe que está nas últimas no hospital e este se nega. Fábio Assumpção passa num olhar longo e profundo toda a dimensão de um homem que fez suas escolhas de acordo com sua época. Afinal Herivelto Martins não foi nem um mocinho e nem um vilão, e cumpriu com suas escolhas, fossem certas ou erradas, mas viveu conforme sua época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recomendo à quem não assistiu na TV, que compre, roube, pirateie, baixe. Mas assista. Eu até gostei mais agora, na segunda vez, quando assisti tudo de uma vez. Sem dúvida, o melhor da TV no ano passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3304267403546301446?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3304267403546301446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/02/dalva-e-herivelto-uma-cancao-de-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3304267403546301446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3304267403546301446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/02/dalva-e-herivelto-uma-cancao-de-amor.html' title='Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor - Dênis Carvalho/Maria Adelaide Amaral'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IEixZuMzzYk/TVxGoY78hqI/AAAAAAAAAP0/zZ3EzBClW_k/s72-c/d+e+h+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-9092295613306989102</id><published>2011-02-02T00:05:00.005-02:00</published><updated>2011-02-03T14:06:26.119-02:00</updated><title type='text'>OS MELHORES FILMES DE 2010</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todo ano participo da votação da &lt;a href="http://ligadosblogues.wordpress.com/"&gt;liga dos blogues cinematográficos&lt;/a&gt; sobre os &amp;nbsp;melhores do ano que passou. Já com o voto enviado e atrasado, mostro abaixo quais foram os meus votos com a liberdade de indicar meus dez filmes preferidos do ano passado. Um ano relativamente fraco, com poucos filmes acima da média. O que salvou o ano foram as espetaculares mostras de Yasujiro Ozu e do mestre John Ford, ambas no CCBB de São Paulo e as séries americanas. E o ano já começa sombrio com o velório do Belas Artes, mas espero que este ano que se inicia seja melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUiu5SuB0UI/AAAAAAAAAOo/EaCut-n3XzM/s1600/20101008121547_20687_large_tropa-de-elite-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUiyyr4xkOI/AAAAAAAAAPI/LGOtTQsK7Lc/s1600/Vincere.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;FILME&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmxowZ8MzI/AAAAAAAAAPU/6sqYA6QBw6Q/s1600/1+a+a+tr+subsecretario+de+seg+pub.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmxowZ8MzI/AAAAAAAAAPU/6sqYA6QBw6Q/s400/1+a+a+tr+subsecretario+de+seg+pub.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;&lt;strong&gt;Tropa de Elite II&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – José Padilha&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Vincere&lt;/strong&gt; – Marco Bellocchio&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Tudo Pode dar Certo&lt;/strong&gt; – Wood Allen&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Antes Que O Mundo Acabe&lt;/strong&gt; – Ana Luiza Azevedo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos&lt;/strong&gt; – Wood Allen&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O Segredo dos Seus Olhos&lt;/strong&gt; – Juan José Campanella&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Minhas Mães e Meu Pai&lt;/strong&gt; – Lisa Cholodenko&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O Escritor Fantasma&lt;/strong&gt; – Roman Polanski&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Ilha do Medo&lt;/strong&gt; – Martin Scorsese&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Coração Louco&lt;/strong&gt; – Scott Cooper&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;DIRETOR&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmyBGb6EdI/AAAAAAAAAPY/OAZ4h43Ya-w/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="177" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmyBGb6EdI/AAAAAAAAAPY/OAZ4h43Ya-w/s320/untitled.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;José Padilha&lt;/strong&gt; – Tropa de Elite II&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Marco Bellocchio&lt;/strong&gt; – Vincere&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Wood Allen&lt;/strong&gt; – Tudo Pode Dar Certo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Roman Polanski&lt;/strong&gt; – O Escritor Fantasma&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Juan José Campanella&lt;/strong&gt; – O Segredo dos Seus Olhos&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;ATOR&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmyeeJrXXI/AAAAAAAAAPc/Wa17j9SYI6Q/s1600/jeff.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmyeeJrXXI/AAAAAAAAAPc/Wa17j9SYI6Q/s320/jeff.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Jeff Brigdes&lt;/strong&gt; – Coração Louco&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Marco Nannini&lt;/strong&gt; – A Suprema Felicidade&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Wagner Moura&lt;/strong&gt; – Tropa de Elite II&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Darín&lt;/strong&gt; – O Segredo dos Seus Olhos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Antonio Gassala&lt;/strong&gt; – Dois Irmãos&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;ATRIZ&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmynaj4ZcI/AAAAAAAAAPg/I30Ypvfn4V0/s1600/giovana+vincere.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmynaj4ZcI/AAAAAAAAAPg/I30Ypvfn4V0/s1600/giovana+vincere.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Giovanna Mizzogiorno&lt;/strong&gt; – Vincere&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Annette Bening&lt;/strong&gt; – Minhas Mães e Meu Pai&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Abby Cornish&lt;/strong&gt; – Brilho de Uma Paixão&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Graciela Borges&lt;/strong&gt; – Dois Irmãos&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;ATOR COADJUVANTE&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmyteHQ-wI/AAAAAAAAAPk/ktRLCBFYqZ0/s1600/tippo+vincere.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmyteHQ-wI/AAAAAAAAAPk/ktRLCBFYqZ0/s1600/tippo+vincere.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Filippo Timi&lt;/strong&gt; – Vincere&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;André Matos&lt;/strong&gt; – Tropa de Elite II&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Irandhir Santos&lt;/strong&gt; – Tropa de Elite II&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Guillermo Francella&lt;/strong&gt; – O Segredo dos Seus Olhos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Marck Ruffallo&lt;/strong&gt; – Minhas Mães e Meu Pai&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;ATRIZ COADJUVANTE&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmy1Hvj3kI/AAAAAAAAAPo/g3zHWDtOgCw/s1600/voce_vai_conhecer_o_homem_dos_seus_sonhos_2010_f_003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmy1Hvj3kI/AAAAAAAAAPo/g3zHWDtOgCw/s320/voce_vai_conhecer_o_homem_dos_seus_sonhos_2010_f_003.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Gemma Jones&lt;/strong&gt; – Você Vai Conhecer O Homem dos Seus Sonhos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Kin Catroll&lt;/strong&gt; – O Escritor Fantasma&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Helena Bronham Carter&lt;/strong&gt; – Alice&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Soledad Villamil&lt;/strong&gt; – O Segredo dos Seus Olhos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Mo´nique&lt;/strong&gt; – Preciosa&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;ELENCO&amp;nbsp; DE 2010&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Tropa de Elite II&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Tudo Pode Dar Certo&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Os Inquilinos&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Ilha do Medo&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;MELHOR CENA DO ANO 2010&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Mussolini filho imita Mussolini pai&lt;/strong&gt; – Vincere&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Tomada de estádio&lt;/strong&gt; – O Segredo dos Seus Olhos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Brincadeira Final&lt;/strong&gt; – Toy Story III&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Discurso no congresso do Cap. Nascimento&lt;/strong&gt; – Tropa de Elite II&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Os fios de cabelo e a volta à mesa&lt;/strong&gt; – Minhas Mães e Meu Pai&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;FILME BRASILEIRO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUm0nkxaVsI/AAAAAAAAAPw/mTG3JlwWMAc/s1600/tropa-de-elite-2-01-g.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUm0nkxaVsI/AAAAAAAAAPw/mTG3JlwWMAc/s320/tropa-de-elite-2-01-g.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Tropa de Elite II&lt;/strong&gt; – José Padilha&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Antes Que o Mundo Acabe&lt;/strong&gt; – Ana Luiza Azevedo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Os Inquilinos&lt;/strong&gt; – Sergio Bianchi&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Como Esquecer&lt;/strong&gt; – Malu de Martino&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;As Melhores Coisas do Mundo&lt;/strong&gt; – Laís Bodanski&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;FOTOGRAFIA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmziDKvlcI/AAAAAAAAAPs/ln1YM_yDNNc/s1600/vincere+fotografia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmziDKvlcI/AAAAAAAAAPs/ln1YM_yDNNc/s1600/vincere+fotografia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Vincere&lt;/strong&gt; – Marco Bellocchio&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Tetro &lt;/strong&gt;– Francis Ford Coppolla&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A Fita Branca&lt;/strong&gt; – Michael Heneke&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A Ilha do Medo&lt;/strong&gt; – Martin Scorsese&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A Origem&lt;/strong&gt; – Chistopher Nolan&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;O PIOR FILME DE 2010&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Sex And City II&lt;/strong&gt; – Michaes Patrick King&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Ninne &lt;/strong&gt;– Rob Marshall&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Cadê os Morgan?&lt;/strong&gt; – Mark Lawrence&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;400 Contra 1&lt;/strong&gt; – Cacco Souza&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; clear: left; color: black; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;O Bem Amado&lt;/strong&gt; – Guel Arraes&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-9092295613306989102?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/9092295613306989102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/02/os-melhores-filmes-de-2010.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/9092295613306989102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/9092295613306989102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/02/os-melhores-filmes-de-2010.html' title='OS MELHORES FILMES DE 2010'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUmxowZ8MzI/AAAAAAAAAPU/6sqYA6QBw6Q/s72-c/1+a+a+tr+subsecretario+de+seg+pub.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3488063681872070763</id><published>2011-01-27T18:04:00.001-02:00</published><updated>2011-01-27T18:09:30.474-02:00</updated><title type='text'>Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos - Wood Allen</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="454" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUHOYmZ1RJI/AAAAAAAAAOg/vryw1xyAUMo/s640/1282753466_vocevaiconhecerhomemsonhos19.jpg" width="640" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Geralmente os filmes de Wood Allen nos chegam com grande atraso por causa das distribuidoras. Como exemplo, temos “A Prova de Morte” filme de Tarantino, que chegou aqui com três anos de atraso. Fantástico, não? Sendo assim, acabamos por receber dois filmes de Allen no mesmo ano. Isso acabou sendo bom, pois no começo do ano me deparei com “Tudo Pode Dar Certo”, filmaço do velho mestre, já na lista dos melhores do ano, como há tempos não acontecia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa última comédia relembra Allen na sua melhor forma. Talvez, desde “Desconstruindo Harry”, ele não fazia um filme tão bom. Texto afiado, grandes piadas em série que às vezes fica até difícil acompanhar a velocidade, e aquele seu jeito todo peculiar de filmar, meio até displicente, que acaba tendo aquele charme que só ele consegue, relembrando seus bons tempos, nos idos dos anos 80 e começo de 90, quando era sem dúvida meu diretor favorito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis que, para minha surpresa, no final do ano, aparece outro filme do mestre. Mas com outra pegada, outro ritmo. Na minha modesta opinião “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” é vendido erroneamente por aí, parece até uma pegadinha de Allen, para os desavisados. Não existe comédia ali, - talvez alguns sorrisos amarelos- todas as personagens estão à beira do precipício, perdidos em suas vidas. Um pé dentro, outro fora do abismo. Não é uma comédia e sim uma tragédia. Indo na direção contrária ao filme do começo do ano, bem poderia se chamar “Tudo Pode Dar Errado”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui rever outro dia, em minha lenta e dolorosa despedida do cine Belas Artes e um casal à minha frente estava em dúvida sobre qual filme assistir. Um falou ao outro em assistir a este filme, pois queriam se divertir. Deu vontade na hora de falar-lhes que não fossem, pois iriam se arrepender. Certamente, eles devem hoje fazer coro aos muitos que não gostaram do filme, como tenho lido por aí. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não me engano, foi no blog do Chico, que li uma crítica ao filme dizendo que os atores estavam inadequados aos seus papéis. Ele até faz comparações com os atores de Hanna e Suas Irmãs. Pois é justamente neste citado erro é que esta o grande acerto do filme. Todos os atores – com exceção ao personagem de Antonio Bandeiras, que parece ser o único a não estar na beira do precipício – não se encaixam com seus personagens. É a inadequação de cada um consigo mesmo, que rege a vida de um por um ali. Maus atores de suas vidas reais. Um bom exemplo é o personagem de Naomi Watts- que arrasa justamente por parecer a mais perdida – que abandona o marido por estar apaixonada pelo patrão e se achar correspondida. Ela recua quando tem que avançar, ou avança quando tem que recuar. Eu bem sei o que é isso, ou se sei! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Allen chega até a brincar – tristemente – com o espiritismo, pois uma de suas personagens, a ótima Gemma Jones, resolve adentrar neste desconhecido mundo a fim de afastar a todo custo a solidão na velhice. Enquanto isso, seu ex-marido, vivido por Anthony Hopkins, resolve rejuvenescer artificialmente, iludido, atrás do tempo perdido, através de pílulas azuis e um novo casamento fadado ao fracasso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que a personagem que mais me tocou foi a indiana (Freida Pinto) que se envolve com o escritor ladrão e medíocre, vivido por Josh Brolin. Não pelo o que é mostrado no filme, quando ela abre mão de um casamento e dos costumes milenares e familiares, para ficar com ele. Mas pelo que sabemos que acontecerá a ela quando aquele seu castelo de areia certamente cair. Não vemos isso no filme, mas sabemos que fatalmente acontecerá. O filme não acaba ali, muita tristeza e fracasso virão para eles, por suas escolhas errôneas. Onde está a comédia disso tudo? Parece que Wood Allen está atrás da câmera pintado de palhaço triste. Aquelas pessoas estão por aí, passam por nós, estão na fila de cinema, no supermercado, estão em mim, inadequado até os ossos. Tentando por um momento, um pouquinho só que seja se encontrar, na ilusão de ser feliz, e quem sabe retirar a mascara de palhaço triste. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3488063681872070763?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3488063681872070763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/01/voce-vai-conhecer-o-homem-dos-seus.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3488063681872070763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3488063681872070763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/01/voce-vai-conhecer-o-homem-dos-seus.html' title='Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos - Wood Allen'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TUHOYmZ1RJI/AAAAAAAAAOg/vryw1xyAUMo/s72-c/1282753466_vocevaiconhecerhomemsonhos19.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5365012714971995251</id><published>2011-01-20T19:11:00.001-02:00</published><updated>2011-01-22T16:02:53.673-02:00</updated><title type='text'>Minhas Mães e Meu Pai - Lais Chalodenko</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TTijPdxsbLI/AAAAAAAAAOc/Rh4AgQZ-KUk/s1600/minhas+maes+e+meu+pai.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="424" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TTijPdxsbLI/AAAAAAAAAOc/Rh4AgQZ-KUk/s640/minhas+maes+e+meu+pai.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Churrasco na casa de uma amiga, dia quente e muita cerveja rolando. Sento ao lado de um casal de amigas. Bia comenta comigo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí Beto, já assistiu “Minhas Mães e Meu Pai”? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, é muito bom. Annette Bening manda muito bem no filme. Merece o Oscar. Aquela cena dela depois de descobrir os fios de cabelo é fantastisca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... Deixa eu te contar uma novidade em primeira mão. Resolvi! No próximo ano terei um filho. Produção independente também. Já tá na hora, acho que tenho estrutura financeira e mental pra segurar a parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mesmo? E o que a Joana acha disso, vocês estão juntas há tempos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lance é meu, mas estamos bem resolvidas quanto a isso. Conversamos tudo o que tínhamos para conversar. Sou eu que quero, ela vai ser a “tia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, vai fazer o mesmo que as personagens de Juliette e Annette no filme? Viu só a confusão que deu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não. Apesar de homem ser completamente dispensável, gosto de pinto. Assim, assim...Vou uma noite dessas em que eu me achar fértil e preparada, sair por aí, achar um homem simpático e transar. Eu me garanto, me acho ainda bem gostosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é sim. Entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de pinto, já disse né, mas muito de vez em nunca. Homem é dispensável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, você já falou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... Pode ser de outro jeito também. Algum amigo... se eu tiver sorte e engravidar, conto para ele, se quiser ajudar é benvindo, senão tá tudo bem, é completamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispensável (comenta Léa do outro lado da mesa, entrando no meio da conversa), eu também acho. Depois de dois ex-maridos então... Agora, homens na minha vida, só meus dois filhos. Homens são completamentes dispensáveis. Aliás, estou nervosa, vou hoje à noite me encontrar com uma meninha que conheci na minha loja nesta semana. Marcamos para hoje à noite. Aliás Bia, você podia até me dar uns toques né, já que estou adentrando num novo mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida, vai tranquila que vai dar tudo certo. É uma coisa de dentro pra fora, como tenta explicar a Juliette para o filho uma certa hora no filme. Não é Beto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... (eu calado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei bem pertinente. Não da para explicar, é de mulher pra mulher... Olha lá Beto, a churrasqueira, vai queimar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Pra isso eu não sou dispensável né? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Magoei! Você é amiguinho. Não conta. E para certas coisas não. (elas riem e eu saio da mesa menor do que antes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usei a histórinha – verídica – acima, para ilustrar o fato desse filme ser tão legal. Sim, legal é o termo certo. Esse filme esta para o ano de 2010, assim como 500 Dias com Ela está para o ano de 2009. É aquele filme, que se não é o melhor do ano, é o mais simpático, o mais “cool”. Quem não assistiu, assista correndo. E sem preconceito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5365012714971995251?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5365012714971995251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/01/minhas-maes-e-meu-pai-lais-chalodenko.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5365012714971995251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5365012714971995251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/01/minhas-maes-e-meu-pai-lais-chalodenko.html' title='Minhas Mães e Meu Pai - Lais Chalodenko'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TTijPdxsbLI/AAAAAAAAAOc/Rh4AgQZ-KUk/s72-c/minhas+maes+e+meu+pai.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-287669500235335739</id><published>2011-01-12T01:22:00.009-02:00</published><updated>2011-01-17T11:33:31.698-02:00</updated><title type='text'>Além da Vida – Clint Eastwood</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TS0eSW_poMI/AAAAAAAAAOE/qK_IduV_iyo/s1600/Al%25C3%25A9m+da+Vida+%25E2%2580%2593+Clint+Eastwood.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="456" src="http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TS0eSW_poMI/AAAAAAAAAOE/qK_IduV_iyo/s640/Al%25C3%25A9m+da+Vida+%25E2%2580%2593+Clint+Eastwood.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: small;"&gt;Já faz tempo que não escrevo nada no blog, que agora reformado, me traz novamente motivos para tê-lo de novo na minha vida. Nada melhor para este reencontro do que recomeçar com um texto sobre o melhor dos melhores na atualidade. Sim, é ele, herdeiro direto – na minha modéstia opinião – do diretor dos diretores: John Ford. Assim como o mestre antigo, Clint sabe como ninguém contar uma bela história, sem precisar de fantasiosas pirotecnias tridimensionais. Basta talento e simplicidade para se fazer o melhor cinema, falar sobre o ser humano e suas complexidades, como nos antigos filmes americanos que até hoje tanto encantam os cinéfilos pelo mundo afora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: small;"&gt;Clint Eastwood é um gênio, o melhor da atualidade, e mais uma vez prova isso mexendo num assunto espinhoso como vida após a morte – assunto tão em moda no cinema brasileiro -, em que outro diretor qualquer escorregaria feio. Mas não ele, que com sutil elegância, bota o assunto em pauta, mas o faz como que se abrissem mais uma porta da percepção, da procura do entendimento, basta a quem quiser adentrá-la ou não. &amp;nbsp;Maldição ou benção? Vida eterna em outro espaço, ou o vazio escuro da morte total? Depende de como cada enxerga seus limites, e há que respeitá-los. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: small;"&gt;Eu, particularmente, acho impossível que a vida se resuma a só isso aqui. Que nós, seres humanos burros, que não sabemos (ou podemos) usar sequer dez por cento da nossa cabeça animal (como diria Rauzito), morremos e vivemos pó. Não, isso não. Alma! Mas tudo é uma questão de fé, de acreditar ou não, cada um na sua, com todo o respeito. Belo exemplo é o personagem de Matt Damon neste filme, que vidente que é, acha isso uma maldição, o que para mim seria uma benção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: small;"&gt;Um espectador não acostumado com sua obra recente pode se surpreender logo com o inicio do filme. Numa cena de tsunami, que dificilmente haverá cena mais impactante no ano, Clint mostra que sabe como ninguém fazer uma cena de ação só para desenferrujar. É um filme de ação? Não, Clint no alto dos seus oitenta anos de idade, lentamente adentra novamente no universo complicado das relações humanas; da morte e principalmente da solidão. Temas tão recorrentes na sua espetacular obra recente. Parece que com este filme, Clint completa uma trilogia que começou com suas duas últimas obras-primas: Menina de Ouro e depois com Gran Torino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: small;"&gt;São três personagens distintos e distantes que sabemos que uma hora se encontrarão (que o mundo virtual mostra não ser tão distante assim) de três países diferentes que em comum, sofrem com algum tipo de experiência pós-morte. A francesa jornalista, que depois do terremoto no qual quase morreu, percebe que seu mundo de sucesso desmorona; O garoto inglês que perde o irmão gêmeo, seu alicerce diante de uma família totalmente desestruturada; O vidente americano que acha que seu dom é uma maldição e por isso vive isolado e solitário. Corta o coração suas refeições solitárias e a noturna companhia de Dickens. A solidão é comum a todos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: small;"&gt;Mais uma vez é nesse ponto crítico da vida moderna que Clint quer se ater, mesmo que use o tema de pós-vida como elo entre eles, pois independente do que acontece depois da morte, o que realmente importa é o agora, o que fazemos no hoje em nossas vidas. É impressionante como a solidão tem permeado os filmes do velho Clint. Seu olhar clínico nos mostrando o mundo de uma maneira geral, e a solidão das pessoas dessas capitais. Quanto mais a tecnologia faz o mundo menor, parece que é maior a distância entre as pessoas. Revendo outro dia Menina de Ouro, percebi que o grande ganho da boxeadora não foram as lutas e sim a amizade de seu técnico e vice versa, o prazer único de pelo menos uma vez na vida saborearem um pedaço de torta de limão juntos. Um momento de amor e sinceridade compartilhado de igual pra igual. Não seria isso o que procuramos o tempo todo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: small;"&gt;A vida é difícil amigo, tudo é complicado (Porque complicamos? Porque dificultamos?) e nós sempre temos que ir num determinado caminho, seguir em frente, apesar de tantos descaminhos. Talvez seja por isso que estou de volta ao mundo dos blogues, uma corda no barranco, no abismo. Talvez me matricule também num curso de culinária como o personagem de Damon, atrás de uma boca sensual a querer experimentar iguarias, talvez saia por aí berrando minhas dores. Nem sei. Por enquanto escrevo aqui, escuto músicas, falo com os poucos amigos cada vez mais distantes. Vivo o grande escândalo (como diria Caetano) de estar aqui só. Bebendo demais, amando de menos, mas sempre com esperanças de alterar a equação. E também assisto e agradeço a elegância do velho mestre do cinema, torcendo para que ele tenha vida longa como o outro velho Manuel de Oliveira, português cineasta ainda ativo aos cem anos, pois compartilhamos igualmente o amor pelo cinema, pelos belos filmes. E eu esteja vivo, seja lá onde quer que seja para apreciar seus belos exemplos dessas maravilhas cheias de elegância e beleza que criam. Salve! Salve o cinema!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-287669500235335739?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/287669500235335739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/01/alem-da-vida-clint-eastwood.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/287669500235335739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/287669500235335739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2011/01/alem-da-vida-clint-eastwood.html' title='Além da Vida – Clint Eastwood'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TS0eSW_poMI/AAAAAAAAAOE/qK_IduV_iyo/s72-c/Al%25C3%25A9m+da+Vida+%25E2%2580%2593+Clint+Eastwood.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-7073699482639798502</id><published>2009-01-20T17:57:00.007-02:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.232-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Queime Depois de Ler - Irmãos Coen</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SXYsyEC7WhI/AAAAAAAAALY/4ajNA2DfUu8/s1600-h/queime-depois-de-ler05.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="426" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293467650611698194" src="http://4.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SXYsyEC7WhI/AAAAAAAAALY/4ajNA2DfUu8/s640/queime-depois-de-ler05.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #993300;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, zapiando os canais de televisão numa tarde, me deparei com uma apresentadora, destes programas de fofoca, comentando com outra, que havia assistido a este filme no dia anterior e tinha detestado, e que não tinha entendido que graça havia no filme. Logo em seguida passou a falar com conhecimento de causa à respeito das fofocas sobre as "celebridades" atuais, como as mulheres frutas e seus derivados. Certamente esta mesma apresentadora, não deve ler jornais nem assistir aos noticiários, assim como nosso digníssimo presidente da República, que só assiste tv para ver seu Corinthíans. Não sabe ela que este singelo filme feito pelos últimos premiados do Oscar, os irmãos Coen, talvez seja a comédia mais corrossiva à respeito da &lt;br /&gt;nação mais rica do mundo, burra e perdida pelas mãos de seu presidente cawboy. Este filme retrata a era Bush. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Último filme assistido no ano passado por mim, foi uma grata surpresa perceber um dos melhores filmes do ano, melhor até do que aquele que poucos meses atrás lhe renderam um Oscar merecido de filme e direção: "Onde os Fracos Não Têm Vez".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não dá para não pensar em Bush, quando o ótimo J.K. Simmons aparece como um apalermado chefe da CIA, que parece mais perdido que seus oficiais subordinados. Quando recebe os informes à respeito dos problemas que cercam os outros personagens não menos patéticos e as mortes ocorridas. Suas reações, lembram Bush recebendo as notícias do 11 de setembro, no jardim de infância onde se encontrava, versando sobre patos com alunos com os quais ele deveria fazer parte. Em outro momento, Simmons dá ordens para seus subordinados, em que mais parece Bush mandando atacar o Iraque, pois o carrasco Saddan havia magoado e desrespeitado o papai Bush, e isso não se esqueçe, mesmo que pra isso tenha que se inventar bombas ameaçadoras, que não existiam e até agora, no seu último dia de mandato, não existem.Patético.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais patético ainda são os outros personagens que adentram numa cadeia de falsas informações a respeito de supostas confidencialidades da CIA, retiradas de um ex-agente afastado por "problemas com as bebidas". Todos são uns frustados solitários que se acham grande coisa e transformam coisas inúteis como as memórias da ex-agente bêbado, vivido por Malkovich, em bomba prestas a estourar na mão de cada um deles. Uma coisa pequena, que se torna grande devido à soberba de cada um dos envolvidos, como a personagem de Frances McDormand, que se achando possuídora junto com o amigo de trabalho Brad Pitt (excelente coadjuvante) de documentos importantes, resolve chantagear o ex-agente da Cia, para conseguir dinheiro para fazer suas tão sonhadas plásticas, afins de conseguir finalmente arrumar um namorado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não dá para deixar de fazer um paralelo destes personagens que "se acham" e na verdade só se complicam, com os "sábios" economistas americanos, que em meio às suas atrapalhadas genialidades deflagaram a maior crise economica mundial, só comparável aos anos de depressão a quase um século atrás. Hoje, um milhão (declarados) de americanos estão falídos, e outros países do mundo estão indo pro mesmo saco, como exemplo o Japão, onde brasileiros estão nas ruas sem emprego e sem dinheiro nem para a passagem de volta para o Brasil. Como as coisas tomaram estas proprorcões? Onde estavam os gênios economistas americanos com seus salários milionários que não pressumiram tamanha catrástofe? Soberba, é tudo soberba. Me parecem o personagem de Brad Pitt ( que merece o Oscar por este pequeno e bom trabalhado papel) se achando possuidor de grande coisa, quando na verdade não passava de um bobo da corte, um idiota patético.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não contente com as críticas ao governo e a economia, os irmãos Coen ainda destilam seus venenos para as mulheres americanas nessa nova ordem mundial, que fez com que elas ganhassem - logo após a segunda guerra, mais precisamente nos anos sessenta - suas emancipações e conquistas feministas. Em meio à esposa (Elisabeth Marvel) e a amante (Tilda Swinton) se encontra um apalertado George Clooney, que não sabe se portar e mais parece um joguete em meio à duas mulheres de sucesso e poderosas, que quando se encontram, ambas chamam uma a outra de frias e egoístas, como de fato são. Parece que os irmãos Coen se perguntam: Pra quê tantas conquistas mulheres americanas? Para se tornarem isso? Frias e egoístas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Engraçado que as críticas que chegaram a respeito deste filme, diziam que este seria um filme cômico e despretencioso dos irmãos, já que haviam acabado de realizar anteriormente uma obra-prima tensa e profunda. Não concordo, pois nem acho o filme engraçado, ao contrário, é triste, seus personagens são tristes e solitários. E o recado é que ou a América abre os olhos e enxerga que já não é mais a bam-bam-bam mundial, haja visto seu presidente e seus economistas, ou estão todos condenados à bobos da corte, patéticos ex-líderes afundados na suas próprias soberbas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já vai tarde Bush! Abre o olho Obama!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-7073699482639798502?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/7073699482639798502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2009/01/queime-depois-de-ler-irmos-coen-outro.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7073699482639798502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7073699482639798502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2009/01/queime-depois-de-ler-irmos-coen-outro.html' title='Queime Depois de Ler - Irmãos Coen'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SXYsyEC7WhI/AAAAAAAAALY/4ajNA2DfUu8/s72-c/queime-depois-de-ler05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-6114905743722069535</id><published>2009-01-03T12:47:00.005-02:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.232-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Um Homem Bom - Vicente Amorin</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SV96tdA8wpI/AAAAAAAAAKw/Fq5vQQL7uSE/s1600-h/um+homem+bom.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="424" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287079408857563794" src="http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SV96tdA8wpI/AAAAAAAAAKw/Fq5vQQL7uSE/s640/um+homem+bom.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive curiosidade sobre o período em que houve o golpe militar no Brasil, principalmente na sua fase mais dura após o AI-5. São incontáveis filmes que falam sobre esta época macabra da história brasileira, mas sempre pela ótica da esquerda, de quem sofreu torturas através dos militares. Lembro do primeiro filme que assisti sobre o assunto, se não me engano era "Pra Frente Brasil" em que Reginaldo Farias era confundido com um "terrorista" pelos milicos e era duramente torturado.Uma cena não me saí da cabeça que é quando Carlos Zara enfiava um cacetete "lá",no personagem de Reginaldo, que estava num pau de arara, e dizia que essa era a hora em que eles mais gostavam.Extremamente cruel. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Este filme, assim como outros tantos como o &lt;br /&gt;recente "Batismo de Sangue", sempre pintaram os militares como loucos sádicos. Não duvido nem um pouco, pois existem provas concretas sobre a tal época absurda. O problema é que até hoje (se não estiver enganado) nunca vi ou li qualquer relato sobre alguém do lado de lá, isto é, algum militar, que resolveu relatar o que de fato acontecia, seja por arependimento, ou mesmo sadismo. Não é possível que todos concordassem, entre eles. Será que não havia algum militar que percebia que eles estavam passando do ponto? Que de repente se viu numa roubada, e pelos códigos de conduta praticados dentro da corporação, teve que se calar mesmo não concordando com as atitudes extremas? Seria muito interessante assistirmos algum filme que mostrasse o outro lado.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Digo isso tudo porque Vicente Amorim foi tratar de uma ferida desse tipo, mas não de caráter nacional, e sim mundial, pois o nazismo de certa forma, afetou não só os alemães, mas o mundo inteiro. O nazismo, com seu extermínio aos judeus, e sua procura pela pura raçã alemã, é talvez, a fase mais inacreditável da história mundial. Vendo os vários filmes a respeito dessa época, sempre me fiz a mesma pergunta quanto aos oficiais do exercito alemão. Será que não tinham pessoas lá dentro, que enxergassem a grande loucura que Hitler produzia? Será que eles utilizavam metodos de hipnoze, como às vezes me parece, quando vejo estes pastores picaretas na televisão? É tudo tão incrível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como uma bactéria, ou melhor, uma epidemia, o nazismo foi se alastrando na Alemanha e modificando a vida das pessoas. Este filme conta a história de dois amigos, sendo que um é professor universitário, vivido por Viggo Mortensen e o outro um psiquiatra rico e prestigiado, vivido por Isaacs. O personagem de Viggo vive uma pacata vida de professor em volta a uma mulher depressiva e uma mãe com demência, quando um livro seu sobre eutanásia caí nas mãos e nas graças de Hitler. Isso serve para sua mudança e escalada social na vida, enquando que com seu amigo judeu, ocorre exatamente o oposto, a descida aos infernos, pela perseguição que começa a sofrer e suas consequências. Quando o professor realmente caí em si, e percebe o que seu envolvimento com o partido nazista traz, e suas reais consequencias, percebe que é tarde demais para seu amigo e para si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gostei muito do primeiro filme de Amorim, lembro com carinho de Claudia Abreu cantando as músicas de Roberto Carlos, numa interpretação maravilhosa, assim como seu par no filme, Wagner Moura. No seu segundo filme, Amorim quis voar mais alto, e foi fazer um filme com produção e língua inglesa e com atores do porte de Viggo Mortensen e Jason Isaacs.E é neste dois atores fantásticos que o filme todo se equilibra, pois sabiamente Amorim dirige o filme com descrição e deixa os dois atores brilharem com interpretações perfeitas, pois na verdade, a história central do filme e sobre a amizade entre os dois tendo o nazismo como pano de fundo, ou melhor, como a bactéria que destruiu a Alemanha.Destruiu a amizade perfeita e a vida de dois bons homens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-6114905743722069535?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/6114905743722069535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2009/01/um-homem-bom-vicente-amorin-sempre-tive.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6114905743722069535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6114905743722069535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2009/01/um-homem-bom-vicente-amorin-sempre-tive.html' title='Um Homem Bom - Vicente Amorin'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SV96tdA8wpI/AAAAAAAAAKw/Fq5vQQL7uSE/s72-c/um+homem+bom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8676167728337447642</id><published>2008-12-19T13:09:00.005-02:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.232-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Feliz Natal – Selton Mello</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SUu5T75CsTI/AAAAAAAAAKg/oqBSoeHqF00/s1600-h/feliz-natal-2008-02.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="425" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281518740167635250" src="http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SUu5T75CsTI/AAAAAAAAAKg/oqBSoeHqF00/s640/feliz-natal-2008-02.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Mais uma vez recorro ao passado para falar sobre determinado assunto, acredito que é na infância que traçamos nossas diretrizes. Tanto é que assistindo a este filme, me lembrei de um natal em família, eu devia ter uns nove anos de idade, talvez menos.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Criança é cheia de vitalidade e esperanças, e naquele natal especificamente, eu estava todo prosa, estava enamorado – namorico de infância - da neta de uma vizinha e ela estaria lá para passarmos juntos a noite de natal. Me agradava ver tantos parentes e amigos juntos, além de poder ficar acordado até tarde, afinal era festa, era natal. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Velhas rugas eram esquecidas, todos &lt;br /&gt;sorriam e se cumprimentavam felizes. Parentes que eu não via há tempos, apareciam com suas roupas novas, copos cheios nas mãos, enquanto o último Roberto Carlos tocava sem parar na vitrola, afinal desde que me conheço por gente, todo natal vem acompanhado de um novo disco do Rei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que minha alegria caiu por terra numa fração de segundos, pois conforme o alcool foi subindo para as cabeças das pessoas, os ressentimentos foram aflorando (mesmo criança eu podia sentir no ar) e em questão de segundos aconteceu uma cena digna de filme ruim. Lembro do perú (que eu ainda adoro) em cima da mesa, das frutas natalinas e uma faca – que era para cortar o perú - na mão de um parente. Muitos gritos, choros por causa de um acerto de contas motivado por ciumes e bebedeira, que quase dá em tragedia. Lembro de assistir a tudo, principalmente do perú em cima da mesa e da música do Roberto: “Por que me arrasto aos seus pés/ Por que dou tanto assim/ E porque não peço em troca/Nada de volta pra mim”. Patético, cena de dramalhão de quinta. Minha mãe me pegou pela mão e fomos embora antes da meia-noite, sem beijinho de namorada (que correu pra sua casa, enquanto eu morria de vergonha) e sem um pedacinho sequer do perú. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde então passei as noites de natal sempre receoso, achando até graça de certas cenas falsas, de como todo mundo se ama e se adora. Muita coisa jogada para debaixo do tapete, afinal é natal. Não que eu não ache que deva se trabalhar estes sentimentos de fraternidade, mas tem vezes que chega a ser ridículo, e pior, doído. Muitos dirão: qual é a família que não tem defeitos? Sim, mas umas têm mais defeitos que as outras, isso é certo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E é sobre uma dessas famílias que Selton Mello resolveu falar no seu primeiro filme. Assunto espinhoso, difícil. Apesar de abusar dos closes, Selton acerta a mão ao mostrar uma família despedaçada, árida e cheia de mágoas. Todos estão falidos emocionalmente, e a chegada de um irmão vivido pelo ótimo Medeiros, literalmente surgido de um ferro velho, faz as ferrugens se mostrarem. Como bom ator que é, consegue extrair de todos seus atores interpretações perfeitas, doídas, pulsantes. Se o abuso de closes às vezes chega a incomodar, dá para se notar com o passar do filme, que eles são propositais, pois o diretor quer pegar os personagens em suas epidermes, seus suores, seus cheiros e incomodar o espectador. Algumas cenas são impressionantes, como a mãe falando sobre o verdadeiro valor do natal enquanto todos se servem de arroz na mesa farta. Ou mesmo o momento em que os dois irmãos ficam a se olhar no bar sem dizer uma palavra sequer e ao mesmo tempo dizendo tanta coisa, tantas mágoas, tantos ressentimentos. Mello foi muito feliz em trazer de volta à cena Paulo Guarnieri como o irmão que (aparentemente) deu certo, e por isso leva a família e os problemas nas costas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um filme difícil de degustar, com claras referencias (ao meu ver) de “O Pântano” de Lucrécia Borges. Mas muito corajoso na sua ousadia de se fazer um filme de estréia triste, deprimido, mas verdadeiro. Que venham outros filmes deste novo e ótimo diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8676167728337447642?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8676167728337447642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/12/feliz-natal-selton-mello-mais-uma-vez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8676167728337447642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8676167728337447642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/12/feliz-natal-selton-mello-mais-uma-vez.html' title='Feliz Natal – Selton Mello'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SUu5T75CsTI/AAAAAAAAAKg/oqBSoeHqF00/s72-c/feliz-natal-2008-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-166222646979345130</id><published>2008-11-01T12:51:00.006-02:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.233-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Os Desafinados – Walter Lima Jr.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SQxtUB9G7cI/AAAAAAAAAKY/quBA4Z5wTn4/s1600-h/desafinados02.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="423" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263702255378820546" src="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SQxtUB9G7cI/AAAAAAAAAKY/quBA4Z5wTn4/s640/desafinados02.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desafinado, ou melhor, desatualizado, com os recentes acontecimentos - como a Mostra, e mesmo o cinema de uma maneira geral - pois fiquei algumas semanas meio que fora do ar, acabei assistindo a este filme apenas recentemente, na raspa do tacho, nos cinemas. Apesar da minha saudade pela tela grande e a pré-disposição para acentuar os pontos positivos de uma produção nacional, inclusive pelo tema que muito me agrada, o resultado acabou me decepcionando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, embalado pelas comemorações de aniversário da Bossa Nova, reli “Chega de Saudade” de Ruy Castro e em seguida li a maravilhosa biografia &lt;br /&gt;sobre Tom Jobim, escrita por Sérgio Cabral (o pai, não o governador) e em ambos, o que se ressalta é o quanto aquela turma liderada pelo super Jobim e seus não menos super-músicos-poetas, fizeram pela música, de forma positiva e mundial. Gostando ou não, eles foram muito bem sucedidos. Decantaram o Rio de Janeiro dos anos dourados, do presidente Bossa Nova, da primeira conquista mundial e em seguida a segunda Copa, quando o Brasil realmente parecia o país do futuro. Em ambos os livros se conta a história real de pessoas que foram muito bem sucedidas naquilo que se propuseram, parece até que foi tudo um mar de rosas. Mas não foi bem assim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Realmente, foi uma grande idéia do diretor do belo e poético “A Ostra e o Vento”, a de contar a história de alguns músicos que não conseguiram trilhar o sucesso que Jobim e outros trilharam, tanto aqui quanto fora do Brasil. Inclusive, personagens como o de Rodrigo Santoro são baseados em fatos verídicos, por mais incrível que pareça. Tinha tudo para se tornar um filme histórico, mas saiu... Desafinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar várias coisas que saíram corretas, como a personagem de Cláudia Abreu e seu banho na banheira (desculpe Pedro Cardoso) e sua sintonia com Santoro. O cineasta que no passado era um engajado socialista vivido por Selton Mello, que nos dias atuais virou um diretor publicitário capitalista. As belas canções do próprio diretor com Jair Oliveira, ou mesmo a comovente interpretação de Alessandra Negrini para “Caminhos Cruzados”, canção que sempre me emociona. Mesmo as cenas em Nova York, no parque, são muito bonitas, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do poético e musical (sim, as cenas se interligam como uma sinfonia) “A Ostra e o Vento”, e porque não mencionar “ O Monge e a Filha do Carrasco”, aqui as cenas não se encaixam (logo um filme tão musical), tem horas que o filme se perde em sua montagem, e algumas cenas com os músicos, nos dias atuais, são realmente constrangedoras e desnecessárias, como a patética cena final, do filho desconhecido que volta. Como pode um diretor tarimbado e talentoso como Walter Lima permitir uma macacada como aquela dublagem entre Selton Mello (cineasta jovem) e Arthur Kohl (cineasta velho)? Ah, insensatez! Não faz sentido algum, e acaba atrapalhando e muito uma obra que deveria ser ímpar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo querendo gostar, o resultado final acabou ficando aquém do esperado. Que pena. Mas de qualquer forma, viva a Bossa Nova e seus músicos, com sucesso ou não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-166222646979345130?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/166222646979345130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/11/os-desafinados-walter-lima-jr.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/166222646979345130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/166222646979345130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/11/os-desafinados-walter-lima-jr.html' title='Os Desafinados – Walter Lima Jr.'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SQxtUB9G7cI/AAAAAAAAAKY/quBA4Z5wTn4/s72-c/desafinados02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-23865901980403136</id><published>2008-10-09T14:00:00.009-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.233-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Linha de Passe – Walter Salles e Daniela Thomas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SO445hWDUOI/AAAAAAAAAKQ/9wZlAy2pupg/s1600-h/linha-de-passe.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="414" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255200376042508514" src="http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SO445hWDUOI/AAAAAAAAAKQ/9wZlAy2pupg/s640/linha-de-passe.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Caminhar, seguir em frente.Mesmo que tudo dê errado, que a desesperança tome conta de todos os nervos e vontades.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caminhar, seguir em frente.Mesmo se o "todo poderoso timão”estiver descendo para a segundona , jogar contra o Havaí ou outro timinho qualquer.Mesmo que a barriga esteja imensa de outra cria sem pai, de outra pia entupida. Caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar, atrás de uma fé pura, ou mesmo uma religião qualquer que traga alento, para aplacar a dor, do monstro invisível. Da falta de oportunidade, de &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;um emprego mixo, do não saber pra onde ou por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar, pilotar, entre poluída metrópole cheia de gente, cheia de carros e motos, passar invisível pelos bairros chiques, pelos homens engravatados, na correria de ser mais um entre tantos a trabalhar tanto por tão pouco. E se segurar (ou não) para não adentrar no mundo da contravenção, do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar, dia e noite a procura de um ser paternal, pelos ônibus e pelas caras estranhas e pouco amigáveis, afins de (talvez) encontrar um pouco de conforto no meio de tanto desconforto material e espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar e lutar pelo sonho de ser alguém especial, acreditar no talento que tem, ser um jogador, mesmo que todos digam, que igual tem pra mais de cem e mesmo assim não desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retrato de tantos espalhados pela terceira metrópole do mundo: São Paulo. Sua periferia imensa, feia e cinzenta, que fica muito longe das Vilas Madalenas, das Paulistas e Augustas, trás consigo a marca de guerreiros invisíveis que não aparecem nas novelas, na TV. A não ser quando seja para mostrar algum crime, ou jogador de futebol que deu certo, que venceu, como Cafu na copa gritando Jardim Irene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta de uma família moradora do bairro da Cidade Líder, entre uma mãe e seus quatro filhos homens (e outro na barriga). A esperança de um deles de se tornar um jogador de futebol e assim ajudar a todos a sair da pobre vida de necessidades. A difícil “linha de passe” entre um e outro para sobreviverem no mundo, na periferia e entre eles mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walter Salles e Daniela Thomas voltam a parceria, e tão bem nascidos e criados por Salles, Santiagos e Ziraldos, mostram uma veia poética e artística cada vez melhor. A linha de passe entre ambos, é novamente capaz de trazer aos cinéfilos mais uma obra excepcional, e principalmente original. Os diretores, nesta terceira parceria, conseguem enxergar e mostrar com rara sensibilidade o cotidiano desses personagens. Não os faz como sofredores e coitados, e sim como seres fortes, que na areia movediça da vida, procuram sobreviver. Apesar de tudo, apesar de todos, apesar do céu carregado e cinzendo. Caminhar, continuar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-23865901980403136?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/23865901980403136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/10/linha-de-passe-walter-salles-e-daniela.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/23865901980403136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/23865901980403136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/10/linha-de-passe-walter-salles-e-daniela.html' title='Linha de Passe – Walter Salles e Daniela Thomas'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SO445hWDUOI/AAAAAAAAAKQ/9wZlAy2pupg/s72-c/linha-de-passe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5901762172092762832</id><published>2008-09-22T13:12:00.004-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.233-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Ensaio sobre a Cegueira – Fernando Meirelles</title><content type='html'>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SNfEFMjco7I/AAAAAAAAAKI/MeW6RhBYERk/s1600-h/ensaiosobrecegueira_3.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="427" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248879484271895474" src="http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SNfEFMjco7I/AAAAAAAAAKI/MeW6RhBYERk/s640/ensaiosobrecegueira_3.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;Acho que está correta a atitude de Meirelles em não ler as críticas a respeito do seu último filme. Afinal, deve ser duro adaptar um livro ganhador de Nobel e classificado por muitos – inclusive o próprio Zaramago - como uma adaptação impossível. Eu mesmo já li tantas críticas bestas, que deveria não ter lido, ao mesmo tempo em que é legal ver opiniões tão divergentes. Uns dizem que ele deveria ter sido mais fiel ao livro, outros que deveria ter tido mais liberdade. As opiniões se divergem entre quem gostou ou não do livro, e até entre aqueles que nem chegaram a ler a obra do português.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei o filme ótimo, mas com algumas ressalvas. Eu sou da turma que acha &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;que ele deveria ter sido fiel o máximo possível ao livro, pois considero o mesmo uma obra-prima, talvez o melhor livro que li na última década, juntamente com “Ratos e Homens” que também tem uma adaptação para o cinema, feita por Gary Sinise bem meia boca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho guardado na memória cada detalhe importante do livro, e a impressão que tenho é de que Meirelles preferiu “pegar leve” em algumas partes, afins de não machucar a sensibilidade do gosto médio americano, pois é de lá que depende a maior parte da bilheteria e conseqüentemente o sucesso do filme. Aqueles curtidores de “Senhor dos Anéis” certamente se chocariam com a sujeita fétida que o livro exala em suas paginas, assim como a cena do estupro grupal em meio a fezes e urinas. A fotografia branca e leitosa tratou de esconder a sujeira, o que para mim é uma pena. Mas esteticamente ficou muito bonito, isso é inegável. Também, Meirelles preferiu não mexer no vespeiro da religião, ponto forte e freqüente da obra do ateu Zaramago. No livro, uma das coisas mais fortes, é quando a mulher que enxerga entra numa igreja e vê todos os santos com os olhos encobertos e comenta o que vê, os fiéis que estão na igreja escutam, e ela é quase linchada por isso. Uma clara crítica à crença religiosa do autor do livro, que Meirelles preferiu ocultar no filme. O diretor também decidiu retirar do roteiro a “velha que comia carne crua”, personagem interessante, que deve ter ficado de fora por falta de espaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o engraçado numa adaptação de um livro que eu já li, a leitura que o diretor faz de algumas passagens, diferente da minha percepção, como na cena em que o médico faz amor com a moça dos óculos escuros. Na minha percepção de leitor, aquilo tinha sido muito amoroso e carinhoso, inclusive com os olhares desejosos e cúmplices da mulher que enxergava, que se sentia excluída justamente por ter o poder de enxergar. Era a carência dos iguais na cegueira branca, contra a carência daquela solitária mulher que tinha que enxergar aquela sujeita toda. Já no filme ficou mais carnal e rápido. No mais, o filme me passou uma sensação de frieza incrível, é como se todas aquelas cenas se passassem num lugar em que houvesse neve e muito frio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pena que o “cão das lágrimas” não teve uma adaptação à altura de sua importância no livro, pois ele é tão importante quando a “Baleia” de “Vidas Secas”. Mas no final o resultado ficou ótimo, com atores muito bem dirigidos, como já é de praxe nos filmes de Meirelles e a certeza que o mesmo definitivamente entrou para a galeria dos grandes diretores mundiais da atualidade, o que não é pouca coisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5901762172092762832?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5901762172092762832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/09/ensaio-sobre-cegueira-fernando.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5901762172092762832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5901762172092762832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/09/ensaio-sobre-cegueira-fernando.html' title='Ensaio sobre a Cegueira – Fernando Meirelles'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SNfEFMjco7I/AAAAAAAAAKI/MeW6RhBYERk/s72-c/ensaiosobrecegueira_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5481641425131454121</id><published>2008-09-18T13:49:00.006-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.233-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Mistério do Samba – Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SNKGx9kNQ7I/AAAAAAAAAKA/OojN__hNr-Y/s1600-h/misterio.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="400" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247404708738188210" src="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SNKGx9kNQ7I/AAAAAAAAAKA/OojN__hNr-Y/s640/misterio.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Sentimentos em meu peito eu tenho demais”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimentos adormecidos afloram já bem no começo deste singelo e genial filme, é quando a câmera percorre janelas e mobílias antigas em Osvaldo Cruz, bairro da Portela, ao som de um entre tantos belos sambas, as lágrimas já começam a rolar nos olhos. O cinema está cheio – que bom – e eu tento disfarçar. Mas não por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade de tempos idos é o que move este documentário que procura retratar o que é, e também o que representa a Velha Guarda da Portela para o samba e &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;para o Brasil, que sem memória, não sabe cuidar de seus tesouros. Eu de minha parte, assisto ao filme comovido, com o coração apertado com saudades do que não vivi, com saudades das belezas que sei que existem, mas não pude vivenciar na minha pobre vida. Afinal de contas, quanta riqueza e poesia na alma daquela gente pobre e sem instrução, provando que cultura não tem nada haver com sabedoria. O que move a vida daqueles velhos acadêmicos do samba é a paixão pela amizade de tempos, a roda de sonho e samba tradicionalmente feito apesar do tempo e velhice no corpo, mas não na alma. Uma cena entre tantas do filme ilustra bem este sentimento que é quando a Velha Guarda toca em um botequim e uma senhora passa em frente ao bar com suas compras do mercado, ela pára, larga a sacola no chão e dança miudinho lindamente, vira moça jovem e sorridente, depois pega sua sacola e segue seus afazeres, só que bem mais leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso tudo acontecer, foi preciso um trabalho demorado e delicado por parte da portelense e também produtora do filme, Marisa Monte, que como uma verdadeira Indiana Jones do samba, foi atrás de relíquias e baús escondidos de sambistas já mortos que nunca tiveram a atenção devida. Sua empreitada se fez por ela achar que – como ela mesma diz no filme- indo atrás daqueles sambas antigos o mundo ficaria mais bonito. Pois é, já não bastava ser a melhor cantora do Brasil, também é a caçadora e arqueóloga do samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima de melancolia envolve o filme o tempo todo. Um bom exemplo é quando “As Pastoras” junto com Marisa cantam, com a cidade do Rio de Janeiro ao fundo: “Mais hoje em dia eu não tenho mais/ A alegria dos tempos atrás...” As vozes vão diminuindo, as lembranças aflorando. Saudades da mocidade, saudades da época em que o carnaval era só coração, e não uma indústria de bicheiros. Na platéia, eu e outras pessoas, já não nos preocupamos em disfarçar o choro, interessante perceber uma moça jovem e bela próxima a mim chorando bastante, provando que o tempo pode até passar, mas os sentimentos podem ser sempre atuais e juntam almas afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a momentos engraçados também, quando o filme retrata a velhice gaiata de Seu Argemiro, que segundo Zeca Pagodinho era o velho mais safado da Portela. Ou mesmo Jair do Cavaquinho, que graças à Marisa Monte gravou seu único disco e veio a falecer, assim como Seu Argemiro, logo após o término das filmagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa, Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho são coadjuvantes de luxo neste filme, em que as estrelas são estes velhos sambistas da Portela. Que mesmo escondidos ou mesmo esquecidos em Osvaldo Cruz fazem e fizeram deste mundo um lugar melhor através do samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Brasil faça por merecê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5481641425131454121?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5481641425131454121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/09/mistrio-do-samba-lula-buarque-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5481641425131454121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5481641425131454121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/09/mistrio-do-samba-lula-buarque-de.html' title='Mistério do Samba – Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SNKGx9kNQ7I/AAAAAAAAAKA/OojN__hNr-Y/s72-c/misterio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-699550236832815448</id><published>2008-08-25T16:42:00.006-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.234-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Melhores filmes - 2008</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SLMLZfWZmSI/AAAAAAAAAHo/Ts0HiCnTVuI/s1600-h/juno+joia.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="412" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238543324102105378" src="http://4.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SLMLZfWZmSI/AAAAAAAAAHo/Ts0HiCnTVuI/s640/juno+joia.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recentemente, a liga dos blogues (da qual faço parte), fez a escolha dos melhores filmes lançados nos cinemas do Brasil, no primeiro semestre de 2008. Por absoluta incompetência minha, acabei perdendo a data limite para envio dos meus indicados. De qualquer forma, seleciono abaixo todos os filmes que assisti no primeiro semestre deste ano, não só no cinema, mas em DVD também. Lesado que sou, acabei perdendo filmes imperdíveis como “Serras da Desordem”, “I Not Here”, “Apenas Uma Vez”, entre outros. Como no ano passado, que acabei perdendo “Maria” de Abel Ferrara – obra-prima- que só recentemente assisti em DVD neste ano. Incluo as minisséries na lista, pois acredito ser o que de melhor Hollywood têm produzido ultimamente, haja vista &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;a quantidade de filmes ruins feitos para o cinema. Alias, acho este semestre bem fraquinho, se for compará-lo há anos anteriores. Não que não haja ótimos filmes (“Sangue Negro”, “A  Espiã”, “Onde os Fracos Não Tem Vez”, etc), talvez chatice minha, mas poucos filmes me tocaram e entraram para aquele seleto grupo de filmes especiais, aqueles que temos vontade de ter na videoteca, honra seja feita ao frescor de “Juno” e “Um Beijo Roubado”, primeiro filme americano de Wong Kar-Way. Acho que os bons roteiristas migraram para as minisséries, e os europeus – principalmente Itália e França – vivem de nostalgia, de tempos idos. Espero que o segundo semestre seja melhor, e curioso, aguardo a adaptação de “Ensaio Sobre a Cegueira” – um dos melhores livros do mundo - de Meirelles e o novo de Walter Salles, para quem sabe, salvarem o ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, segue a lista por ordem de preferência, que certamente irá mudar até o fim do ano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 –&lt;b&gt; LOST&lt;/b&gt; – 4º temporada – DVD -   * * * * *&lt;br /&gt;2 – &lt;b&gt;MARIA &lt;/b&gt;– Abel Ferrara – DVD - * * * * *&lt;br /&gt;3 – &lt;b&gt;Juno&lt;/b&gt; – Jason Reitman * * * * *&lt;br /&gt;4 – &lt;b&gt;Um Beijo Roubado&lt;/b&gt; – Wong Kar-Way  * * * * *&lt;br /&gt;5 – &lt;b&gt;Os Chefões&lt;/b&gt; – Abel Ferrara (DVD)  * * * *&lt;br /&gt;6 – &lt;b&gt;Medo da Verdade&lt;/b&gt; – Ben Affleck (DVD)  * * * *&lt;br /&gt;7 – &lt;b&gt;Sangue Negro&lt;/b&gt; – Paul Thomas Anderson  * * * *&lt;br /&gt;8 – &lt;b&gt;O Banheiro do Papa&lt;/b&gt; – César Charlone e Enrique Fernandez  * * * *&lt;br /&gt;9 – &lt;b&gt;A Espiã&lt;/b&gt; – Paul Verhoeven  * * * *&lt;br /&gt;10 – &lt;b&gt;Onde Os Fracos Não Tem Vez&lt;/b&gt; – Irmãos Coen  * * * *&lt;br /&gt;11 – &lt;b&gt;Falsa Loura&lt;/b&gt; – Carlos Reichenback  * * * *&lt;br /&gt;12 – &lt;b&gt;Desperate Houseways&lt;/b&gt; – 3º temporada  (DVD)   * * * *&lt;br /&gt;13 – &lt;b&gt;Greys Anatomy&lt;/b&gt; – 2º temporada (DVD)  * * * *&lt;br /&gt;14 – &lt;b&gt;Greys Anatomy&lt;/b&gt; – 1º temporada (DVD)  * * * *&lt;br /&gt;15 – &lt;b&gt;Roma &lt;/b&gt;– 1º temporada (DVD)  * * * *&lt;br /&gt;16 – &lt;b&gt;House &lt;/b&gt;– 1º temporada (DVD)  * * * *&lt;br /&gt;17 –&lt;b&gt; Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto&lt;/b&gt; – Sidney Lumet  * * * *&lt;br /&gt;18 – &lt;b&gt;Na Natureza Selvagem&lt;/b&gt; – Sean Penn  * * * *&lt;br /&gt;19 – &lt;b&gt;Onde Andará Dulce Veiga ?&lt;/b&gt; – Guilherme de Almeida Prado * * * *&lt;br /&gt;20-  &lt;b&gt;Fim dos Tempos&lt;/b&gt; – M. Night Shyamalan  * * * *&lt;br /&gt;21 – &lt;b&gt;Entre o Céu e o Inferno&lt;/b&gt; – Craig Brewer (DVD)  * * * *&lt;br /&gt;22 – &lt;b&gt;A Família Savage&lt;/b&gt; – Tamara Jenkins * * * *&lt;br /&gt;23 – &lt;b&gt;Senhores do Crime&lt;/b&gt; – David Cronenberg  * * * *&lt;br /&gt;24 – &lt;b&gt;Os Indomáveis&lt;/b&gt; – James Mangold  * * * *&lt;br /&gt;25 – &lt;b&gt;Shine a Light&lt;/b&gt; -  Martin Scorsese  * * *&lt;br /&gt;26 – &lt;b&gt;O Gângster&lt;/b&gt; – Ridley Scott  * * *&lt;br /&gt;27 – &lt;b&gt;Depois do Casamento&lt;/b&gt; – Susanne Bier (DVD)  * * *&lt;br /&gt;28 –&lt;b&gt; Estômago&lt;/b&gt; – Marcos Jorge * * *&lt;br /&gt;29 – &lt;b&gt;Chega de Saudade&lt;/b&gt; – Laís Bodanzky  * * *&lt;br /&gt;30 – &lt;b&gt;Coisas Que Perdemos Pelo Caminho&lt;/b&gt; – Susanne Bier  * * *&lt;br /&gt;31 – &lt;b&gt;Sweeney Todd&lt;/b&gt; – Tim Burton  * * *&lt;br /&gt;32 – &lt;b&gt;Paranoid Park&lt;/b&gt; – Gus Van Sant  * * *&lt;br /&gt;33 – &lt;b&gt;Desejo e Reparação&lt;/b&gt; – Joe Wright * * *&lt;br /&gt;34 – &lt;b&gt;Ao Lado da Pianista&lt;/b&gt; – Denis Dercourt  * * *&lt;br /&gt;35 – &lt;b&gt;Heroes&lt;/b&gt; – 2º temporada (DVD)  * * *&lt;br /&gt;36 –&lt;b&gt; Jogos do Poder&lt;/b&gt; – Mike Nichols  * * *&lt;br /&gt;37 – &lt;b&gt;O Sonho de Cassandra&lt;/b&gt; – Wood Allen * * *&lt;br /&gt;38 – &lt;b&gt;À Procura de Vingança&lt;/b&gt; – David Von Ancken  * * *&lt;br /&gt;39 – &lt;b&gt;Dois Dias em Paris&lt;/b&gt; – Julie Delpy * * *&lt;br /&gt;40 – &lt;b&gt;Atos Que Desafiam a Morte&lt;/b&gt; – Gillian Armstrong (DVD)   * * *&lt;br /&gt;41 – &lt;b&gt;Antes de Partir&lt;/b&gt; – Rob Reiner  * * *&lt;br /&gt;42 – &lt;b&gt;Bella &lt;/b&gt;– Alesandro Gómes Monteverde  * * *&lt;br /&gt;43 – &lt;b&gt;Vestida Para Casar&lt;/b&gt; – Aline Brosh MacKenna  * *&lt;br /&gt;44 –&lt;b&gt; Corpo&lt;/b&gt; – Rossana Foglia  * *&lt;br /&gt;45 – &lt;b&gt;Homem de Ferro&lt;/b&gt; – Jan Favreu  * *&lt;br /&gt;46 – &lt;b&gt;Irina Palm&lt;/b&gt; – Sam Garbarski  * * *&lt;br /&gt;47 – &lt;b&gt;Polaróides Urbanas&lt;/b&gt; – Miguel Falabella  * *&lt;br /&gt;48 – &lt;b&gt;Banquete do Amor&lt;/b&gt; – Robert Benton  * *&lt;br /&gt;49 – &lt;b&gt;Agente 86&lt;/b&gt; – Peter Segal  * *&lt;br /&gt;50 – &lt;b&gt;O Diário de Uma Babá&lt;/b&gt; – Shari Springer Berman  (DVD)  * *&lt;br /&gt;51 – &lt;b&gt;Speed Racer&lt;/b&gt; – Andy e Larry Wachowski  * *&lt;br /&gt;52 – &lt;b&gt;O Suspeito&lt;/b&gt; – Gavin Hood  * *&lt;br /&gt;53 –&lt;b&gt; Eu Sou a Lenda&lt;/b&gt; – Francis Lawrence * *&lt;br /&gt;54 – &lt;b&gt;O Som do Coração&lt;/b&gt; – Kirsten Sheridan (DVD)  * *&lt;br /&gt;55 – &lt;b&gt;Ponto de Vista&lt;/b&gt; – Pete Travis (DVD)  * *&lt;br /&gt;56 – &lt;b&gt;Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal&lt;/b&gt; – Steven Spielberg  * *&lt;br /&gt;57 – &lt;b&gt;P. S. Eu Te Amo&lt;/b&gt; – Richard La Gravenese  *&lt;br /&gt;58 – &lt;b&gt;Um Sonho Dentro do Sonho&lt;/b&gt; – Anthony Hopkings (DVD)  *&lt;br /&gt;59 – &lt;b&gt;O Caçador de Pipas&lt;/b&gt; – Marc Foster  *&lt;br /&gt;60 – &lt;b&gt;Meu Nome Não é Johnny&lt;/b&gt; – Mauro Lima  *&lt;br /&gt;61 – &lt;b&gt;Em Pé de Guerra&lt;/b&gt; – Craig Gillespie  *&lt;br /&gt;62 – &lt;b&gt;Jogos de Amor em Las Vegas&lt;/b&gt; – Tom Vaughan  *&lt;br /&gt;63 – &lt;b&gt;Loucas Por Amor, Viciadas Por Dinheiro&lt;/b&gt; – Callie Khouri *&lt;br /&gt;64  - &lt;b&gt;Sex And City O Filme&lt;/b&gt; – Michael Patrick *&lt;br /&gt;65 – &lt;b&gt;Sexo Com Amor?&lt;/b&gt; – Wolf Maya &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-699550236832815448?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/699550236832815448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/08/recentemente-liga-dos-blogues-da-qual.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/699550236832815448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/699550236832815448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/08/recentemente-liga-dos-blogues-da-qual.html' title='Melhores filmes - 2008'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SLMLZfWZmSI/AAAAAAAAAHo/Ts0HiCnTVuI/s72-c/juno+joia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3024388226153479902</id><published>2008-08-12T13:33:00.003-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.234-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Batman - O Cavaleiro das Trevas - Christopher Nolan</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SKG7cwqiaFI/AAAAAAAAAHg/ib0gC2QeWQI/s1600-h/batman-cavaleiro-das-trevas02.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="408" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233670344755275858" src="http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SKG7cwqiaFI/AAAAAAAAAHg/ib0gC2QeWQI/s640/batman-cavaleiro-das-trevas02.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Só agora pude conferir este tão falado filme. Passado um mês desde a estréia, parece que a pueira baixou um pouco, e tentei assistí-lo não apenas pelo interesse no personagem de Heath Ledger, mas com real interesse num todo. Sempre assisto estas super-produções com um pé atras, além de ter achado o filme anterior muito chato, principalmente na recente revisão, para poder assistir a este melhor.Super-Herói pra mim é quem tem de enfrentar ônibus e trens lotados todos os dias, e na hora do almoço a marmita com zoião, mas isso é outra história...&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acontece que não pude evitar a especial atenção ao Coringa de Ledger. Este &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;era (e foi) seu passaporte definitivo ao grande time de estrelas do cinema. Mas o ator já chamava a atenção há tempos. Lembro dele em "O Patriota" fazendo o filho de Mel Gibson, com seus dentes azuis, antes da morte; Seu suicídio, após declarar o amor ao pai em "A Última Ceia";O irmão mentor da dupla, o mais tímido, que talvez por isso chamasse mais atenção em " Os Irmãos Grimm"; e principalmente seu Ennie Del Mar em "O Segredo de BrokeBack Mountain", naquela cena final antológica quando abraça a blusa do amado morto.Ele era talentoso, o próximo grande astro de uma Hollywood em decadência, pena que não deu tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este filme talvez seja o que mais gostei de todos, mas só o tempo dirá se está impressão está correta.Até porque não achei os outros lá grande coisa, sempre é muito barulho por pouco.Mas quem diria que alguém iria fazer um Coringa melhor do que Jack Nicholson? Com o tempo, seu personagem ficou caricato, e com a versão arrebatadora (será um Oscar póstumo) de Ledger - só a voz que ele faz já mereceria um prêmio -, a confirmação desta minha impressão.Mesmo o "Duas Caras" de Aaron Eckhart, é bem melhor do que o mesmo personagem interpretado por Tommy Lee Jones, que mais parecia um personagem de desenho animado.Alias, os Batmans dirigidos por Joel Schumacher parecem desenhos ruins, mesmo com atores do nível de Jones, que tentaram fazer o que pudiam, com alguns milhões no bolso, é claro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, acho que o que mais gostei neste novo filme, é o fato de o Batman ser (para mim) um mero coadjuvante perante os outros personagens. Até seu mordomo Alfred (Michael Caine) é mais interessante. A gente acaba torcendo para os vilões.Aquele drama de pobre menino bilionário solitário cansa, e a canastrice de Christian Bale só faz piorar a coisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto a história, achei meio confusa, não ficando claro para mim, a real motivação de cada um dos personagens, principalmente a tranformação do juíz Harvey Dent em "Duas Caras". E Coringa só quer a tal anarquia (palavra sempre mal empregada/interpretada), mas o que ele de fato quer dizer com está palavra? Quais são realmente suas motivações para o caos que ele quer instalar em Gothan City? Ficará para o próximo caça níquel?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No mais, já vale por minha cena preferida, aquela em que o Coringa visita o juíz no hospital travestido de enfermeira. Não sei porque aquela cena me lembrou "Psicose" de Hitchcock.Seria uma homegagem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com a fama de maldito que o filme anda carregando, devido a morte de Ledger, acidente de Freeman e prisão de Bale, ele está indo muito bem nas bilheterias mundo afora. Ninguém dúvida que haverá continuação. Mas quem fará o Coringa? Sua risada mortal ecoa no ar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3024388226153479902?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3024388226153479902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/08/batman-o-cavaleiro-das-trevas.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3024388226153479902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3024388226153479902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/08/batman-o-cavaleiro-das-trevas.html' title='Batman - O Cavaleiro das Trevas - Christopher Nolan'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/SKG7cwqiaFI/AAAAAAAAAHg/ib0gC2QeWQI/s72-c/batman-cavaleiro-das-trevas02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3648382942305545888</id><published>2008-08-03T13:49:00.003-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.234-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Medo da Verdade – Ben Affleck</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SJXh2ilnBJI/AAAAAAAAAHY/SMsiZdMHOIY/s1600-h/medo-da-verdade02.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="428" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230334869374436498" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SJXh2ilnBJI/AAAAAAAAAHY/SMsiZdMHOIY/s640/medo-da-verdade02.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estranho este Ben Affleck. Começou muito bem, ganhando Oscar de roteiro e tudo por Gênio Indomável, e atuando em bons filmes como Procurando Amy. Mas com isso veio a fama repentina, romances com estrelas todos os dias nos noticiários de fofocas, e os milhões de dólares ganhos em super produções, atiçaram sua ganância e ele encheu os bolsos, mas só fez  filmes terríveis com atuações medíocres. Ninguém mais levou o rapaz a sério. Talvez por isso, sua estréia na direção de uma produção tenha passado desapercebida pela grande maioria das pessoas, e nem sequer passou nos cinemas, indo direto para as locadoras. Triste engano, e infelizmente tive de assisti-lo diretamente em DVD, mas ele merecia ser conferido na tela grande, pois é um excelente filme, e certamente entra na minha lista de melhores do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua primeira direção, Affleck dirige com muita segurança, como se já fosse um veterano, e filmando no subúrbio de Boston, sua cidade natal, chamou seu irmão Cassey para protagonizar o filme e adentrar naquelas vielas que eles juntos conhecem tão bem, como fica demonstrado logo no início do filme. O que se segue é uma história forte, tensa, cheia de nuances, onde crimes, assassinados, desaparecimento de crianças e pedofilia dão o tom deste filme baseado no romance de Dennis Lehane, o mesmo autor de “Sobre Meninos e Lobos”. Ouso dizer que este filme talvez seja até melhor que a adaptação do velho e bom Clint.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem de Cassey Affleck é uma espécie de ”detetive”  das pessoas que não se dão muito bem com a polícia,  aquele tipo de cara que transita entre todos os tipos sem fazer julgamento, e acaba sendo contratado para achar uma criança desaparecida, filha de uma viciada em drogas vivida por Amy Ryan (indicada ao Oscar deste ano pela sua atuação marcante). Nesta sua busca pela menina desaparecida, acaba se deparando com problemas muito maiores, como pedófilos, traficantes e policiais corruptos. O buraco acaba sendo cada vez mais embaixo. E surpreendentemente, quando ele consegue solucionar o problema, se depara com um embate moral absurdo, em que suas escolhas o levam a tomar decisões que lhe trazem prejuízos imensos em sua vida pessoal. Qual a atitude certa a tomar, quando a atitude correta leva  fatalmente ao erro, e o erro pode levar ao certo? Qual o rumo certo a tomar? No final do filme, o embate do personagem leva ao espectador o mesmo embate, e nos bota para pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Bem Affleck demonstra grande talento na direção, e um futuro promissor. Talvez até dê para esquecer seus outros filmes como ator, pois nasce um grande diretor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3648382942305545888?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3648382942305545888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/08/medo-da-verdade-ben-affleck-estranho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3648382942305545888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3648382942305545888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/08/medo-da-verdade-ben-affleck-estranho.html' title='Medo da Verdade – Ben Affleck'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SJXh2ilnBJI/AAAAAAAAAHY/SMsiZdMHOIY/s72-c/medo-da-verdade02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-2291025713797440350</id><published>2008-07-15T13:59:00.003-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.234-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Chega de Saudade – Laís Bodanzky</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SHzXj_iwzWI/AAAAAAAAAHQ/d1f1qnxa4Lw/s1600-h/chega-de-saudade05.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="425" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223286681195564386" src="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SHzXj_iwzWI/AAAAAAAAAHQ/d1f1qnxa4Lw/s640/chega-de-saudade05.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é carnaval, mas é como se fosse. Pessoas, - especialmente senhores e senhoras de idade avançada - todos vestidos de felicidade, a bailar pelo salão com seus vestidos horríveis-lindos, suas camisas de seda, que deixam a dor em casa esperando, para se fartarem à procura de um tempo remoto, um tempo esquecido de sonhos e saudades pelo que houvera há tempos, nem que seja apenas numa lembrança apenas imaginária. As músicas e o modo como dançam pelo salão levam eles ao passado, e principalmente a uma vida mais feliz. Eles se tornam gigantes. Apenas algumas horas em apenas um dia da semana, eles voltam a juventude, e principalmente, voltam a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei disso, pois estive em alguns desses salões que povoam o bairro da Lapa, aqui em São Paulo. Principalmente este “União Fraterna” onde aconteceram as filmagens. Depois de uma perda grande em família, resolvi acompanhar minha mãe num desses bailes para alegra-la, pois desde menino – ela sempre foi velha, dessas que curtem Nelson Gonçalves e afins - já a acompanhava. Agora, já adulto, o que mais me impressionou, nestas andanças por alguns desses salões, foi ficar verificando as pessoas no meio do salão, dançando. É bonito de se ver, tanta vida e intensidade em cada passo elegante, em cada rodopio pelo salão. É certo que o nível musical decaiu muito, pois os antigos boleros, muitas vezes são substituídos pelas terríveis bregas sertanejos, mas mesmo assim (relevando), é bonito de ver aquele monte de rosto sofrido se transformar em suor e sorriso, todos rejuvenescem, e voltam para casa leves, com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que Bodansky deve ter percebido este fato incrível, e sabidamente partiu para seu segundo longa, tentando contar um pouco dessa gente, seus tipos, seus modos. E consegue retratar bem este universo, através de seus inúmeros personagens que aparecem na trama. Muitos deles eu mesmo conheci idênticos nestas minhas andanças pelos bailes, como o senhor assanhado que vive a se gracejar para as mais novas. As senhorinhas que ficam doidas para dançar e não conseguem um par. O homem que quer dançar, mas também não consegue, pois está “queimado” pelo suor temperado em álcool. O que tem mais, são os casados, que se passam por solteiros, conversei com um que falou que estava aposentado, depois de trabalhar desde os dez anos de idade, e agora a “senhora” ficava em casa cuidando dos netos, enquanto ele bailava pelo salão, e com sorriso franco, dizia agora estar curtindo sua juventude. Talvez, o único personagem que não vi no filme e que vi pelos salões, seja o tal “Dom Juan” de senhoras abastadas ou quase, é aquele tipo de uns trinta e cinco anos, boa aparência, geralmente nordestino, que vai aos bailes para curar a carência dessas senhoras, em troca de (com sorte) boa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o resultado é excelente, no retrato dos tipos que freqüentam tais lugares. Pena que na tela, a junção de tantos personagens, através de um roteiro pouco inspirado, resultou num retrato distante, às vezes frio até. Poderia ser melhor, mas já vale, e muito, pelo carinho com estes seres maravilhosos, e vivos, muito vivos, que vivem na tal “melhor idade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-2291025713797440350?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/2291025713797440350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/07/chega-de-saudade-las-bodanzky-no.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2291025713797440350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2291025713797440350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/07/chega-de-saudade-las-bodanzky-no.html' title='Chega de Saudade – Laís Bodanzky'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SHzXj_iwzWI/AAAAAAAAAHQ/d1f1qnxa4Lw/s72-c/chega-de-saudade05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5661082359071811098</id><published>2008-06-26T13:02:00.004-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.235-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Fim dos Tempos – M. Night Shyamalam</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SGO9zpK5trI/AAAAAAAAAHI/l76i_ziJ1UE/s1600-h/fimdostempos_3.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="425" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216221488347723442" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SGO9zpK5trI/AAAAAAAAAHI/l76i_ziJ1UE/s640/fimdostempos_3.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Noite fria em São Paulo. Caminho pela Av. Paulista, todos estão com muito frio, encobertos de blusas e solidão, caminham rapidamente, muita gente bonita. Entro no cinema para assistir a nova aventura criativa de Shyamalan, desta vez sem a expectativa que havia imposto para o último do Spielberg do qual saí decepcionado. Lembro que toda a vez que Wood Allen estréia um novo filme, um crítico qualquer sempre (mesmo, reparem na Folha por exemplo) declara que “ um Allen mediano é melhor que a maioria das coisas em cartaz”.Como não tenho gostado muito dos últimos filmes de Allen, acho o mesmo, mas para a obra - ainda pequena- de Shyamalan.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante como a capital do cinema americano tem sido idiota com o cineasta. Alçado aos céus por seus dois primeiros filmes, já o mandaram aos infernos pelo fracasso de bilheteria da fábula maravilhosa “A Dama da Água”.Parece que estão fazendo o mesmo com este seu último filme. Acho que eles se acostumaram às franquias, adaptações e continuações de filmes, e se esqueceram de glorificar cineastas originais, idéias originais, como se isto sim, fosse uma aberração. Criatividade é palavrão em Hollywood. Não é à toa que o melhor que se assiste hoje em dia são as séries televisivas - quem dúvida, tente acompanhar algumas delas e veja se consegue se desgrudar da tela - tanto é que muitos atores se voltam para as mesmas, já que não encontram (incrível) roteiros empolgantes, enquanto na TV acontecem maravilhas como LOST, Prison Break, À Sete Palmos, House, etc. Lamentável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Shyamalan se arrisca, não tem medo do novo e da eventual derrota nas bilheterias. Talvez os mesmos que hoje o critiquem, num futuro não muito distante iram considerá-lo genial. A verdade é que diante da mediocridade artística em Hollywood, ele realmente se destaca, e isso evidentemente incomoda. Alguns executivos da meca do cinema devem pensar: “ O que este indiano pensa que é?” Senhores, este será ( ou já é?) um dos cinco cineastas do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acho que com exceção de “ O Sexto Sentido” , todos os outros filmes de Shyamalan são de lenta digestão. O último não é exceção. Saí do cinema confuso, sem saber qual o seu sabor. Acho que estranhei seu evidente pessimismo, mas este mesmo pessimismo não esta perene em seus outros filmes? Passados três dias, ele foi se tornando imenso, e com certeza, a exemplo dos outros filmes, irei degustá-lo melhor na segunda vez. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Me pareceu no primeiro momento – que me desagrada – que o cineasta queria passar um alerta ambiental, uma prestação de contas. A natureza cobrando o estrago causado pelo homem. Sim, mas não é só isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Velhos questionamentos de Shyamalan estão lá presentes, como a xenofobia americana sob forma de terrorismo; a violência armamentista – o assassinato dos dois garotos é incrível - a perda de valores antigos como a união familiar – o suposto adultério em nome do tédio e da falta de diálogo logo no início – a sociedade globalizada, rápida e consumista em que, quem não se enquadra rapidamente se exclui – como a mulher enlouquecida na casa isolada. De tanto procurarmos fazer parte desta tal globalizarão tecnológica e extremamente urbana, perdemos nosso próprio universo interno, e viramos zumbis de nós mesmos, como na cena chocante em que um homem, totalmente alheio e abobalhado, oferece seus braços para os tigres, que se fartão. Na época do Império Romana, lá na arena, pelo menos,ainda se lutava pela vida, agora temos a tv à cabo e as cercas de segurança. O cineasta parece querer mostrar que estamos matando a natureza e nos matando individualmente. Pode ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No final do filme, volto a caminhar pela fria Av. Paulista, olho para as pessoas em volta e penso em quantas delas caminham como as pessoas do filme que antes de se suicidarem virão zumbis. Quantas não estariam naquele exato momento pulando dos edifícios suntuosos dali como verdadeiros mortos-vivo. Eu, ali também. Como um morto-vivo direto de um filme de Romero.&lt;br /&gt;Goste-se ou não, Shyamalan faz mais um filme criativo e atípico, cheio de imagens fortes. Talvez o ponto negativo do filme esteja na escalação de Mark Wahberg e Zooey Deschanel como os protagonistas, que não me convencem. Mas é mais um detalhe perante tão grande – e injustiçado – cineasta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Minhas notinhas para a pquena e grande obra do diretor:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Vila * * * * *&lt;br /&gt;Sexto Sentido * * * * *&lt;br /&gt;Corpo Fechado * * * * *&lt;br /&gt;A Dama da Água * * * * *&lt;br /&gt;Fim dos Tempos * * * *&lt;br /&gt;Sinais * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5661082359071811098?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5661082359071811098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/06/fim-dos-tempos-m.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5661082359071811098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5661082359071811098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/06/fim-dos-tempos-m.html' title='Fim dos Tempos – M. Night Shyamalam'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SGO9zpK5trI/AAAAAAAAAHI/l76i_ziJ1UE/s72-c/fimdostempos_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8777220141467873078</id><published>2008-06-18T17:56:00.003-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.235-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal – Steven Spielberg</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SFl2qaafBuI/AAAAAAAAAHA/aB8RClM2TAM/s1600-h/indiana-jones-e-reino-da-caveira07.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="426" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213328514675050210" src="http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SFl2qaafBuI/AAAAAAAAAHA/aB8RClM2TAM/s640/indiana-jones-e-reino-da-caveira07.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E lá vou eu, novamente lembrar de tempos idos, tempos de esperanças. Como não lembrar que “Caçadores da Arca Perdida” foi o primeiro filme que assisti em VHS na minha vida,- junto com Duna do Lynch, que não foi tão legal- eu e outros amigos na casa do primeiro que conseguiu comprar o caríssimo (na época) vídeo-cassete. Dá para imaginar a emoção que foi isso? Mas o melhor foi mesmo a segunda aventura: Indiana Jones e o Templo da Perdição. Ah! Esse foi demais! Alguns garotos malucos da minha escola não paravam de falar neste filme e quando fui assistir, lembro de acha-lo o melhor filme da minha vida. Virou mania e uns quatro sábados seguidos fomos em turma assistir ao filme no velho e saudoso “Comodoro” na avenida São João. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Era o melhor cinema de São Paulo na época, a maior tela e melhor som, fora o fato que era o único cinema em que o filme começava direto, sem aqueles jornais da época. Era um acontecimento, cheio de emoção à cada semana. Eu tinha a impressão que entrava no meio da ação junto com “Indy”, era tudo muito vivo e empolgante. Indiana povoa o meu imaginário de pré-adolescente, garoto cheio de energia, pronto para se aventurar na vida. Lembro que queria porque queria ter um chapéu igual ao meu herói predileto, acabei não tendo. Será que aí é que está o erro? Antes de assistir ao novo “Indy”, revi os outros três filmes da série, e mesmo- evidentemente- não sentindo a mesma emoção de outrora, curti muito todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas e o novo filme? Tão cheio de mistérios e que demorou tanto a ser feito. Será que ele acenderia em mim, aquela chama propagada pelos meus filmes preferidos de pré-adolescente? Será?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente o quarto filme da série foi uma decepção sem tamanho. Achei tudo tacanho e sem graça. Roteiro besta, vilões datados e efeitos especiais importados diretamente do Paraguai – com todo o respeito aos vizinhos - como a cena daquelas formigas horrorosas. Ora, por favor!Tanto mistério e dinheiro gasto para historinha tão chulé! A cena em que Indy descobre que tem um filho é tão rápida e emocionante quanto o gosto de um chuchu. Tudo bem que o filme se propõe a ser apenas um entretenimento, mas poderiam ter caprichado (bem mais) no roteiro, tudo parece tão raso, que até o fato de a história se passar na época da guerra fria soa datado. Harrison Ford faz o que pode, juntamente com o restante do elenco, mas a preguiçosa direção de Spielberg põe tudo a perder. Após cinco minutos fora da sala de cinema, nem lembrava do filme que havia acabado de assistir. É realmente muito pouco para a continuação que eu mais aguardava assistir no cinema.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pergunto a alguns, leio impressões a respeito do filme, e muitos gostaram do que viram. Minha dúvida maior é se fui eu que esperava muito, e acabei ficando muito exigente e chato, ou se o filme é ruim mesmo. Será que o passar dos anos e a amargura das desilusões fez com que eu não enxergasse aquilo tudo, aquela magia, que eu alegremente enxerguei nas três primeiras aventuras?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Realmente não sei, e pelas minhas contas, Spielberg já deixou de ser um dos “grandes” faz tempo. Abaixo, dou minha opinião por ordem de preferência, à respeito da obra do cineasta:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os Caçadores da Arca Perdida * * * * *&lt;br /&gt;Indiana Jones e o Templo da Perdição * * * * *&lt;br /&gt;Encurralado * * * * *&lt;br /&gt;Tubarão * * * * *&lt;br /&gt;A Cor Púrpura * * * * *&lt;br /&gt;A Lista de Schindler * * * * *&lt;br /&gt;Império do Sol * * * * *&lt;br /&gt;Contatos Imediatos de Terceiro Grau * * * * *&lt;br /&gt;1941 – Uma Guerra Muito Louca * * * *&lt;br /&gt;Indiana Jones e a Última Cruzada * * * *&lt;br /&gt;E.T. O Extra Terrestre * * * *&lt;br /&gt;O Resgate do Soldado Ryan * * * *&lt;br /&gt;Minority Report – A Nova Lei * * *&lt;br /&gt;Munique * * *&lt;br /&gt;Prenda-me se For Capaz * * *&lt;br /&gt;Jurassic Park Parque dos Dinossauros * * *&lt;br /&gt;Alem da Eternidade * * *&lt;br /&gt;Louca Escapada * * *&lt;br /&gt;Guerra dos Mundos * * *&lt;br /&gt;O Mundo Perdido Jurassic Park * *&lt;br /&gt;A I Inteligência Artificial * *&lt;br /&gt;O Terminal * *&lt;br /&gt;Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal *&lt;br /&gt;Amistad *&lt;br /&gt;Hook A Volta do Capitão Gancho *&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8777220141467873078?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8777220141467873078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/06/indiana-jones-e-o-reino-da-caveira-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8777220141467873078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8777220141467873078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/06/indiana-jones-e-o-reino-da-caveira-de.html' title='Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal – Steven Spielberg'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SFl2qaafBuI/AAAAAAAAAHA/aB8RClM2TAM/s72-c/indiana-jones-e-reino-da-caveira07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3644874831056524598</id><published>2008-06-10T12:36:00.004-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.235-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Falsa Loira – Carlos Reichenbach</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SE6fq4CDpEI/AAAAAAAAAG4/FeV728xJxrc/s1600-h/falsa-loura02.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="427" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210277377858577474" src="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SE6fq4CDpEI/AAAAAAAAAG4/FeV728xJxrc/s640/falsa-loura02.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz muito tempo que não acesso meu próprio blog. Na verdade nem sei porque fiquei tanto tempo sem colocar minhas idéias bobas a respeito de cinema, nesta espécie de confessionário virtual. O cinema talvez seja, uma das poucas coisas que continuo amando e que me estimulam. Acho que passei um tempo meio seco, sem saber ao menos o que escrever, pois não conseguia botar minha própria mente em ordem. Mas volto com vontade, e pra variar, não para fazer críticas e sim escrever sobre minhas impressões muitas vezes imbecis, que na maioria das vezes escapam ao próprio tema proposto. Pois vamos a elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este filme do Reichenbach inaugura minha nova fase no blog, não por acaso. Estava devendo umas palavras a respeito deste cineasta tão singular. E uma cena da minha vida veio na lembrança assistindo o filme no cinema, que é muito interessante. Era um menino de uns doze ou treze anos, e não via a hora de chegar sexta-feira para assistir aos filmes da Sala Especial (quem tem mais ou menos minha idade sabe do que estou falando), que eram filmes de pornochanchada feitos na boca do lixo de Sampa, algo até muito inocente, se compararmos aos dias de hoje, mas para moleques como eu ... Basta dizer que assistindo ao filme “Cangaceiras Eróticas”, minha primeira punheta deu certo, e vi pela primeira vez aquele líquido esquisito brotar de dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei disso porque Reichenbach sempre incorpora aquela estética “Boca do Lixo” em seus filmes – até porque ele é nascido cineasta deste universo - e isso traz a eles uma forma autoral que muito me agrada. Mesmo quando ele erra a mão, tudo fica pequeno diante dos acertos. Reichenbach se arrisca a errar em nome de um cinema autoral e verdadeiro. Ele não se rende a estéticas ditas modernas e muito menos, aos cifrões dos novos estúdios “Globais” em que se faz cinema como se fosse televisão, e da pior qualidade. Ele fala de coisas que não se mostram na TV, mas nem por isso quer ser intelectualoíde, ou mesmo difícil. Reichenbach é cinema nacional. Lembro de como adorei, e fiquei até muito surpreendido com “Dois Córregos”. O filme me pareceu uma música, ou melhor, uma sinfonia tocada em forma de cinema. Uma música suave e triste em forma de filme. Outro filme que adorei dele foi “Garotas do ABC”, espécie de primeira parte deste “Falsa Loira” que ainda vai render uma terceira parte (ainda bem) sobre garotas operárias de fábrica, que estão muito longe do universo desenhado nas novelas da TV. Existe uma forte carga de realismo nos dois filmes, mas também muito carinho pelo universo retratado na tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste seu “Falsa Loira” acompanhamos a vida de Silmara, linda loira operária de uma fábrica, e suas desventuras amorosas e familiares. Como nada é o que parece, já explícito no título, Silmara parece uma mulher forte e segura de si, por vezes até antipática, mas na verdade é uma sonhadora que batalha no dia-a-dia para sustentar a si mesma e ao pai. Com seu jeito arrogante, suas colegas de fábrica comentam que se ela não tomar cuidado pode virar uma “biscate”, e é isso o que mais ou menos acaba acontecendo depois de se envolver com um cantor de rock e em seguida com um cantor brega romântico. É como se os retratos grudados na parede desbotada do quarto ganhassem vida, e ela pudesse viver seus sonhos. Mas qual o preço a pagar por isso? A vida é muito mais dura do que realmente parece ser, e a tintura do cabelo, assim como a maquiagem no rosto, por vezes não consegue esconder as cicatrizes, as feridas. No final, o que sobra é o ponto para bater pela manhã e mais um punhado de sonhos guardados no baú cada vez maior das desilusões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Viva Carlos Reichenbach e suas sofridas e maravilhosas mulheres. Aguardemos a terceira parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3644874831056524598?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3644874831056524598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/06/falsa-loira-carlos-reichenbach-faz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3644874831056524598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3644874831056524598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2008/06/falsa-loira-carlos-reichenbach-faz.html' title='Falsa Loira – Carlos Reichenbach'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/SE6fq4CDpEI/AAAAAAAAAG4/FeV728xJxrc/s72-c/falsa-loura02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8616963933498030434</id><published>2007-10-15T14:10:00.002-02:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.236-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Pedrinha de Aruanda - Andrucha Waddington</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RxORI4nma6I/AAAAAAAAAGg/8v1zH7ElRSA/s1600-h/pedrinha-de-aruanda01.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="432" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121596783073848226" src="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RxORI4nma6I/AAAAAAAAAGg/8v1zH7ElRSA/s640/pedrinha-de-aruanda01.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já faz um bom tempo que não escrevo um texto para o meu blog. Tempos difíceis, de mudanças, em que resolvi tirar umas férias do mundo virtual. Coisas chatas acontecendo, e eu sem vontade nenhuma de escrever qualquer coisa, com medo de soar falso, ou mesmo indiferente.Mas tudo passa, desde a mais triste amargura, ou a completa felicidade, e no final das contas a vida tem que continuar... Quando escrevo aqui os meus textos sobre cinema, acho que na verdade sempre estou escrevendo não sobre um filme, mas sobre mim. Sobre minhas sensações, uma forma de reflexão passando os olhos pelo o que mais amo desde menino: o cinema.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso, eu tenha escolhido este filme singelo e comovente para voltar à ativa. Não foram precisos mais do que cinco minutos para eu ficar aos prantos no cinema. Projeto ultra-pessoal de Maria Bethânia, que convidou Andrucha para filmar sua comemoração de sessenta anos de vida. Em apenas sessenta minutos, vemos o show comemorativo no famoso teatro Castro Alves e em seguida, seu retorno ao seu porto seguro que é sua casa de infância em Santo Amaro da Purificação- BA, afins de comemorar a data com sua mãe, irmãos e familiares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bethânia viaja o mundo inteiro a cantar e encantar nos palcos, é amada e respeitada pelo seu talento. Mesmo quem não é seu fã, é consciente da sua importância.Para outros, como eu, que crescera ouvindo sua voz, e seu fã, é muito gostoso assistir a este filme.Não se trata de uma espiada na vida íntima de uma celebridade, muito longe disso. De certa forma, é uma deixa, para podermos entender melhor sua música(e de seu irmão), sua voz, tão cheia de verdade e intensidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas acima citadas, já aparecem no início do filme, quando depois de chegar em sua cidade natal, Bethânia juntamente com a mãe e irmãs, vão assistir a uma bela missa comemorativa de seu aniversário. Assim como grande parte dos baianos, Bethânia convive tranquilamente entre o candomblé, a umbanda e o catolicismo, ao ínvés do embate de religiões, a parceria distinta em forma de axé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A cantora também passeia pelas lembranças de menina, quando ia junto com o pai para as cachoeiras da região, ou mesmo os pobres circos que sempre passavam e passam por sua cidade. Mas é na casa de sua mãe, casa de sua infância junto aos irmãos, que vemos a beleza que é uma grande família capitaniada pela sua matriarca centenária e primeira dama baiana: Dona Canô.Ali, naquele porto seguro, cheio de amor, onde estão fincadas suas raízes, que vemos de onde Bethania tira sua mágia, esbanjada nos palcos da vida. O prazer de estar ali, com os seus, é tão evidente, que ela generosamente procura compartilhar com quem é seu fã, ou de seu irmão tão ilustre quanto ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre tantas cenas trivias, acompanhamos todos à mesa de jantar, Caetano gulosamente bebendo um restinho de sopa diretamente no prato, Bethânia se fartando de comidinha caseira, enquanto conta casos triviais. Logo em seguida, eles passam para o quintal, onde começam uma cantoria de canções singelas e antigas com o acompanhamento de Dona Canô que diz com muita propriedade, que as cancôes de antigamente é que eram belas, e não complicadas como as de hoje em dia (alfinetada no filho ilustre?), enquanto Bethânia libera doses e mais doses de whisky para o diretor Andrucha relaxar e curtir a levada bahiana. No fim, a mesma sábia senhora, diz se sentir satisfeita e orgulhosa com os filhos famosos não pelo reconhecimento que obitiveram, que isso para ela não significa absolutamente nada, e sim pela união e respeito que sempre tiveram uns pelos outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No final da sessão, a impressão obtida foi de que uma bela e unida família é realmente a coisa mais rica que um ser-humano pode ter o privilégio de ter, e se souber aproveitar tanto amor e união, certamente se sentirá pleno. Bethânia tem plena conciencia disso, é lá no interior da Bahia, que ela busca combustível para ser a estrela que é. Sabe do tesouro que possui, e com este filme procurou mostrar tais valores dignificando a si própria, aos seus famíliares e amigos, e principalmente ao seu público agradecido e emocionado como eu. Axé, família Veloso. Axé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8616963933498030434?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8616963933498030434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/10/pedrinha-de-aruanda-andrucha-waddington.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8616963933498030434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8616963933498030434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/10/pedrinha-de-aruanda-andrucha-waddington.html' title='Pedrinha de Aruanda - Andrucha Waddington'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RxORI4nma6I/AAAAAAAAAGg/8v1zH7ElRSA/s72-c/pedrinha-de-aruanda01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-7911451884571797261</id><published>2007-10-01T15:33:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.236-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Melhores filmes - 2007</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RwE9kInma5I/AAAAAAAAAGY/tIXvgBAPwKg/s1600-h/cidade-dos-homens03.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="425" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116438342667758482" src="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RwE9kInma5I/AAAAAAAAAGY/tIXvgBAPwKg/s640/cidade-dos-homens03.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #330033;"&gt; Relação de filmes assistidos em Setembro de 2007, por ordem de preferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;1 – &lt;b&gt;Paixões Que Alucinam&lt;/b&gt; – Samuel Fuller  (DVD)      * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – &lt;b&gt;Cidade dos Homens&lt;/b&gt; – Paulo Morelli      * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – &lt;b&gt;O Hospedeiro&lt;/b&gt; – Bong Joon – ho       * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – &lt;b&gt;Querô &lt;/b&gt;– Carlos Cortês      * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – &lt;b&gt;O Pequeno Itaiano &lt;/b&gt;– Andrei Krauchvk       * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – &lt;b&gt;Motoqueiros Selvagens&lt;/b&gt; – Walt Becker (DVD)      * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – &lt;b&gt;Bubble &lt;/b&gt;– Eytan Fox       * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – &lt;b&gt;Ligeiramente Grávidos&lt;/b&gt; – Judd Apatow      * * * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 – &lt;b&gt;A Comédia do Poder&lt;/b&gt; – Claude Chabrol     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 – &lt;b&gt;Encontros ao Acaso&lt;/b&gt; – Joey Lauren Adams     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 – &lt;b&gt;Um Lugar na Platéia&lt;/b&gt; – Daniele Thompson     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 – &lt;b&gt;Marock&lt;/b&gt; – Laila Marrakchi     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13-&lt;b&gt; Os Amadores&lt;/b&gt; – José Alvarenga Junior (DVD)     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 – &lt;b&gt;Nunca é Tarde Para Amar&lt;/b&gt; – Amy Heckerling     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 – &lt;b&gt;Extermínio &lt;/b&gt;– DannyBoyle (DVD)     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 – &lt;b&gt;Flanders &lt;/b&gt;– Bruno Dumont (DVD)     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 – &lt;b&gt;Escola de Idiotas&lt;/b&gt; – Todd Phillips (DVD)     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 – &lt;b&gt;A Colheita do Mal&lt;/b&gt; – Stephen Hopkins (DVD)    * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 – &lt;b&gt;Paranóia &lt;/b&gt;– D. J.  Caruso      * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 – &lt;b&gt;Minha Mãe Quer Que Eu Case&lt;/b&gt; – Michael Lehmann (DVD)     * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 – &lt;b&gt;Candy &lt;/b&gt;– Neil Armfield (DVD)     * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 – &lt;b&gt;Bem Vindo a São Paulo&lt;/b&gt; – Vários diretores     * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 – &lt;b&gt;Alpha Dog&lt;/b&gt; – Nick Cassavetes (DVD)      * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 – &lt;b&gt;Premonições&lt;/b&gt; – Mennan Yapo (DVD)     *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25 – &lt;b&gt;O Homem Que Desafiou o Diabo&lt;/b&gt; – Moacir Góes      *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26 – &lt;b&gt;Licença Para Casar&lt;/b&gt; – Ken Kwapis        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 – &lt;b&gt;A Estranha Perfeita&lt;/b&gt; – James Foley (DVD)      *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps. Muitos filmes vistos no mês e nenhuma atualização no blog, uma espécie de férias involuntária. Espero voltar a escrever neste mês que se inicia.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-7911451884571797261?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/7911451884571797261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/10/relao-de-filmes-assistidos-em-setembro.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7911451884571797261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7911451884571797261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/10/relao-de-filmes-assistidos-em-setembro.html' title='Melhores filmes - 2007'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RwE9kInma5I/AAAAAAAAAGY/tIXvgBAPwKg/s72-c/cidade-dos-homens03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-7335079460908614626</id><published>2007-09-04T14:07:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.236-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Relação de filmes - Agosto de 2007</title><content type='html'>Relação de Filmes Assistidos em Agosto de 2007, por ordem de preferencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Medos Privados em Lugares Públicos - Alain Resnais      * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Santiago - João Moreira Salles     * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Person - Marina Person         * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Possuídos - William Friedkin       * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Algo Como  a Felicidade - Bohan Slama       * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - As Leis da Família -  Daniel Burman        * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Ela é a Poderosa - Gary Marshall     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - Sem Reserva - Scott Hicks       * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - Você é Tão Bonito - Isabelle Mergault (DVD)      * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- Os Simpsons - David Silverman       * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 - Quebra de Confiança - Billy Ray       * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 - O Grande Chefe - Lars Von Trier      * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 - Harry Potter e a Ordem do Fenix - David Yates       * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 - Transformers - Michael Bay       * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 - Caixa Dois - Bruno Barreto (DVD)      * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 - O Primo Basílio - Daniel Filho      * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 - Baila Comigo - Randall Miller     * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 - 300 - Zack Snyder (DVD)     * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 - Número 23 - Joel Schumader (DVD)      *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 - Araguaya Conspiração do Silêncio - Ronaldo Duque (DVD)     *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 - Acredite, Um Espírito Baixou em Mim - Jorge Moreno     *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Menção desonrosa para o último colocado, como o pior filme assistido no cinema de todos os tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-7335079460908614626?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/7335079460908614626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/09/relao-de-filmes-assistidos-em-agosto-de.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7335079460908614626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7335079460908614626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/09/relao-de-filmes-assistidos-em-agosto-de.html' title='Relação de filmes - Agosto de 2007'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-7635283849819372442</id><published>2007-08-27T15:20:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.236-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Person – Marina Person</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RtMWAqwyw1I/AAAAAAAAAGQ/Eet5b6kssHE/s1600-h/person06.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="640" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103447003475657554" src="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RtMWAqwyw1I/AAAAAAAAAGQ/Eet5b6kssHE/s640/person06.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="585" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Umas das cenas mais emblemáticas deste documentário é quando Marina fala para a mãe: “Engraçado, quando meu pai era vivo, eu bem pequena, me lembro muito dele, mas não lembro de você”. Sinceridade explicita, que mostra o quanto existe da “presença da ausência” do pai em sua vida. Deve ser interessante crescer rodeada de memórias do pai amado, mas ausente. Ainda mais quando este mesmo pai é uma pessoa amada e respeitada por tanta gente.Mistura-se assim, a falta do pai e a falta de um genial cineasta, que assim como partiu prematuramente da vida da filha, partiu muito cedo do cenário cinematográfico.Um cineasta ímpar, que supostamente, teria uma carreira brilhante pela frente, pois já constava em seu currículo duas obras-primas: “O Caso dos Irmãos Neves” e “São Paulo S.A.”. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Este último, para mim, o segundo melhor filme nacional de todos os tempos. Só perdendo para “Macunaíma” , de outro cineasta que também partiu muito cedo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de ter assistido este filme na Rede Cultura quando ainda era um curta-metragem, não mudou muito, só que agora vemos mais imagens de entrevistas feitas ao cineasta, e mais imagens da família, muitas dessas imagens mostram claramente o amor de pai para as filhas, imagens do sítio da família, e na praia.E assim como Marina e sua irmã sentem, percebemos a ligação familiar, sentimos a ausência do pai, e sentimos a tristeza por partida tão prematura. Tudo aquilo que poderia ter sido e não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo quando ela diz que só se lembra dele, quando criança. Meu pai (biológico) também “partiu” quando eu tinha cinco anos de idade, e talvez pela perda, minha memória  ainda lembre de muitas cenas da minha vida com ele, inclusive, nosso último encontro.Acho que a falta da pessoa amada, faz com que nossa memória se lembre dos momentos juntos e as outras lembranças são esquecidas. Até a data de sua morte, toda lembrança da infância esta associada a ele. Engraçado isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa sua primeira direção, Marina faz um retrato sincero e nem um pouco melodramático, a respeito do cineasta e do pai. Só ela (ou a irmã) poderiam fazer isso, e acertou em cheio. O que mais me impressionou neste filme, foi a fotografia, como na última cena em que ela e a irmã caminham num túnel de trem ao som de “Glorioso São Cristóvão” de Jorge Ben. Seu pai deve estar orgulhoso. Agora vamos ver qual vai ser seu próximo passo como cineasta. O pai, de onde estiver, deve estar dando aquela força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-7635283849819372442?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/7635283849819372442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/person-marina-person-umas-das-cenas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7635283849819372442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/7635283849819372442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/person-marina-person-umas-das-cenas.html' title='Person – Marina Person'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RtMWAqwyw1I/AAAAAAAAAGQ/Eet5b6kssHE/s72-c/person06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5926613268250149838</id><published>2007-08-24T16:32:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.237-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Ela é a Poderosa – Garry Marshall</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rs8ypqwyw0I/AAAAAAAAAGI/LA-auMOKUSI/s1600-h/ela-e-a-poderosa02.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="446" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102352594269029186" src="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rs8ypqwyw0I/AAAAAAAAAGI/LA-auMOKUSI/s640/ela-e-a-poderosa02.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;Entrei no cinema para assistir uma comédia boba, daquelas que a gente se diverte e depois esquece. Queria despovoar um pouco o peito, dos problemas cotidianos. No final da sessão, saí perturbado com o que vi, porque não assisti uma comédia e sim um drama com temas cabulosos, entre eles: agressão familiar, alcoolismo e principalmente pedofilia. Perturbado também pois com estes temas,um filme não pode ser dirigido por um diretor tão bobo quanto Garry Marshall, que não teve o mínimo senso para tratar de tais assuntos, e tentou fazer piadinhas onde não cabiam tais desatinos. O resultado é que o filme poderia ter sido um ótimo drama, mas por causa de Marshall acabou virando uma tentativa frustrada de comédia de mau gosto. F&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;ico imaginando este filme sendo dirigido por Todd Solondz do ótimo “Felicidade”, seria um estouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garry Marshall parece perdido no seu próprio filme, não sabe dar a devida importância para cenas chaves, como na cena em que Rachel (Lindsay Lohan) conversa com Simon (Dermot Mulroney) a respeito das frustrações dele e declara que é molestada pelo padrasto. Ao invés de aproveitar o drama, o diretor já parte para piadas sem graça, para tentar fazer com que o filme seja leve. Ou quando os dois conversam a respeito do mesmo assunto, e ela pergunta em que momento aquele amor puro e lindo que ela sentia - e achava ser recíproco- pelo pai, se tornou aquela coisa “suja” que na época ela não entendia direito. Fica tudo ralo, como se o diretor pedisse desculpa ao público da pipoca, de tocar em assuntos tão sérios. Não dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo imaginar coisa mais asquerosa do que um próprio pai (ou qualquer outro ser humano) acabar com a inocência de uma criança através de abusos sexuais. Acho que não existe um termo que expresse tamanha repulsa por tão hediondo crime. Aquilo fica guardado na alma de tal forma, que a pessoa não consegue se livrar. Sua vida fica marcada para sempre. O velho e bom Clint, retrata este mesmo problema no ótimo “Sobre Meninos e Lobos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da direção desastrada, o filme se segura pelo trio ótimo de atrizes, sendo que Lindsay Lohan parece fazer o papel de si mesma: uma adolescente problemática. Na época das filmagens ela chegou a quase ser demitida pela produção por seus constantes atrasos e abusos. Mas ela está ótima no filme, certamente sua melhor atuação. É interessante também ver a eterna Barbarella Jane Fonda num papel a sua altura. E Felicity Huffman arrasa como a mãe alcoólatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme que poderia ser muito melhor do que é. Mas que se perde nas “boas intenções” de seu diretor, que mais parece uma daquelas menininhas bobocas religiosas que aparecem no filme espiando quem de fato está vivendo, entre arranhões e feridas profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5926613268250149838?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5926613268250149838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/ela-poderosa-garry-marshall-entrei-no.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5926613268250149838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5926613268250149838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/ela-poderosa-garry-marshall-entrei-no.html' title='Ela é a Poderosa – Garry Marshall'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rs8ypqwyw0I/AAAAAAAAAGI/LA-auMOKUSI/s72-c/ela-e-a-poderosa02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5911039213548784818</id><published>2007-08-21T11:44:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.237-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Primo Basílio – Daniel Filho</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rsr6lqwywzI/AAAAAAAAAGA/45141YR1Q3k/s1600-h/c-primobasilio_r.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="432" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101165052991554354" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rsr6lqwywzI/AAAAAAAAAGA/45141YR1Q3k/s640/c-primobasilio_r.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem acompanha meu blog deve ter percebido o quanto gosto de filmes nacionais. Minha paixão por cinema, começou pelos nacionais, ao contrário da maioria. Geralmente o meu filme predileto do ano é nacional, este ano por exemplo, o trono é de Cão Sem Dono (por enquanto). Torço pelo cine nacional. Talvez por isso os filmes de Daniel Filho (e também de Moacyr Góes) me incomodem tanto. Parecem sub produtos sem identidade, a procura de um público perdido. Se fosse compara-los à música, diria que cada vez ele atira para um lado: Zezé de Camargo com pitadas de Caetano, em outro Calipso com Marisa Monte, e por aí vai. Não tenta criar sua própria música. Quer o povão no cinema, com suas maquiagens de novelas globais. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Este deve ser seu quarto longa-metragem, e novamente , saí do cinema decepcionado. Não parece uma adaptação do grande escritor Eça de Queiroz, gênio do realismo português, e sim, uma adaptação de alguma crônica medíocre esquecida na gaveta de Nelson Rodrigues com pitadas de romance espírita de Zibia Gasparetto.&lt;br /&gt;Não dá nem para comparar com a minissérie exibida na Rede Globo, que já não foi tão boa. A canalhice elegante de Marcos Paulo não tem comparação com Fábio Assumpção, e Tony Ramos com Gianecchini... Tenha dó. E ainda por cima, Daniel Filho, esqueceu do personagem mais interessante do livro: O Conselheiro Acácio. O que se salva é Sabrina Spoladore com sua Leonor “Maçaneta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposto que qualquer mulher que assista ao filme, deve dar razão à mocinha vivida por Débora Falabella (tão sem graça e sem sal, que todo mundo torce pela empregada vivida por Glória Pires), entre o primo e o marido, fique com os dois. Daí, perde-se o prumo de uma história com fortes críticas sociais e morais. Parece uma novela das seis, com umas pitadas de sexo. Afinal a mulherada quer ver a bundinha do  Fábio Assumpção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito do trabalho de ator e diretor de novelas, feito por Daniel Filho, ele devia esquecer as facilidades que tem para fazer filmes, e se concentrar no que lhe deu tanto prestigio anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, Jorge Furtado deu uma entrevista no Roda Vida da TV Cultura e muito lhe foi perguntado por utilizar atores globais. Só que ai é que esta a diferença entre os dois diretores. Jorge Furtado consegue desvencilhar seus atores das telenovelas, já Daniel Filho usa este fator ao seu favor. Faz muita bilheteria, talvez ganhe muito dinheiro, mas é só. Talvez salve o ano com a boa bilheteria do filme, já que os outros nacionais não conseguem, mas não serve nem de longe como exemplo de cinema brasileiro, pois não tem uma forma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5911039213548784818?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5911039213548784818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/primo-baslio-daniel-filho-quem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5911039213548784818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5911039213548784818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/primo-baslio-daniel-filho-quem.html' title='Primo Basílio – Daniel Filho'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rsr6lqwywzI/AAAAAAAAAGA/45141YR1Q3k/s72-c/c-primobasilio_r.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5792273180444008596</id><published>2007-08-17T17:11:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.237-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Algo Como a Felicidade – Bohan Slama</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RsYA8qwywyI/AAAAAAAAAF4/WQkmDTLwjUQ/s1600-h/algo-como-a-felicidade05.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="505" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099764670314758946" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RsYA8qwywyI/AAAAAAAAAF4/WQkmDTLwjUQ/s640/algo-como-a-felicidade05.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;Todos eles estão ali, perdidos naquela pequena cidade do interior da República Tcheca, desbotados por uma desesperança quieta, como nos é mostrado logo no ínicio do filme quando uma triste canção é tocada num bar velho. Órfãos da antiga União Soviética, quando viviam da agricultura, tentam se acostumar com as fábricas e com os novos tempos, mas na verdade sentem que algo se perdeu, como se na verdade fossem órfãos de si mesmos. Que caminho tomar quando se perdeu o rumo? Desemprego, miséria afetiva e econômica, numa cidade destroçada. Onde encontrar a felicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio disso tudo, acompanhamos a vida de três jovens que são amigos desde a infância. Monika é uma funcionária de supermercado, que aguarda notícias do namorado que foi tentar a vida nos Estados Unidos, seu sonho, sua esperança – que é alimentado pela mãe – é receber uma passagem e ir de encontro ao namorado, atrás de uma vida melhor, longe daquele pequeno mundinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tonik, você é muito bonzinho”, é o que escuta o tempo todo o outro jovem do trio. Tonik mora junto com a tia e tenta levar a frente junto com ela, a antiga propriedade agrícola da família. Suas esperanças se ressumem a melhorar a vida das pessoas a sua volta. Nutre paixão contida por Monika, e sempre se vê disposto a ajudar as amigas. Guarda uma angustia imensa dentro de si, sabe que não é feliz, mas não sabe o que fazer para sair daquela letargia. A vida é como é, acha que apenas tem que ir juntando os cacos soltos do dia a dia, aguardando que algo de bom aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Dasha não tem esperança nenhuma de nada.Principalmente, de sair daquele lugar. Engravidou cedo, tem dois filhos e outro a caminho. Um relacionamento com um homem casado, os filhos, a falta de perspectiva, fazem com que ela perca o pouco juízo, tendo que ser internada num sanatório. É quem está mais à beira do precipício. Dói nos ouvidos, o choro compulsivo dos filhos, diante de seus destemperos, tão novos e já sofrendo, coisa que será constante, num futuro sem perspectivas.Ela deixa os filhos a cargo dos outros dois amigos, enquanto tenta se curar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme triste, que mostra a vida de pessoas que não conseguiram seguir o bonde da prosperidade de uma Europa que (antes) se mostrava tão próspera. Me sinto assim também, mesmo em plena Sampa. Mas que mesmo assim buscam, cada um a seu jeito “Algo Como a Felicidade”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5792273180444008596?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5792273180444008596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/algo-como-felicidade-bohan-slama-todos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5792273180444008596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5792273180444008596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/algo-como-felicidade-bohan-slama-todos.html' title='Algo Como a Felicidade – Bohan Slama'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RsYA8qwywyI/AAAAAAAAAF4/WQkmDTLwjUQ/s72-c/algo-como-a-felicidade05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-1402256389474320169</id><published>2007-08-07T14:23:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.237-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Você é Tão Bonito – Isabelle Mergault</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RriqqqqAbqI/AAAAAAAAAFo/nFl53a-AmKc/s1600-h/voce-e-tao-bonito03.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="424" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096010628351422114" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RriqqqqAbqI/AAAAAAAAAFo/nFl53a-AmKc/s640/voce-e-tao-bonito03.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qual o momento exato em que o amor nos arremata. Aquele momento em que a pessoa pelo qual você se apaixona, toma deliciosamente de assalto todos os contornos internos e externos de sua existência. E você vira um gigante e ao mesmo tempo um menino indefeso diante desse sentimento obscuro, desse momento imponderável? Acho que mesmo quem diz que não, vive toda uma vida por este momento, essa emoção lancinante. Ah! O amor! É tudo que todos querem, mesmo quem diz que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que as canções de amor, desde sempre fizeram tanto sucesso. Mesmo quem não tem uma pessoa em especial, através das melodias, encontra no baú dos sonhos melódicos, sua amada ou amado, mesmo sem uma imagem pré-estabelecida.Como se a saudade do não vivido, do não conhecido, fosse de encontro diretamente com a alma, musicalmente. Todos suspiram e querem o amor, mesmo nestes tempos tão cinzas e “modernos”, onde a quantidade substitui a qualidade, de coisa tão grande e desconhecida:  o carinho e o amor?Complicado demais, vamos para um sexo básico sem compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me vale mais? A lembrança do coração descompassado, das pernas bambas no dia em que “quase” sem querer eu peguei na mão daquela menina lourinha de olhos azuis da segunda série, depois de bilhetes apaixonados e noites a sonhar mil histórias de nós dois? Ou aquela transa com aquela mulher deliciosa, que eu tanto queria e inacreditavelmente consegui um dia. Mas que talvez pelas minhas inseguranças, tenha deixado escapar e hoje também, vive dentro do mesmo baú de lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo já, que aguardo que essa “coisa” venha ao acaso, tome posse de tudo de mim, me levando para o céu/inferno, numa mistura desenfreada de sentimentos que me farão, enfim, me sentir realmente vivo. Enquanto isso, eu sigo nos umbrais de mim mesmo, esperando o acalanto, um beijo molhado, um sorriso salvador para minha pueril alma. Enfim, o amor. Sonho meu? Claro. Meloso e ridículo? Também. Mas é meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho tudo isso para que o amargor não tome conta de mim. Essa sensação de o tempo passar pelas minhas mãos. Trinta e seis anos nesta eterna juventude. Um Rob Freming sem as namoradas.Faz com que a gente até pense que tudo é sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que comecei a pensar nisso tudo por uma cena em especial, deste agradável e despretensioso filme. Aquela da cabine telefônica.Conta a história de um homem amargo chamado Aymé (Michael Blanc),que fica viúvo e nem sente a dor pela perda da esposa. Logo, vai atrás de outra mulher, não porque precise de um amor, e sim de uma esposa para ajuda-lo a lidar com sua fazenda e toda a quantidade imensa de trabalho que a propriedade traz consigo. Por uma série de acasos, ele acaba indo até a Romênia atrás dessa esposa, pois naquele país o sonho das mulheres, sobre os escombros do comunismo, é arrumar um noivo francês. Encontra Elena (Medeea Marinescu) e a leva para morar com ele. Não demora muito, para que ela desperte nele sentimentos até então desconhecidos. Quando ele vê, já está apaixonado por Elena. Acontece que ela acha que ele está convivendo com ela por pena, não percebe a gana de sentimentos que desperta no fazendeiro. Mesmo quando em meio uma discussão, quando ela fala sobre a tal pena que acha que ele sente, e ele diz  que ela iluminou a vida dele, e ela sim é que deve sentir pena dele. Antes ranzinza e metódico por cada centavo. Depois, toda a fortuna por um sorriso da amada, mesmo que custe tudo o que ele mais quer na vida, que é ela mesma. O amor abrindo novos horizontes, fazendo a vida maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de assistir a dois blockbusters  chatinhos (“Transformers” e “Harry Porter”, só eu mesmo), precisava de alguma coisa calma, humana e agradável para voltar ao cinema que me agrada de fato. Este filme me agradou em cheio, e sem a pretensão de ser “grande” consegue ser romântico e até político, discutindo sutilmente a situação atual de uma Europa que não sabe como lidar com sua unificação e suas disparidades econômicas. O que fazer com os países europeus atrasados? Com o valor do euro perante os mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que importa mesmo é o amor que ora nasce no momento mais estranho, ou renasce para mostrar que aí sim, a vida vale a pena de ser vivida. Acho que vou para a Romênia, atrás de uma dessas agências. Atrás de minha Elena.Quero dividir minha sobremesa também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-1402256389474320169?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/1402256389474320169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/voc-to-bonito-isabelle-mergault-qual-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1402256389474320169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1402256389474320169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/voc-to-bonito-isabelle-mergault-qual-o.html' title='Você é Tão Bonito – Isabelle Mergault'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RriqqqqAbqI/AAAAAAAAAFo/nFl53a-AmKc/s72-c/voce-e-tao-bonito03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-131793858102836859</id><published>2007-08-03T18:02:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.238-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Fabricando Tom Zé – Décio Matos Jr.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RrOX-6qAbpI/AAAAAAAAAFg/seP-1xC3i1k/s1600-h/fabricando-tom-ze02.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="427" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094582710639292050" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RrOX-6qAbpI/AAAAAAAAAFg/seP-1xC3i1k/s640/fabricando-tom-ze02.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Eu tô te explicando pra ti confundir/ Eu tô te confundindo pra te esclarecer”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser difícil fazer um documentário sobre Tom Zé. Como é difícil classificar sua obra  diante da cambaleante MPB. Sua virulência e suas opiniões mostram um homem em constante estado de criação. Ele parece estar a mil por hora em nome de sua música. Sua veia musical, sua originalidade se traduz também na sua forma de viver. Tom Zé é um enigma que vive e pensa música. Um enigma em forma de notas musicais, juntamente com sua personalidade única. Causa de estranheza no “moderno” e  ao mesmo tempo conservador cenário musical brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Sendo assim, os críticos e colegas musicais,com medo de serem devorados, ao invés de tentarem decifrar sua obra, resolveram deixa-lo por anos guardado num porão, ou melhor, esquecido mesmo, fora da mídia.Tom Zé seguiu durante anos, fazendo suas obras-primas que ninguém ouvia , e que nenhuma rádio tocava. Um show numa faculdade aqui, outro show para poucos acolá, e ele foi sobrevivendo aos trancos e barrancos, respirando mesmo assim, sua música. Até que foi “redescoberto” por David Byrne, e tudo mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário de Décio Matos já vale só pela cena em que David Byrne é entrevistado, e com verdadeiro sarcasmo conta como descobriu Tom Zé, e como outros brasileiros entendedores de música falaram para ele deixar para lá - talvez os mesmos que a partir de então começaram a chamar Tom Zé de gênio -  e estranharam seu desejo por conhecer a obra da genial baiano. Sarcasmo puro e merecido, pois a partir de então parece que Tom Zé surgiu da terra dos mortos. Quem o ignorava, passa a chamá-lo de gênio. Direto do Irará pro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante também a mea culpa de Caetano Veloso, retificando o fato de que achando seu companheiro de tropicalismo meio difícil, achou melhor deixar para lá. Há um caso complicado e muito mal resolvido entre eles. Tom Zé, inclusive, não queria o depoimento de Gil e Caetano no documentário. Chegou a brigar com o diretor do projeto por causa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário segue com muitos depoimentos e o acompanhamento de uma turnê de Tom Zé pela Europa. Mas cadê a música? Cadê a música?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um documentário necessário e difícil de desenvolver, é claro.Mas que se esqueceu do principal que é a obra em si de Tom Zé. Não há em nenhum momento um aprofundamento em relação a sua obra musical. Nem mesmo uma música é mostrada integralmente.Conhece-se a personalidade de Tom Zé, mas pouco se mostra de sua música. É aí que a coisa fica estranha. Se o homem vive e respira música, toca aí, pô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-131793858102836859?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/131793858102836859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/fabricando-tom-z-dcio-matos-jr.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/131793858102836859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/131793858102836859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/fabricando-tom-z-dcio-matos-jr.html' title='Fabricando Tom Zé – Décio Matos Jr.'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RrOX-6qAbpI/AAAAAAAAAFg/seP-1xC3i1k/s72-c/fabricando-tom-ze02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8262571237830351546</id><published>2007-08-01T15:09:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.238-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Relação de filmes - Julho de 2007</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="color: #663366;"&gt;Filmes assistidos em Julho/2007 por ordem de preferência&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – &lt;b&gt;A Palavra&lt;/b&gt; – Carl Th Dreyer (DVD)     * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – &lt;b&gt;Cão Sem Dono&lt;/b&gt; – Beto Brant      * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – &lt;b&gt;Saneamento Básico O Filme&lt;/b&gt; – Jorge Furtado      * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 –&lt;b&gt; Cartas de Iwo Jima&lt;/b&gt; – Clint Eastwood (DVD)      * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – &lt;b&gt;Fabricando Tom Zé&lt;/b&gt; – Décio Matos Jr       * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – &lt;b&gt;Em Busca da Vida&lt;/b&gt; – Jia Zhang-Ke       * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – &lt;b&gt;O Tango de Rashevski&lt;/b&gt; – Sam Garbarski       * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 –&lt;b&gt; Paris, Eu Te Amo&lt;/b&gt; – vários diretores      * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 – &lt;b&gt;O Amor Pode Dar Certo&lt;/b&gt; – Ed Stone (DVD)       * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 – &lt;b&gt;O Homem Duplo&lt;/b&gt; – Richard Linklater (DVD)     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 – &lt;b&gt;500 Almas&lt;/b&gt; – Joel Pizzini     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 – &lt;b&gt;Tudo Por Um Segredo&lt;/b&gt; – Anthony e Joe Russo (DVD)     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 – &lt;b&gt;Treze Homens e um Novo Segredo&lt;/b&gt; – Steven Soderbergh      * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 –&lt;b&gt; DreamGirls - Em Busca de um Sonho&lt;/b&gt; – Bill Condon (DVD)      * *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8262571237830351546?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8262571237830351546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/filmes-assistidos-em-julho2007-por.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8262571237830351546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8262571237830351546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/08/filmes-assistidos-em-julho2007-por.html' title='Relação de filmes - Julho de 2007'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-4174176845530995488</id><published>2007-07-30T11:21:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.238-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Saneamento Básico – Jorge Furtado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rq3z66qAboI/AAAAAAAAAFY/GZeb4ZnveYM/s1600-h/saneamento-basico05.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="430" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092994947129306754" src="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rq3z66qAboI/AAAAAAAAAFY/GZeb4ZnveYM/s640/saneamento-basico05.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;Dia muito frio em Sampa, o relógio da  Av. Paulista marca dez graus. Fico de assistir o Malle (último dia em exibição) com o Alê Carvalho (generoso amigo, mentor de um dos meus blogues prediletos: &lt;a href="http://www.interney.net/blogs/rolleiflex"&gt;http://www.interney.net/blogs/rolleiflex&lt;/a&gt;. Chego atrasado, ele já entrou na sala, deve estar puto comigo. Sinto frio, um peso no corpo e na alma. Triste, muito triste, em mais uma noite de inverno no coração e nas ruas. Resquícios de amarguras, acentuadas pelo livro “Morangos Mofados” que estou lendo. Também me sinto mofado.Gosto de bermuda e chinelos. Detesto o frio e esse monte de roupas, que parecem sempre evidenciar meus dissabores, minha solidão. Estou com a cabeça dispersa, não é dia de assistir ao esperado quarto filme de Jorge Furtado, acho que não saberei curtir o filme devidamente, neste dia aborrecido. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Mesmo assim entro na sessão, e minha dispersão some por completo, assim que a voz em off (inconfundível) de Fernanda Torres anuncia que o filme vai começar. Opa, vem coisa boa por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou realmente fã do cinema de Furtado, seus outros três filmes já foram assistidos inúmeras vezes por mim. Sua leveza e despretensão para tratar de assuntos sérios, ou nem tanto assim, vão de encontro ao cinema que mais gosto.Ele sempre tem o que mostrar, e com o seu prestigio e a ajuda de uma equipe afiada, parece estar apenas se divertindo enquanto dirige seus projetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste filme, ele mais uma vez mostra seu talento, e usando da metalinguagem (um filme dentro de outro filme), um texto rápido e apimentado, nos brinda com seu filme mais engraçado. Em várias cenas, não há como não soltar gargalhadas (quem me conhece sabe da descrição), como quando “O Monstro da Fossa” dá uns tabefes na cunhada chata e faz uma dança de comemoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o filme é muito mais do que só engraçado. Com uma fina ironia, Furtado usa o artifício de uma fossa que espalha cheiro por uma pequena cidade do Sul, para fazer suas sutis críticas a vários setores e fatos:os políticos e a politicagem, ao mal uso do dinheiro público, os concursos públicos, as celebridades instantâneas, e principalmente à sua  própria classe artística e a forma de patrocínio para seus projetos cinematográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há tempo para o divertido embate entre os dois italianos vividos por Paulo José (Veneza) e Tonico Pereira (Bologna), que lembram satiricamente as famílias rivais italianas das peças de Shakespeare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não bastasse, há o casal deliciosamente personificado por Wagner Moura e Fernanda Torres, que vivem uma linda história de amor em meio a micoses e briguinhas de casal. É evidente o prazer que a dupla tem por seus personagens.Aqui o amor existe, é bom e bem resolvido, sem ser em nenhum momento piegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o filme, saio do cinema com um leve sorriso no rosto. O corpo mais leve e altivo. Nem os mesmos dez graus da Av. Paulista, parecem tão intensos,o coração parece aquecido pela magia do filme. O cinema sempre teve essa mágica, saio feliz comigo mesmo, e só lamento (mais ainda) não ter encontrado meu amigo, pois certamente, beberíamos algumas cervejas. E eu alegre pelo filme ter me feito tão bem ao espírito. A minha outra face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-4174176845530995488?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/4174176845530995488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/saneamento-bsico-jorge-furtado-dia.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4174176845530995488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4174176845530995488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/saneamento-bsico-jorge-furtado-dia.html' title='Saneamento Básico – Jorge Furtado'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rq3z66qAboI/AAAAAAAAAFY/GZeb4ZnveYM/s72-c/saneamento-basico05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8022448822158682713</id><published>2007-07-23T15:33:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.239-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Cartas de Iwo Jima – Clint Eastwood</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RqT00qqAbnI/AAAAAAAAAFQ/Ared1BE2qV0/s1600-h/cartas-de-iwo-jima02.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="426" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090462664476356210" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RqT00qqAbnI/AAAAAAAAAFQ/Ared1BE2qV0/s640/cartas-de-iwo-jima02.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;Toda vez que olhava a caixinha, que a pegava na mão, como uma criança encantada com seu novo brinquedo, sentia uma mistura de alegria e tristeza. Até hoje não entendo, como deixei passar batido no cinema, um filme do velho e bom Clint. Ele é o cara! Um dos meus três cineastas preferidos.Penso... melhor aguardar uma retrospectiva com os melhores do ano de 2007, pois certamente ele estará lá, e assistir no lugar devido, na tela mágica do cinema. Mas é tanto tempo, e o DVD ficou lá me chamando, pedindo atenção... não resisti. Domingo à noite. Finalmente me proponho a assistir ao filme, que já está na prateleira de DVD´s a umas duas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de Eastwood, pois ele não é de fírulas, sabe contar uma história como ninguém, da maneira mais simples e direta. Mas assim como em sua obra-prima “Menina de Ouro”, neste filme ele se preocupou bastante com a fotografia, e o resultado é melhor ainda. A primeira coisa que salta aos meus olhos neste seu último filme é a fotografia fantástica. Seu tom cinza, com esporáticos vermelho-sangue, ou dourado- sol. Tons cavernosos, para aqueles homens que viviam a se proteger nas cavernas de Iwo Jima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um espetáculo cinematográfico tão grande, que fica difícil acreditar que tudo aquilo é baseado em fatos reais. Às vezes, a guerra me parece (sei que é bobagem) uma coisa inventada para se fazer bons filmes.É inacreditável a imbecilidade humana, a guerra banal e destruidora, de nações atrás de supostos poderes. Mas as guerras sempre existiram, desde que o mundo é mundo.Elas alimentam o grande mercado de industrias bélicas. Quando não há motivos claros, inventa-se um, como no caso atual entre EUA-Iraque. Mas isso é outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor usa seu prestigio, para conseguir contar com muita sensibilidade, o outro lado da segunda guerra.O lado japonês, sobre a tomada das ilhas sagradas de Iwo Jima. Ponto crucial para a vitória dos EUA. Vemos através do General Kuribayashi (Ken Watanabe, excelente) e seus soldados, a queda eminente de uma tropa que já sabia que não conseguiria resistir ao poderio americano. A eminência da morte, é um fator menor, perante a honra de morrer servindo o imperador japonês.Mas será que valia a pena morrer de forma tão besta? Escondidos em cavernas, os soldados se questionam, enquanto tentam sobreviver ao ataque americano. Enquanto estão escondidos nas cavernas sobrevivem, pois uma vez fora delas, a morte era certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os acontecimentos do filme são baseados nas correspondências do General Kuribayashi à sua família. Homem muito bem treinado e conhecedor dos costumes americanos, por passar grande período nos EUA. Os japoneses, achavam que ele seria o homem ideal para proteger a ilha do ataque americano, mas ele sabia desde o momento em que chegou na ilha, que de lá não sairia com vida, devido ao poderio americano. Kuribayashi representava a honra japonesa na eminência da derrota. Eastwood nos mostra isso de forma precisa e correta. E por diversas vezes mostra ao seu próprio povo (que não foram assistir ao filme nos cinemas americanos), que orientais e ocidentais, mesmo tendo culturas tão diferentes, são muito parecidos na dor da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande filme, que com certeza assistirei numa retrospectiva de 2007 na tela mágica do cinema. Assim como o outro filme feito em conjunto com este: “A Conquista da Honra”, que merece uma revisão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8022448822158682713?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8022448822158682713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/cartas-de-iwo-jima-clint-eastwood-toda.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8022448822158682713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8022448822158682713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/cartas-de-iwo-jima-clint-eastwood-toda.html' title='Cartas de Iwo Jima – Clint Eastwood'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RqT00qqAbnI/AAAAAAAAAFQ/Ared1BE2qV0/s72-c/cartas-de-iwo-jima02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-2042888215853785680</id><published>2007-07-16T14:58:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.239-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Melhores filmes - Semestre de 2007</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rpux2kg10kI/AAAAAAAAAFI/EdgQKuh-M7A/s1600-h/cao-sem-dono02.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="436" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087855755117580866" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rpux2kg10kI/AAAAAAAAAFI/EdgQKuh-M7A/s640/cao-sem-dono02.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;Os Melhores Filmes do Semestre/2007&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Recentemente mandei minha lista com os melhores do semestre para a Liga dos Blogues Cinematográficos. Segue a lista abaixo com os dez melhores e apenas dois filmes na lista de piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;MELHORES&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1 – Cão Sem Dono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Exilados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Cartola Música para os Olhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – Pro Dia Nascer Feliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Não Por Acaso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – A Vida Secreta das Palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – Maria Antonieta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – Os Doze Trabalhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 – Dias de Glória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- A Conquista da Honra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;PIORES&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1 – Inesquecível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – A Grande Família – O Filme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante que as duas listas são encabeçadas por filmes nacionais.Obviamente, vai mudar, assim que conseguir assistir a filmes imperdíveis, que graças a “gracinha” que é a distribuição dos mesmos, acabei não assistindo. Aliás, como pode filmes como “Maria”, “Cartas de Iwo Jima” e “Hospedeiros” ficarem tão pouco tempo em cartaz em salas decentes. Lembro que “Maria” assim como os outros citados ficaram uma semana em salas boas, depois foram para os “Tamborés” e “Raposos” da vida, ou em horários do tipo horrorosos.&lt;br /&gt;Fora os outros filmes que virão do decorrer do ano. &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-2042888215853785680?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/2042888215853785680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/os-melhores-filmes-do-semestre2007.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2042888215853785680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2042888215853785680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/os-melhores-filmes-do-semestre2007.html' title='Melhores filmes - Semestre de 2007'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rpux2kg10kI/AAAAAAAAAFI/EdgQKuh-M7A/s72-c/cao-sem-dono02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-4680802014949889761</id><published>2007-07-13T18:03:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.239-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Paris, Eu Te Amo – Vários Diretores</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rpfo20g10hI/AAAAAAAAAEs/SQCyWIw0gGc/s1600-h/paris-eu-te-amo01.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="480" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086790332645233170" src="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rpfo20g10hI/AAAAAAAAAEs/SQCyWIw0gGc/s640/paris-eu-te-amo01.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser arriscado um projeto destes. Solicitar a tantos diretores um pequenino filme, entregar a  eles cinco minutos apenas, para contar uma pequena história que tenha Paris como cenário central. O resultado acabou superando minhas expectativas. Sendo que alguns episódios como o de Alexandre Payne, ou mesmo dos irmão Coen,  se revelarem pequeninas obras-primas. Já o destaque negativo –felizmente- vai para apenas um episódio, o de Christopher Doyle, que até agora não consegui entender o que ele quis com aquilo. Segue abaixo um pequeno comentário sobre cada episódio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;MontMartre – Bruno Podalydès&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acaso e a sorte juntando dois corações solitários na cidade do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;b&gt;Quais de Seine – Gurinder Chadha&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;     * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor nascendo entre uma jovem muçulmana e um jovem francês, numa Paris sem fronteiras ou preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Le Marais – Gus Van Sant&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;    * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de haver uma forma de nos entendermos, mesmo não sendo pelas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;b&gt;Tuileries – Joel e Ethan Coen&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;     * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro segundo já comecei a rir com a cara de Steve Busceni e não parei mais. Comédia das boas. Que pena que são apenas cinco minutos. Já vale o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;b&gt;Loin du 16 – Walter Salles e Daniela Thomas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;   * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canção de ninar entre dois mundos, da mesma cidade. O episódio mais político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Porte de Choisy – Christopher Doyle&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;     *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;???????????????????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Bastille – Isabel Coixet&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;     * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor mostrado ao contrário. Do fim ao começo. O que um dia houve e terminou, retorna maior.E nem a morte faz diminuir. Em cinco minutos a diretora conta uma história admirável e bela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Places des Victoires – Nobuhiro Suwa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranha história de perda, com cawbois nas ruas de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;b&gt;Tour Eiffel – Sylvain Chomet&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradição francesa de mímicos pelas ruas de Paris. Só pela pequena sátira aos turistas americanos já vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;b&gt;Parc Monceau – Alfonso Cuarón&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;     * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um único e fantástico plano-sequencia em cinco minutos, com um ator fantástico e um roteiro com um segredinho na manga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Quartier Des Enfants Rouges – Olivier Assayas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;    * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava mais de tão festejado diretor. Pareceu-me o tempo todo um filme de Sophia Copolla. Ah! Mais tem a Maggie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Place de Fêtes – Olivier Schmitz&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  *  *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa por um café. O diretor não teve o talento de Isabel Coixet para contar tanta coisa em tão pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Pigalle – Richard La Gravenese&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fanny Ardant e Bob Hoskins tentam acender o amor que está morrendo. Vale pelos atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;b&gt;Quartier de la Madeleine – Vicinzo Natali&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;    * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio mais doido de todos. Mas afinal, o amor não é uma espécie de vampirismo de um para com o outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Père Lachaise – Wes Craven&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;    * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oscar Wilde dá uma forcinha para um casal que o visita no cemitério. Demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;b&gt;Faubourg Saint-Denis – Tom Tykwer&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;   * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me agradou a linguagem de video clipe. Só se salva a atriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Quartier Latin – Frederic Auburtin e Gerard Depardieu&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;    * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atores de Cassavetes em dialoga afiadíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;14th Arrondissement – Alexandre Payne&lt;/b&gt;     * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cereja do bolo. O melhor para o final. Para se rever várias vezes quando sair em DVD.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-4680802014949889761?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/4680802014949889761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/paris-eu-te-amo-vrios-diretores-no.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4680802014949889761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4680802014949889761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/paris-eu-te-amo-vrios-diretores-no.html' title='Paris, Eu Te Amo – Vários Diretores'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rpfo20g10hI/AAAAAAAAAEs/SQCyWIw0gGc/s72-c/paris-eu-te-amo01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8931992658502213851</id><published>2007-07-10T17:50:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.239-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Cão Sem Dono – Beto Brant e Renato Ciasca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RpPxyePWToI/AAAAAAAAAEc/LdTNUoNyB5s/s1600-h/cao-sem-dono06.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="427" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085674253644615298" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RpPxyePWToI/AAAAAAAAAEc/LdTNUoNyB5s/s640/cao-sem-dono06.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;Dá primeira vez que assisti, saí do cinema com uma sensação estranha, como se alguma coisa houvesse me escapado. No dia seguinte, fui conferir novamente, desta vez me permiti até dar umas risadas e tudo me pareceu bem mais coeso. Difícil escrever sobre um filme que gostei tanto, depois de tanto ler e pensar a seu respeito. A primeira coisa que vem em minha mente, é achar que ele é um filme falsamente modesto.Cheio de sutilezas, de não-ações, mostra as emoções escondidas e adiadas de pessoas mais que comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A câmera é amiga companheira de Ciro (Julio Andrade), um cara totalmente desvinculado de uma vida padrão. Desiludido e apático, ele é o retrato fiel de uma juventude contemporânea que se recusa a crescer, a ter responsabilidades. Que não sabe o que fazer da vida.Tem um pouco de Ciro em mim também, e como tem... Ciro tem um medo danado de se envolver. É um cara legal até, mas afetivamente, é nulo. Até o cachorro que o acompanha, não tem um nome, e ele nem o considera seu.Não quer compromissos de espécie alguma, e enquanto os pais ajudam com uma graninha, vai levando a  sua (não) vida.Interessante notar na primeira vez que ele aparece conversando com os pais, o seu total desinteresse. Sei bem como é isso, parece até que eles estão falando outra língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que na vida dele acontece Marcela (Tainá Muller, linda!!!!!), e sua frágil segurança não suporta o vento do amor brotar dentro de si. Amor que julga nem existir.Que na sua pretensa segurança, pode apenas se manifestar através do sexo. Não é à toa que o sexo (lado de fora), a as doenças (lado de dentro), aparecem tanto no filme (será que é bem no meio dos dois que se encontra o amor?). Através do sexo e das doenças, que Ciro e Marcela se comunicam, se conhecem. Ela tentando a todo custo furar o bloqueio que Ciro criou dentro de si. Bloqueio que se revela frágil, pele exposta e machucada, quando ela se afasta de sua vida. Toda a falsa segurança de Ciro, caiu por terra e ele se vê perdido de amor. Quando Marcela canta – na cena do ano – toda linda e entregue a aquele momento mágico, acompanhada no violão por Ciro, é interessante notar o olhar apaixonado dele para os movimentos dela. Naquele momento, ele se entrega ao amor, mesmo sem saber disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os coadjuvantes são um caso a parte no filme. Seja o moto-boy e a esposa, num encontro na casa deles, que me pareceu a cena mais real e natural eu já vi no cinema. Seja os pais de Ciro, ou mesmo o porteiro pintor. Todos sutilmente, ajudam Ciro a se encontrar afetivamente. Outra cena maravilhosa, de tantas do filme, é quando o pai de Ciro conta a ele um problema que teve no passado, em que teve que se perder para depois se encontrar. Ou quando o porteiro comenta da receita de um sorvete de pêra ocre e gelado, herança de uma ex-namorada, enquanto mostra Marcela em um de seus quadros, colorida e vibrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida, tão banal aparentemente, pulsa em casa fotograma desta outra pequena obra-prima de Beto Brant. Se já havia ficado maravilhado com “Crime Delicado” no ano passado, filme que junto com “O Céu de Suely” foi pra mim o melhor de 2006. Cão Sem Dono já é até aqui, o filme do ano. Na minha modesta opinião, nunca o cinema brasileiro esteve tão bem representado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8931992658502213851?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8931992658502213851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/co-sem-dono-beto-brant-e-renato-ciasca.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8931992658502213851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8931992658502213851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/co-sem-dono-beto-brant-e-renato-ciasca.html' title='Cão Sem Dono – Beto Brant e Renato Ciasca'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RpPxyePWToI/AAAAAAAAAEc/LdTNUoNyB5s/s72-c/cao-sem-dono06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8477844198673268265</id><published>2007-07-04T13:27:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.240-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>A Palavra – Carl Th. Dreyer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RovKgePWTnI/AAAAAAAAAEU/jEpjQkRt208/s1600-h/A+PALAVRA.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="476" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083379263639801458" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RovKgePWTnI/AAAAAAAAAEU/jEpjQkRt208/s640/A+PALAVRA.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“ Eu sou pedreiro... Eu construo casas, mas ninguém vai morar nelas&lt;br /&gt;Eles querem construir sozinhos...&lt;br /&gt;Eles mesmos constroem, mesmo sem saber fazer.&lt;br /&gt;Então alguns deles habitam cabanas não terminadas...&lt;br /&gt;Outros vivem em ruínas...&lt;br /&gt;Mas a maioria vagueia sem ter casa para morar.&lt;br /&gt;Você é um que precisa de casa?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são algumas das palavras proferidas pelo filho do meio que, volta ao seio da família de fazendeiros, depois de passar um tempo fora, estudando teologia. A questão é de que ele volta se auto-intitulando Jesus Cristo, e quase todos da família - que por sinal é muito religiosa- passam a duvidar de sua sanidade mental. Isso até um dos familiares ficar muito doente, e suas palavras serem postas à prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé e a religião permeiam em todas as palavras e cenas este magnífico filme. E aposto que o mais agnóstico dos homens, fica sem palavras diante de tamanha obra-prima realizada por Carl Th. Dreyer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na vida, quanto mais se aprende, mas a gente percebe que tem a aprender, isto serve também com relação ao cinema. Não sei como não havia assistido ainda esta obra genial e única, ou mesmo qualquer outro filme do diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os conflitos religiosos de duas famílias, assistimos ao filme de andamento lento, mas preciso, que com a mão genial de Dreyer, usa essa lentidão para a história nos cativar e adquirir forma e força. Quando o filme chega em sua cena final, por sinal a mais importante, já não importa o que se acha do milagre que se mostra. Os acontecimentos ficam à parte, perante a força das cenas dirigidas por Dreyer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme para se assistir de joelhos!Uma oração cinematográfica! Imagine isso assistido no cinema.Pena que assisti em DVD, mas antes tarde do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8477844198673268265?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8477844198673268265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/palavra-carl-th.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8477844198673268265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8477844198673268265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/palavra-carl-th.html' title='A Palavra – Carl Th. Dreyer'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RovKgePWTnI/AAAAAAAAAEU/jEpjQkRt208/s72-c/A+PALAVRA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8375159302646203043</id><published>2007-07-02T12:58:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.240-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Relação de filmes - Junho de 2007</title><content type='html'>&lt;b&gt;Filmes assistidos em junho/2007 por ordem de preferência&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 -&lt;b&gt;Exilados&lt;/b&gt; – Johnny To  (DVD)     * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - &lt;b&gt;Filhos da Esperança&lt;/b&gt; – Alfonso Cuarón  (DVD)     * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - &lt;b&gt;Não Por Acaso&lt;/b&gt; – Philippe Barcinski     * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - &lt;b&gt;A Vida Secreta das Palavras&lt;/b&gt; – Isabel Coixet     * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – &lt;b&gt;Só Deus Sabe&lt;/b&gt; – Carlos Bolado  (DVD)     * * * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 –&lt;b&gt; O Despertar de Uma Paixão&lt;/b&gt; – John Curran     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - &lt;b&gt; Piratas do Caribe-No Fim do Mundo&lt;/b&gt; – Gore Verbinski     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 –&lt;b&gt; Zodíaco&lt;/b&gt; – David Fincher     * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 – &lt;b&gt;Transylvania&lt;/b&gt; – Tony Gaflit     * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 – &lt;b&gt;O Prazer é Todo Meu&lt;/b&gt; – Isabelle Brové  (DVD)     * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 – &lt;b&gt;Homem Aranha 3&lt;/b&gt; – Sam Raimi     * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 –&lt;b&gt; Inesquecível&lt;/b&gt; – Paulo Sérgio Almeida     *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 – &lt;b&gt;Operação Limpeza&lt;/b&gt; – Les Mayfield  (DVD)     *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8375159302646203043?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8375159302646203043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/filmes-assistidos-em-junho2007-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8375159302646203043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8375159302646203043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/07/filmes-assistidos-em-junho2007-por.html' title='Relação de filmes - Junho de 2007'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3356570314274735901</id><published>2007-06-25T17:10:00.003-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.240-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>A Vida Secreta das Palavras – Isabel Coixet</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RoAhfQanRJI/AAAAAAAAAEM/2yS_en2J1Xg/s1600-h/vida-secreta-das-palavras08.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="422" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080097200540173458" src="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RoAhfQanRJI/AAAAAAAAAEM/2yS_en2J1Xg/s640/vida-secreta-das-palavras08.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que faz nos fecharmos dentro de nós mesmos e com o mundo? Porque a tristeza às vezes nos toma de assalto, sendo quase impossível fugir dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa e outras perguntas eu ficava me fazendo enquanto acompanhava na tela, a vida quieta e triste de  Hanna (Sara Polley). Ela, uma moça que trabalha numa fábrica, e mantém uma vida sem amigos, no mesmo frango, arroz e maçã de todos os dias, parece que ela se recusa a viver. Até que é obrigada a sair de férias, e numa viagem solitária, acaba arrumando ao acaso, um serviço temporário de enfermeira, numa plataforma de petróleo. Lá, no meio do oceano, ela ajuda a Josef (Tim Robbins) - que teve grande parte do corpo queimado e ficou temporariamente cego, devido a um acidente- a se recuperar e, mesmo em sua mudez, começa a se envolver com o paciente, escutando suas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convivência com os outros trabalhadores da plataforma é mostrada de forma sutil. Todos parecem fugidos da terra firme, à procura de refugio na solidão e isolamento em alto-mar. Hanna permanece quieta e triste, mas mesmo assim, um forte conteúdo emocional acompanha seus passos. Parece que ela se penitencia com relação à vida, como quando ela degusta um suflê preparado pelo cozinheiro da plataforma. Quando ela diz que aquele suflê fora a coisa mais deliciosa que havia experimentado, é como se sentisse imensa culpa por aquilo. É incrível, quando lá pelo meio do filme, ela finalmente emite um sorriso. Eu e outras pessoas ao meu lado no cinema, sorrimos também, contentes e irmanados por ela. Quais serão as dores de Hanna? Quando finalmente ela se abre para Josef, e resolve falar sobre suas dores, minha sensação era a mesma que Josef mostrava em seu rosto contraído pela repulsa a tais fatos, e daí o filme muda totalmente e toma outro rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava este filme com entusiasmo, adorei o outro filme da diretora espanhola Isabel Coixet, cujo personagem central também foi interpretado por Sara Polley, o pouco visto “Minha Vida Sem Mim”. No seu segundo filme, a diretora mostra novamente o talento para  histórias humanas e emocionais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3356570314274735901?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3356570314274735901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/06/vida-secreta-das-palavras-isabel-coixet.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3356570314274735901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3356570314274735901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/06/vida-secreta-das-palavras-isabel-coixet.html' title='A Vida Secreta das Palavras – Isabel Coixet'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RoAhfQanRJI/AAAAAAAAAEM/2yS_en2J1Xg/s72-c/vida-secreta-das-palavras08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-168945817041652232</id><published>2007-06-19T17:27:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.240-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Não Por Acaso – Philippe Barcinski</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rng8kAanRII/AAAAAAAAAEE/0XUo32EAREA/s1600-h/nao-por-acaso07.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="427" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077875169144816770" src="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rng8kAanRII/AAAAAAAAAEE/0XUo32EAREA/s640/nao-por-acaso07.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Quem sabe/O super-homem venha nos restituir a glória/Mudando como um deus o curso da história/ Por causa da mulher”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das cenas mais lindas deste filme, Ênio (Leonardo Medeiros) literalmente pára o trânsito de São Paulo, para se encontrar com sua filha. Lembrei-me na hora desta música, que fala do filme em que o Super-Homem faz o mundo voltar no tempo para salvar sua amada da morte.Guardada as devidas proporções, Ênio faz o mesmo.Vivendo por longos anos fechado em seu mundo controlado e metódico, ele se vê contaminado por emoções inesperadas. &lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;O amor guardado e recluso de anos de solidão, se faz florescer em meio ao caos do trânsito de Sampa (personagem essencial da trama).&lt;br /&gt;Ele é um controlador de trânsito, desses que controlam os faróis da cidade, e leva a vida metodicamente. Mas Bia (Rita Batata), sua filha, que até então ele nem conhecia, lhe traz novas perspectivas, e ele se vê obrigado a sair de sua concha. Ênio vive à flor da pele, seu encontro tardio com sua filha, se faz através de  momentos silenciosos e aflitos, que vão dando lugar a um outro tipo de silêncio, aquele silêncio confortável de duas almas gêmeas reconhecidas, apesar das adversidades. E a interpretação contida e fantástica de Leonardo Medeiros é um caso a parte, em meio a um elenco perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, vemos a história de Pedro (Rodrigo Santoro), rapaz também recluso e extremamente metódico, e muito controlado com sua vida. Ele vive de construir mesas de sinuca. Também é um exímio jogador, que só resolve se mostrar jogador, quando se percebe com a vida controlada e perfeita - inclusive para praticar a jogada perfeita – depois que sua namorada resolve morar com ele. Mas a vida, lhe prega uma peça, e sua namorada morre. Alias, no mesmo acidente, em que morre a ex-mulher de Ênio, mãe de Bia. Se o seu mundo controlado desmorona com a morte de Teresa (Branca Messina), a vida lhe estende uma outra oportunidade, quando ele conhece Lúcia (Letícia Sabatella). Com ela, ele tenta recolher os cacos de sua calada dor, e recomeçar um novo relacionamento, refazendo suas maneiras e manias vividas com seu antigo relacionamento. Ao invés de omelete, café preto. E a vida continua, através de outro prisma. Continua sim, e pode até ser tão boa quanto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor e a perda permeiam todos os personagens, como quando Bia declara ao pai, sentir uma tristeza imensa, ou quando Iolanda (Cássia Kiss) se encontra com Pedro, logo após a morte da filha, numa cena tocante em que ambos demonstram uma dor imensa, recolhida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barcinski, em sua primeira direção de um longa-metragem, deixa seus atores soltos para brilharem, mas sabiamente não deixa em nenhum momento sequer, espaço para um melodrama. Sua direção é seca, direta e distante, como se fosse mais um espectador, mas com total controle de tudo o que se passa. Não abre espaço para explicações óbvias e dirige como um veterano. Talvez o único defeito do filme, seja o fato de querermos saber mais de tão belos personagens, mas isso talvez nem seja defeito, pois sendo econômico em sua narrativa, Barcinski deixa tudo a mostra nas entrelinhas.E deixa uma vontade de quero mais, nesta pequena obra-prima. Um filme nacional que escapa de costumeiros rótulos, que dialoga tranqüilamente com o mundo, e mostra o pulsar positivo de um cinema nacional com muito talento, sem dever nada em qualidade e por que não dizer quantidade, já que Barcinski já faz parte de uma geração muito talentosa e com realmente algo a mostrar, sem precisar entrar em rótulos. Que venha o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-168945817041652232?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/168945817041652232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/06/no-por-acaso-philippe-barcinski-quem.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/168945817041652232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/168945817041652232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/06/no-por-acaso-philippe-barcinski-quem.html' title='Não Por Acaso – Philippe Barcinski'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rng8kAanRII/AAAAAAAAAEE/0XUo32EAREA/s72-c/nao-por-acaso07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-2424755365713489296</id><published>2007-06-11T16:17:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.241-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Exilados – Johnny To</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rm2f4QanRHI/AAAAAAAAAD8/yzpvT0fMGQA/s1600-h/exilados_03.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="403" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074888143944500338" src="http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rm2f4QanRHI/AAAAAAAAAD8/yzpvT0fMGQA/s640/exilados_03.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Confesso minha total ignorância para com o cinema oriental. Nunca priorizo assistir a  um deles, apenas quando sobra um tempo, ou o acaso, é que me fazem assisti-los. Vou ter de rever esta minha postura, afinal de contas, se um filme como este se faz presente, é porque outros, do próprio diretor, ou de seus conterrâneos, devem conter este mesmo vigor exibido em “Exilados”. Este filme é um primor, e certamente um dos melhores do ano. Mais uma pérola vista (infelizmente) em DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta a história de amigos de infância, que tomaram caminhos diferentes na vida, e que pela força do destino, se reencontram novamente. Se no começo eles se vêem em lados opostos, a amizade antiga lhes fala mais alto, e o que se segue é a luta pela sobrevivência dos cinco amigos. Neste sentido, o filme já se diferencia de outros filmes de mafiosos, pois aqui não a lugar para desconfianças. A amizade deles é real,é acima de tudo. Poucos momentos eles deixam transparecer a ternura que os une, mas ela existe, em meio a massacres e tiroteios sangrentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drama, política e comédia se mesclam na medida certa neste filme. O drama se faz pela união dos amigos entre si, lembrando até o lema famoso de Dumas: “um por todos e todos por um” como vemos na primorosa cena final, enquanto uma lata de Red-Label voa pelos ares. Já a política se relaciona ao domínio da máfia chinesa em Macau, enquanto as verdadeiras autoridades se omitem, como vemos no engraçado chefe de polícia preste a se aposentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de cara, na primeira cena, o filme nos remete ao mundo de Sérgio Leone. Obviamente, preciso assistir a outros filmes deste cineasta, mas é clara a influencia do genial Leone. Parece-me que se trocarmos a cidade pelo deserto, os carros velozes por cavalos, e chineses por americanos, estaríamos vendo um filme do velho mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme mais se parece com uma espécie de balé cinematográfico, devido as suas cenas de tiroteio, onde não é preciso nem se importar com alguns exageros, como logo no ínicio, que uma porta saí voando depois de alguns tiros. A beleza que cada cena têm, faz com que os erros e exageros passem desapercebidos, ou melhor, até dão um certo charme. Todas as cenas e os enquadramentos,são lindamente construídos, como se ali houvesse um quadro de renomado pintor. Ora apenas observamos quadros, ora acompanhamos cenas de ação de tirar o fôlego. Tudo dosado na medida certa, para deleite de quem ama a sétima arte. Uma aula de cinema vinda do oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-2424755365713489296?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/2424755365713489296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/06/exilados-johnny-to-confesso-minha-total.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2424755365713489296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/2424755365713489296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/06/exilados-johnny-to-confesso-minha-total.html' title='Exilados – Johnny To'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rm2f4QanRHI/AAAAAAAAAD8/yzpvT0fMGQA/s72-c/exilados_03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-656495851493375342</id><published>2007-06-08T16:19:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.241-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Filhos da Esperança – Alfonso Cuarón</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rmmr9wanRGI/AAAAAAAAADw/zz1UYJgx8gg/s1600-h/filhos-da-esperanca07.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="417" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073775532666471522" src="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rmmr9wanRGI/AAAAAAAAADw/zz1UYJgx8gg/s640/filhos-da-esperanca07.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sábado passado estava eu num casamento de um amigo e um dos momentos mais legais foi quando um garotinho, filho de muy amigos, ficou no meu colo por uns quinze minutos. Muito querido por mim, ficou a me observar, como a se perguntar quem é esse aí a me embalar. Mas não era eu que o embalava, andando pra lá e pra cá com ele no colo. Era ele que me acarinhava com seu jeitinho puro e terno, seu cheirinho gostoso de bebê. Sorriu pra mim, e sorri também, a achar o mundo novamente lindo, pois ele o habita. Lindo João Miguel que muito bem me fez, que é o futuro e esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que no domingo assisto este último Cuarón. Muito burro eu, assistir a este filme em DVD. Como deixei passar essa maravilha em branco no cinema. Um filme que fala exatamente de um mundo sem crianças e conseqüentemente sem futuro. Porrada no estômago, filmaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme já começa a mil, mostrando uma Londres em ruína, chorando à la Diana, pela morte do garoto mais jovem do mundo, nascido a mais de dezoito anos. O último nascimento de uma criança, de um mundo infértil e doente. Logo vemos nosso herói – e que herói – vivido por Clive Owen, na sua total indiferença pelo assunto, em seu gabinete de funcionário público,enquanto todos choram. Depois é que ficamos sabendo, que ele já chorou também por uma criança, seu filho Dylan, que morreu há tempos, levando consigo, todas as esperanças e crenças de seu pai, juntamente com a destruição de seu casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele é chamado de novo à vida, quando sua ex-mulher o procura depois de anos, para ajuda-la a transportar para o “Projeto Humano”, o milagre, uma mulher grávida, em meio a todo o caos da guerra entre o governo e os rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não tem nada melhor no cinema do que o velho e bom plano-seqüência, e Cuarón nos brinda com dois fantásticos exemplos. Logo no início, na explosão de um restaurante e bem depois, numa seqüência de tirar o fôlego, quando até sangue espirra na câmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém já imaginou um mundo sem o choro das crianças? Sem suas brincadeiras? Num roteiro muito bem sacado, Cuarón nos mostra sua visão de tal situação.É impressionante a cena em que a guerra literalmente pára na cidade, entre exército e rebeldes, para a mãe passar com sua criança a chorar.Tudo pára para se ouvir aquele chorinho de bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso herói descalço, luta para manter aquela mãe com a criança a salvo. Sua descrença na vida é substituída pela esperança de fazer aquela criança sobreviver em meio ao caos. Aquela criança que significa a sobrevivência da espécie humana, até então condenada à extinção. Vão atrás de um barco chamado “Amanhã”. A criança se chama Dylan, como seu filho. Nosso herói fecha os olhos, que se mostram serenos, como a muito não se mostravam. Sua missão foi cumprida. Dylan se encontra com o “Amanhã”. Ali, talvez a esperança da humanidade renasça também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-656495851493375342?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/656495851493375342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/06/filhos-da-esperana-alfonso-cuarn-sbado_08.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/656495851493375342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/656495851493375342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/06/filhos-da-esperana-alfonso-cuarn-sbado_08.html' title='Filhos da Esperança – Alfonso Cuarón'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rmmr9wanRGI/AAAAAAAAADw/zz1UYJgx8gg/s72-c/filhos-da-esperanca07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-6887237219300330426</id><published>2007-06-01T16:06:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.241-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Relação de filmes - Maio de 2007</title><content type='html'>&lt;span style="color: #993300;"&gt;&lt;b&gt;Filmes assistidos no mês de maio/2007 por ordem de preferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cartola &lt;/b&gt;– Lírio Ferreira e Hilton Lacerda      * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Baixio das Bestas&lt;/b&gt; – Cláudio Assis      * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lady Vingança&lt;/b&gt; – Park Chan Wook      * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Proibido Proibir&lt;/b&gt; – Jorge Duran      * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Princesas&lt;/b&gt; – Fernando Leon de Aranoa      * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;007 Cassino Royalle&lt;/b&gt; – Martin Campbell (DVD)      * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rocky Balboa&lt;/b&gt; – Sylvester Stallone (DVD)      * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um Crime de Mestre&lt;/b&gt; – Gregory Hoblit      * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Miss Porter&lt;/b&gt; – Chris Noonan      * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Poder Além da Vida&lt;/b&gt; – Victor Salva (DVD)      * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sahara&lt;/b&gt; – Breck Eisner (TV)      *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-6887237219300330426?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/6887237219300330426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/06/filmes-assistidos-no-ms-de-maio2007-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6887237219300330426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6887237219300330426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/06/filmes-assistidos-no-ms-de-maio2007-por.html' title='Relação de filmes - Maio de 2007'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8875816129197699983</id><published>2007-05-31T17:43:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.241-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Princesas – Fernando Leon de Aranoa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rl8znMVHBeI/AAAAAAAAADg/zYHX5cDFHoQ/s1600-h/princesas07.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="416" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070828453860148706" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rl8znMVHBeI/AAAAAAAAADg/zYHX5cDFHoQ/s640/princesas07.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho um amigo, ex-colega de serviço, que esta morando em Madri, foi tentar a sorte naquele país. Numa recente conversa por e.mail, ele me disse que daqui a pouco, vai haver mais estrangeiros na Espanha, do que propriamente espanhóis. A mão de obra é barata, e nem é tão difícil entrar no país, principalmente de forma ilegal. Este talvez seja o grande problema dos espanhóis no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se  no seu filme anterior, Aranoa já se mostrava preocupado com este assunto, abordando a vida de homens desempregados que se encontravam em um bar. Neste seu último filme, o diretor aborda o assunto de maneira mais abrangente, só que se anteriormente o bar era seu principal cenário, neste filme, é um salão de cabeleireiros, e obviamente, seus protagonistas são mulheres, mais precisamente, prostitutas de rua. Que  se vêem numa concorrência desleal, em suas vidas nada fáceis, com prostitutas que tomam suas calçadas, vindas de outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia se pensar, que com este material, Aranoa cairia facilmente na denúncia social, ou pior, veríamos como funciona a “vida fácil” destas mulheres e só. Mas mostrada esta situação, ele parte para o lado mais interessante do filme, que é precisamente o relacionamento de duas prostitutas, sendo elas  Zulema (Micaela Nevárez) e Caye (Candela Peña), é neste relacionamento de amizade crescente que o filme se firma, e também cresce como suas personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candela Peña é o grande achado do filme, pois consegue fazer com que amemos sua Caye, uma mulher triste e angustiada,  sem perspectivas, que esconde sua profissão da família, a qual ela não se relaciona bem, vivendo num jogo de aparências que lhe corrói. Ela carrega consigo uma enorme desesperança, na mesma medida em que no seu interior, acredita que algo bom irá lhe acontecer. Uma princesa, escondida sobre a pele grossa de uma puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma cena em particular chama a atenção, é quando ela saí para jantar com um (talvez) namorado e encontra um cliente no mesmo restaurante. As duas mulheres que ela carrega dentro de si se chocam e ela se vê perdida em meio a aquilo que ela é, uma mulher insegura e carente, como a vemos no jogo de futebol, por exemplo. E a outra, segura, que domina os homens, que se vende por dinheiro e não tem sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diálogos com sua amiga imigrante também são  um capítulo à parte, são maravilhosos. Mostram uma grande mulher, dentro de um pequeno corpo frágil. Uma frase dela que não me saí da cabeça é “Tenho saudades do que não vivi”. É a vida lhe escorrendo pelas mãos, através do tempo perdido, que não volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8875816129197699983?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8875816129197699983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/princesas-fernando-leon-de-aranoa-tenho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8875816129197699983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8875816129197699983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/princesas-fernando-leon-de-aranoa-tenho.html' title='Princesas – Fernando Leon de Aranoa'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rl8znMVHBeI/AAAAAAAAADg/zYHX5cDFHoQ/s72-c/princesas07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-5890081070779174027</id><published>2007-05-24T16:59:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.242-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Os Maias – Luiz Fernando Carvalho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RlXuwcVHBdI/AAAAAAAAADY/ANfKA0Q5L1Q/s1600-h/maias+pedro+e+maria.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="476" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068219471681226194" src="http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RlXuwcVHBdI/AAAAAAAAADY/ANfKA0Q5L1Q/s640/maias+pedro+e+maria.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Logo de cara nos deparamos com algo estranho para os níveis da televisão brasileira, uma câmera  lenta e contemplativa, passeia vagarosamente pelas imagens de um casarão. Abrem-se os portões da casa do Ramalhete e a música anuncia um show visual de emocionar logo nos primeiros instantes. Não tenho medo nenhum de comparar estas imagens, com cenas de filmes de Luchino Visconti, tamanho show de direção e apuro técnico. Vemos Carlos Maia (Fábio Assumpção) e seu inseparável amigo irmão João da Ega (ou será Eça), a adentrar naquela casa, que outrora foi palco de muitos saraus e paz familiar, totalmente abandonada pelo tempo e pela tragédia lá vivenciada. Eles passeiam lentamente pela casa empoeirada e acinzentada, como que a nos apresentar o Ramalhete, carregando o peso das lembranças e do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma pessoa como eu, que já leu o livro e assistiu à minissérie duas vezes, os olhos se enchem d´agua no mesmo instante em que Carlinhos abre uma das portas e revê o passado, onde seu avô amado Dom Afonso (Walmor Chagas) versa mais um de seus ditados filosóficos: “Isso de lendas e agouros...Basta abrir de par em par as janelas. E deixar entrar o sol”. Logo atrás, aparece Ega (Selton Mello, na interpretação de sua vida), dizendo a Carlos para irem embora. Em que Carlos responde que aquele lugar e impressionante, pois vivendo por lá, apenas dois anos, lhe parece que foi a vida inteira, e fica a ver um quadro de seu pai, empoeirado no chão. Carlos e João da Ega  carregam o peso da  desilusão nas costas. Eles, que outrora sentiam o pulsar de feitos revolucionários, carregam no semblante e no corpo as chagas da renúncia e conformismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o rosto de Pedro Maia (Leonardo Vieira), pai de Carlos no retrato, dá-se inicio a saga dos Maias e volta-se ao passado.Onde vemos o funeral de sua mãe, que morreu nos horrores de suas penitências e fervor católico. Vemos Dom Afonso conversar com um amigo a respeito de Pedro, seu filho único, e sua educação errada. Pedro é um fraco, que ao invés de sair à imagem do pai, foi criado, como diz o pai: “Embaixo da saia da mãe e debaixo da batina do padre”. Recolhido pela dor da perda da mãe, Pedro não saí de casa, mas Dom Afonso o leva para ver as touradas, e daí toda a tragédia se inicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contra gosto, Pedro se senta na arquibanca, alheio a toda aquela festa em torno daquele balé sangrento.Mas eis que ele enxerga ao longe uma moça linda, seus olhos a seguem e ele parece que renasce a partir daquele momento. Numa cena de beleza descomunal, vemos Maria (Simone Sparlatore) em toda a sua sensualidade. Seu peito arfando de prazer e gozo por cada espetada do toureiro no touro, o sangue a jorrar do animal se mistura a sua excitação, enquanto Pedro a observa como a própria deusa do amor.No mesmo instante do clímax, em que o touro desaba sangrando na arena, os olhos dos dois se cruzam e se fixam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contamos com o auxílio luxuoso de Raul Cortez, que tem a honra de se fazer narrador no lugar de Eça de Queiroz: “Pedro estava tomado por uma dessas paixões que assaltam a existência. Assolam como um furacão, rogando as vontades, as razões, os respeitos humanos. Empurando de roldão aos abismos...”.&lt;br /&gt;Pedro da Maia amava”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, Pedro está amando. A tragédia dos Maias se inicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso acontece em apenas vinte minutos de uma minissérie de mais de nove horas de duração. Mas que  sintetiza bem o espírito de uma obra-prima descomunal e magnificamente dirigida por Luiz Fernando Carvalho (diretor de Lavoura Arcaica, outra obra-prima). Nos extras do DVD, Osmar Prado é o mais enfático dos atores da série, entre tantos depoimentos, a afirmar que “Os Maias” é um marco histórico na televisão brasileira, o produto de maior qualidade jamais feito antes, e por isso não compreendido como deveria ter sido. E que talvez com o lançamento em DVD, a justiça seja feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou começando a rever pela terceira vez, e estou achando melhor ainda do que as outras vezes.Se não gostaram, se foi um fracasso absoluto de audiência na TV, azar de quem não viu. Obra-prima total!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-5890081070779174027?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/5890081070779174027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/os-maias-luiz-fernando-carvalho-logo-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5890081070779174027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/5890081070779174027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/os-maias-luiz-fernando-carvalho-logo-de.html' title='Os Maias – Luiz Fernando Carvalho'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RlXuwcVHBdI/AAAAAAAAADY/ANfKA0Q5L1Q/s72-c/maias+pedro+e+maria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-1108441198522439355</id><published>2007-05-21T18:00:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.242-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Lady Vingança – Park Chan Wook</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RlIIlsVHBaI/AAAAAAAAADA/Y6C8ppWryFg/s1600-h/lady-vinganca04.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="427" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067121974393111970" src="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RlIIlsVHBaI/AAAAAAAAADA/Y6C8ppWryFg/s640/lady-vinganca04.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diz o venho ditado que vingança é um prato que se como frio. É exatamente isso que acontece neste filme, seqüência de “Old Boy” outro filme de muito sucesso do diretor. Entre idas e vindas, que no início chegaram a me incomodar, este filme nos prende de tal maneira, que imediatamente ao término do filme, minha vontade era de revê-lo. Principalmente por uma das últimas cenas, uma espécie de reunião de pais e mestre, que pra mim já é (isoladamente) a grande cena do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecemos a história de Lee Geum-Já, moça bonita e jovem que é condenada injustamente pelo assassinato de uma criança. Por motivos que não devem ser revelados, ela aceita está culpa e passa treze anos pressa. Neste tempo, elabora seu plano de vingança, e conhecemos sua história, e o seu envolvimento com as outras condenadas da prisão. Tudo é orquestrado, até sua generosa ajuda para com as companheiras de cela, pensando no seu plano de vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme vai num crescente, e nos envolve na medida em que descobrimos que ela não apenas quer se vingar, ela quer a redenção de sua alma. Não só matar o destruidor de sua vida, mas MATÁ-LO de forma a expiar suas próprias culpas. E ela não mede esforços para isso. Mata-lo seria muito simples, ela também quer se sentir limpa de tudo de ruim que passou até então, e a partir disso é que o filme fica mais envolvente até culminar na cena da reunião de alguns pais. Uma cena antológica, em que ficamos entre o riso e o horror na mesma proporção. Se o riso sai, é contido, nervoso.Não bastando esta cena, a cena final também é linda.Igualmente engraçada e desconcertante. Literalmente, uma torta na cara.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-1108441198522439355?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/1108441198522439355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/lady-vingana-park-chan-wook-diz-o-venho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1108441198522439355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1108441198522439355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/lady-vingana-park-chan-wook-diz-o-venho.html' title='Lady Vingança – Park Chan Wook'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RlIIlsVHBaI/AAAAAAAAADA/Y6C8ppWryFg/s72-c/lady-vinganca04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-6868336980713107834</id><published>2007-05-18T17:04:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.242-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Baixio das Bestas – Cláudio Assis</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rk4HCcVHBZI/AAAAAAAAAC4/_79YA4P5MyE/s1600-h/baixio-das-bestas02.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="506" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065994369384252818" src="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rk4HCcVHBZI/AAAAAAAAAC4/_79YA4P5MyE/s640/baixio-das-bestas02.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rk4HCcVHBZI/AAAAAAAAAC4/_79YA4P5MyE/s1600-h/baixio-das-bestas02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;“Preciso tomar conta desta menina, senão o diabo toma conta”, diz Heitor (Fernando Teixeira) o avô (na verdade pai) moralista e hipócrita, de Auxiliadora (Maria Teixeira), menina quieta e sonhadora, que vive uma vida de horror, principalmente à noite, quando o avô a leva para o posto para que alguns caminhoneiros a vejam nua, por troca de alguns trocados. Esta já é a primeira cena do filme. Vemos aquela menina nua, cercada por homens brutos, que devoram sua pureza e nudez com o olhar. Já percebemos de cara que aquilo não vai terminar em boa coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não longe dali, alguns agro-boys se entopem de drogas e bebidas numa bacanal no puteiro da cidade. Filhos dos donos de engenho da região, como Cícero (Caio Blat, excelente mais uma vez). Só fazem se drogar e violentar o máximo de mulheres que conseguem. São bestas-feras que levam a vida no ócio e no limite da degradação humana, a maior diversão deles é espancar as mulheres. São liderados por Everardo (Matheus Nachtergaele), sendo que ele é o mais louco de todos, e sempre se encontram num cinema abandonado de um dos pais deles. Certa hora Everardo diz: “A pobreza e a miséria, é que vão socializar o mundo” e olhando para a câmera diz: “O bom do cinema é que nele pode-se fazer tudo”. E neste cinema, que seria um local para propagar a cultura e a sétima arte, é usado por eles, para levar as putas e se drogarem. Seria este cinema estragado, uma alusão do que Assis acha do mundo? Muito provavelmente. Cláudio Assis choca o espectador desatento, que vai ao cinema para se divertir. O que ele quer é mostrar as feridas do mundo, ou melhor, as realidades que estão por aí, mas que todos se negam a enxergar. Em recente entrevista, declarou que todas as situações que ocorrem no filme, são derivadas de experiências que ele vivenciou ou sabe que já acorreram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As frases de Everardo são mais que reveladoras para decifrar o cinema de Cláudio Assis, que neste seu segundo longa-metragem não poupa os olhos dos espectadores, para mostrar a degradação humana. Seu primeiro e irregular filme (acho que preciso revê-lo) , mostrava a periferia de Recife e seus tipos mais que bizarros. Já neste seu segundo longa, ele mantém o mesmo foco narrativo, só que o transfere para a Zona da Mata em Pernambuco. Região em decadência financeira e principalmente moral, onde todos vivem basicamente em função da cana-de-açúcar. Mas mesmo querendo chocar, Assis mostra um grande talento na direção de seu filme, seus planos são longos e sua direção precisa, principalmente a direção de atores, alem do auxilio luxuoso de Walter Carvalho na fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a cana-de-acuçar, que vai maltratando e matando a terra fértil. Os homens, naquela região mostrada, vão aos poucos se matando moralmente, numa terra sem lei, onde a mulher faz ora o papel de simples objeto sexual descartável, como as meninas do prostíbulo, ora como posse, como quando Heitor grita à todos que sua neta lhe pertence. Os homens são cruéis e as mulheres oprimidas naquela terra sem lei.Pode parecer gratuito, mas a toda hora nos é mostrada a nudez tanto dos rapazes, como das moças.Mola mestra de um local sem perspectiva, o sexo desenfreado e a cachaça comandam a vida daquela gente. O pouco de beleza que se tenta mostrar no filme, resulta na mostra da cultura carnavalesca local, com seu colorido pobre e melancólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cineasta raro e abusado, que ainda tem muito para mostrar sobre a sordidez humana de um Brasil sujo e feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-6868336980713107834?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/6868336980713107834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/baixio-das-bestas-cludio-assis-preciso.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6868336980713107834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6868336980713107834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/baixio-das-bestas-cludio-assis-preciso.html' title='Baixio das Bestas – Cláudio Assis'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Rk4HCcVHBZI/AAAAAAAAAC4/_79YA4P5MyE/s72-c/baixio-das-bestas02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-8237797316152391734</id><published>2007-05-14T15:02:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.243-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>007 Cassino Royalle – Martin Campbell</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RkikVEcwBfI/AAAAAAAAACw/NfWEeQ-rMvY/s1600-h/007-cassino-royale04.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="419" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064478462856660466" src="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RkikVEcwBfI/AAAAAAAAACw/NfWEeQ-rMvY/s640/007-cassino-royale04.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lembro de algum tempo atrás. Quando ainda era menino, houve um festival de James Bond na rede Globo, era época de férias, e eu estava na casa de um primo, que entusiasmado (ainda não havia vídeo-cassete), conseguiu autorização dos pais para assistirmos aos filmes.Ele ficou louco com aquilo, enquanto eu só acompanhava, gostando daquilo mais pelo fato de poder ficar acordado até tarde. Nunca fui fã de super-heróis, ainda hoje, nenhum destes filmes arrasa-quarteirões me animam, sei que vou assistir Homem Aranha, mas não é vital pra mim. Ainda quando criança, enquanto os colegas liam gibis de super-heróis como o próprio Homem-Aranha ou Batman, eu tinha coleções de Chico Bento e Recruta Zero, estes eram meus heróis, ou melhor, anti-heróis. Eu gosto é do gasto, do demasiado humano, do normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não assisti a nenhum outro 007 depois de Sean Connery, e mesmo os filmes com ele não me agradavam. Aquela coisa de homem infalível, com truques mágicos na manga do smokey e no carro potente, totalmente seguro, e catador das mulheres mais belas do mundo nunca me convenceram. Caramba, em nenhum momento o cara sente medo ou insegurança? É mais gelado do que os martinis que toma, enquanto joga seu charme infalível para a próxima mulher mais lindo do mundo. Mais que droga, assim perde a graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim resolvi assistir a este novo filme, talvez porque seja inspirado na primeira aventura escrita do famoso agente com licença para matar, e também porque todas as críticas que li a respeito dão conta de um envolvimento emocional forte com uma mulher, sendo esta mulher personificada por Eva Green. Só de pensar em ver ela novamente nua (aqueles seios!) como em “Os Sonhadores” já valia o sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, este agente personificado por Daniel Craig é mais humano,  mostra um pouco de sentimentos, até chegou a me agradar. Assistindo a este filme, podemos perceber o porque de James Bond se fechar para o amor em suas outras aventuras. E têm de quebra, muitas cenas com o carteado como personagem central e adoro filmes que tenham jogos de carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu dê mais uma chance para os filmes de James Bond se Daniel Craig manter seu agente como neste seu primeiro trabalho, mas vai continuar sendo difícil acreditar nos super-heróis.Ou será isso tudo despeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-8237797316152391734?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/8237797316152391734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/007-cassino-royalle-martin-campbell.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8237797316152391734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/8237797316152391734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/007-cassino-royalle-martin-campbell.html' title='007 Cassino Royalle – Martin Campbell'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RkikVEcwBfI/AAAAAAAAACw/NfWEeQ-rMvY/s72-c/007-cassino-royale04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-4968375846546502218</id><published>2007-05-11T16:53:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.243-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Proibido Proibir – Jorge Duran</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RkTJ7UcwBeI/AAAAAAAAACo/d-rJ3NI-6_8/s1600-h/proibido-proibir01.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="422" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063393902010041826" src="http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RkTJ7UcwBeI/AAAAAAAAACo/d-rJ3NI-6_8/s640/proibido-proibir01.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais um filme nacional visto, e mais uma vez Caio Blat rouba a cena. Alias neste filme, parece que só as cenas em que ele aparece, que são interessantes. Ele leva o filme nas costas com o seu personagem, o estudante de medicina Paulo, um jovem cujo lema de vida é “Proibido Proibir” que dá título ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme com muitos altos e baixos, principalmente quando entra na parte de denúncia social, e também pelo trio de atores, já que Alexandre Rodrigues não consegue segurar a bronca, ele é muito ruim,  mesmo quando ele protagonizou “Cidade de Deus”, me parecia que ele era o mais fraco de todos aqueles rapazes, ao contrário de Maria Flor e o já citado Blat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta a história de três jovens universitários, sendo que Paulo (medicina) e Leon (sociologia) são muito amigos e dividem o aluguel de uma casa. Letícia (arquitetura) é a namorada de Leon, mas com o desenrolar da história começa a se envolver emocionalmente com Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bem melhor se o filme ficasse só focado no trio e seus conflitos amorosos a lá “Jules e Jim”.Também é muito bonito o relacionamento de Paulo com uma doente terminal, chamada Rosalina (Edyr Duqui). Mas o diretor resolveu erroneamente focar a história numa denúncia social, e se perde neste propósito, pois esquece de trabalhar o conflito amoroso do trio. Para citar um exemplo, tem a cena em que Paulo e Letícia (Maria Flor) se vêem atraídos ao som de uma belíssima canção de  Tim Maia, e ensaiam um beijo, mas ele (o beijo) não saiu e fica tudo esquisito. Quando finalmente acontece, parece que já havia passado da hora, ou melhor, acontece num momento errado, pois naquele momento o clima de denúncia política domina o filme e o que era para ser a cena clímax, fica morna e fora de propósito.  Alias, o filme tem várias cenas que parecem não se encaixarem, ou estão ali fora de propósito. Mas a cena final é muito bonita, em que os três se abraçam e começa a lindo samba triste de Nelson Cavaquinho. Por esta música, a gracinha da Maria Flor e pela interpretação de Blat, o filme vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-4968375846546502218?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/4968375846546502218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/proibido-proibir-jorge-duran-mais-um.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4968375846546502218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/4968375846546502218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/proibido-proibir-jorge-duran-mais-um.html' title='Proibido Proibir – Jorge Duran'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RkTJ7UcwBeI/AAAAAAAAACo/d-rJ3NI-6_8/s72-c/proibido-proibir01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-6116779269788235963</id><published>2007-05-08T17:22:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.243-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Cartola – Música para os Olhos – Lírio Ferreira e Hilton Lacerda</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RkDcL0cwBdI/AAAAAAAAACg/oZcZ5jDKhSs/s1600-h/127058729_286ec25da1_ocartol.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="379" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5062288076780340690" src="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RkDcL0cwBdI/AAAAAAAAACg/oZcZ5jDKhSs/s640/127058729_286ec25da1_ocartol.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Habitada por gente simples e tão pobre&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que só tem o sol que a todos cobre&lt;br /&gt;Como podes, Mangueira cantar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho até medo de escrever estas linhas sobre tão distinto e admirado brasileiro. Cartola não é para mim, apenas um sambista talentoso. Ele sim, foi um super-herói. Sabendo que só pelo simples fato de ser uma obra sobre o sambista, eu já iria adorar o filme, saí do cinema bestificado com esta obra singular, que se não é tão imensa quanto o homenageado, lhe faz muito jus, e só por isso merece muito mais que aplausos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois os diretores acertadamente não apenas contaram a história do genial sambista, e sim contaram a história do samba, que nasceu na Bahia, é certo. Mas se fez carioca e deu ao carioca sua cara.E Cartola, assim como Noel, é o samba. O verdadeiro samba. Foi através destes dois gênios que aprendi a gostar de samba, que até então por ignorância e má vontade, não me atraia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contundência das letras de Cartola, seu samba refinado e lírico já me levaram as lágrimas algumas vezes. Como é que pode brotar tanta delicadeza e beleza  poética em meio a tanta pobreza e falta de estrutura? É a história do não ao não. Pois por um destes mistérios da vida, um negro pobre, nascido no morro e semi-analfabeto conseguiu se tornar um dos poetas populares mais admirados e aclamados do Brasil. A ponto de outros gênios como Villa-Lobos subirem à Mangueira só para ouvir suas composições.Ou mesmo o poeta Drummond declarar que “O Mundo é um Moinho” é a canção mais bela já feita. Não é para muitos.Sempre quando escuto um dos poucos discos de Cartola, tenho a impressão que cada palavra proferida por ele em suas letras, naturalmente simples e ao mesmo tempo elaboradas, ficam talhadas dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme se divide em duas partes, sendo a primeira dedicada aos primeiros anos do samba no Rio, se confundindo com a mocidade de Cartola. Começa pelo fim, no enterro de Cartola, que nasceu no ano da morte de outro gênio, que também carioca, venceu mesmo nascido pobre e mulato: Machado de Assis.Vemos a incrível historia das primeiras rodas de samba, que eram perseguidas pela polícia, sendo que elas eram proibidas. Incrível como não foi feito ainda nenhum filme sobre esta verídica história. E também a infância, juventude de Cartola, depois sua viuvez, sua vida boêmia e farrista, que se confunde com a formação da Mangueira por Cartola e seus amigos compositores como Carlos Cachaça. O festival de imagens raras é um espetáculo a parte, tanto na primeira parte, quanta na segunda metade do filme, que é separada por uma tela em negro que fica aparecendo por momentos, salientando também o sumiço de Cartola, por um bom período em que ele se afastou da Mangueira nos anos 50 e foi até dado como morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Dona Zica, sua segunda esposa, o trouxe de volta à vida (“Tive sim, outro grande amor antes do seu/ Tive sim/Mas comparar ao seu/Seria o fim/E vou calar pois não pretendo amor te magoar/Tive sim”) e assim começa a outra metade do filme e com um festival de outras imagens raras, vemos Cartola interpretar suas composições e finalmente no fim de sua vida, gravar seus discos e receber o reconhecimento que ele sabia ser merecido. Seria inverossímil, se não fosse verdade, que este reconhecimento demorou a chegar e talvez nem viria, se não fosse o jornalista Stanislaw Ponte Preta ter encontrado Cartola trabalhando num prédio como lavador de carros. Sim, o fundador da escola de samba mais tradicional do Brasil e compositor de obras-primas, foi encontrado pelo jornalista, se virando deste modo. Mas se fez justiça e Cartola conseguiu chegar no seu lugar de direito. Vemos Cartola já no fim da vida, caminhar feliz pelas ruas do Rio, ser reconhecido e consciente de sua importância, ser mais admirado ainda, por sua honesta simplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um seu humano ímpar, que ajudou a escrever a história da música brasileira, do Rio de Janeiro e sua cultura. Deve estar em bom lugar neste momento, acompanhado de outros cariocas geniais como Noel, Jobim e Vinicius, fazendo seus sambinhas no além, mas tristes pelo que se tornou o Rio de Janeiro, que cada um a seu modo, tanto reverenciou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que não sou grande coisa, mas a mim, Cartola também influenciou e por vezes acalentou, com seus ensinamentos em forma de música, me tornando uma pessoa melhor.Salve grande poeta, e salve Lírio Ferreira e Hilton Lacerda por tão bela homenagem, num trabalho meticuloso que durou mais de oito anos, que me encheu os olhos e os ouvidos por belas e raras imagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem me vê sorrindo pensa que sou alegre&lt;br /&gt;O Meu sorriso é por consolação&lt;br /&gt;Porque sei conter para ninguém ver&lt;br /&gt;O pranto do meu coração” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-6116779269788235963?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/6116779269788235963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/cartola-msica-para-os-olhos-lrio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6116779269788235963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6116779269788235963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/cartola-msica-para-os-olhos-lrio.html' title='Cartola – Música para os Olhos – Lírio Ferreira e Hilton Lacerda'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RkDcL0cwBdI/AAAAAAAAACg/oZcZ5jDKhSs/s72-c/127058729_286ec25da1_ocartol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-6771208321706497751</id><published>2007-05-07T13:05:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.243-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Relação de filmes - Abril de 2007</title><content type='html'>&lt;span style="color: #663366;"&gt;&lt;b&gt;Filmes assistidos em abril/2007 por ordem de preferência.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Hiroshima, Meu Amor&lt;/b&gt; – Alain Resnais (DVD)     *  *  *  *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ventos da Liberdade&lt;/b&gt; – Ken Loach     *  *  * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Batismo de Sangue&lt;/b&gt; – Helvécio Raton     *  *  *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ó, Pai Ó&lt;/b&gt; – Monique Gardenberg     *  *  *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Viúva Rica, Solteira Não Fica –&lt;/b&gt; José Fonseca e Costa     *  *  *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Da Cama Pra Fama&lt;/b&gt; – Pablo Berger (DVD)     *  *  *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um Beijo a Mais&lt;/b&gt; – Tony Goldwyn      *  *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Bom Pastor&lt;/b&gt; – Robert De Niro     *  *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Motoqueiro Fantasma&lt;/b&gt; – Mark Steven     *  *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Anjos da Vida -  Mais Bravos Que o Mar&lt;/b&gt; – Andrew Davis (DVD)     *  *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ricky Bobby -  A Toda Velocidade&lt;/b&gt; – Adam Mckay (DVD)     *  *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Jogos Mortais&lt;/b&gt; -  James Won (TV)      *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Herbie – Meu Fusca Turbinado&lt;/b&gt; – Ângela Robinson (DVD)       *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sonhos e Desejos&lt;/b&gt; – Marcelo Santiago (DVD)       *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-6771208321706497751?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/6771208321706497751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/filmes-assistidos-em-abril2007-por.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6771208321706497751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/6771208321706497751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/filmes-assistidos-em-abril2007-por.html' title='Relação de filmes - Abril de 2007'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-1558148601919188828</id><published>2007-05-03T13:33:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.244-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Sonhos e Desejos – Marcelo Santiago</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RjoPWkcwBcI/AAAAAAAAACY/BXWdZqHLT2k/s1600-h/sonhos-e-desejos01.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="462" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060374011719976386" src="http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RjoPWkcwBcI/AAAAAAAAACY/BXWdZqHLT2k/s640/sonhos-e-desejos01.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma vez Martin Scorsese disse numa entrevista que gosta muito de cinema, a ponto de não conseguir ser crítico com relação a qualquer filme.Não querendo me comparar (obviamente) ao mestre, acho muito chato ficar apontando os defeitos de uma produção, até porque qualquer filme para ser produzido, precisa de um grande desprendimento de seus realizadores, e isso por si só, já é louvável. Agora, desprendimento maior é fazer um filme como este. Vendo o making  off do filme, aquele monte de gente envolvida na produção, para um filme tão tosco, a coisa chega a ser incompreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um filme que se passa no período da ditadura militar, conta a história de um triangulo amoroso. Três guerrilheiros confinados em um “aparelho”, vividos por Mel Lisboa, Felipe Camargo e Sérgio Marrone. A química entre os atores é nula, assim como o talento. Tem uma cena em que Marrone (ele é ator?) dança, pois antes de se infiltrar na clandestinidade era bailarino (?!), que tive vontade de me esconder atrás do sofá. Senti vergonha por cena tão chula e constrangedora. Será que eles não se sentiram envergonhados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este talvez seja o pior filme que assisti na minha vida. É bom assistir a filmes ruins de vez em quando, mas este Marcelo Santiago é um abusado, em seu primeiro longa-metragem ele provou que precisa procurar uma outra profissão urgentemente. É de doer de ruim. Eu e essa mania minha de assistir a qualquer produção nacional. Vi-me em plena tarde de domingo me contorcendo no sofá pelo final desta bomba, heroicamente consegui assistir até o final, para o suspiro de alívio final. Até a trilha sonora, que vai de Milton Nascimento a Monarca da Portela, acaba sendo contaminada, e músicas bonitas, ficam feias no contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corram, fujam desta bomba! Pessoas que gostam de malhar o cinema nacional, encontraram material farto neste filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-1558148601919188828?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/1558148601919188828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/sonhos-e-desejos-marcelo-santiago-uma.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1558148601919188828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/1558148601919188828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/05/sonhos-e-desejos-marcelo-santiago-uma.html' title='Sonhos e Desejos – Marcelo Santiago'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/RjoPWkcwBcI/AAAAAAAAACY/BXWdZqHLT2k/s72-c/sonhos-e-desejos01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834874.post-3625404336438490149</id><published>2007-04-23T16:27:00.002-03:00</published><updated>2011-02-02T18:51:43.244-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antigo'/><title type='text'>Batismo de Sangue – Helvécio Ratton</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Ri0It_nPlZI/AAAAAAAAACQ/o0suAw7pXyA/s1600-h/batismo-de-sangue04.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="425" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056707542870103442" src="http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Ri0It_nPlZI/AAAAAAAAACQ/o0suAw7pXyA/s640/batismo-de-sangue04.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem certos filmes que assisto, que fico com raiva do diretor, por achar que ele perdeu uma grande oportunidade de fazer um grande filme. Ter uma boa história nas mãos, a ser contada, e desperdiça-la é um pecado. É exatamente o que acontece com esta adaptação do livro autobiográfico de Frei Beto. O excesso de didatismo com que o diretor leva a história, incomoda demais, as cenas parecem não se encaixar, e o filme não consegue manter um mínimo de ritmo, não flui. Por vezes, parece até panfletário, como se quisesse mostrar para a nova geração, o horror da ditadura, e ninguém houvesse lido ou assistido qualquer coisa, a respeito deste período negro no Brasil. Li algumas críticas a respeito do filme, e ao contrário do muito que li, não acho que o assunto está saturado, é um período que deve e pode ser falado se assim alguém achar preciso. Voltar ao período para mostrar o envolvimento de padres na luta contra a ditadura, é no mínimo interessante. Pena que Ratton se levou a sério demais, é fez um filme quadrado. Parece mais um filme dirigido por Sérgio Rezende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado poderia ter sido muito melhor, se o diretor buscasse se aprofundar no porquê do envolvimento dos padres na luta armada. E focasse o filme na interessante história de cada um, seus propósitos e questionamentos. Mas Ratton preferiu mostrar (sem nenhuma necessidade) muita violência, cenas sucessivas de tortura. Algo que já vimos em vários filmes. Só faltou colocar dois chifres no delegado Fleury (Cássio G. Mendes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem duas cenas muito bonitas, sendo uma delas a missa celebrada com k-suco e bolachas Maria na prisão.  E a outra e quando os padres assistem a chegada do homem na lua e Frei Tito canta no violão uma música linda de Gil a respeito do acontecimento &lt;span style="color: #333333;"&gt;(“&lt;b&gt;A lua foi alcançada afinal/ Muito bem/ Confesso estou contente também/ Aqui me resta uma pergunta só/ Talvez não haja mais luar/ Para iluminar o meu sertão/O que será do verso sem luar/ O que será da flor/ Do Beija-flor/ do Violão?").&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A raiva que digo sentir do diretor - neste filme especificamente - se faz pelo não aprofundamento no sofrimento de Frei Tito, que é magistralmente interpretado por Caio Blat. Enquanto Daniel de Oliveira é correto com seu Frei Beto.O personagem de Blat é de longe o mais interessante, é o diretor não consegue mostrar de maneira sensível, toda a gana de sentimentos e sofrimentos pelo qual o Frei Tito passou, e ele tinha ator  inspirado para isso. Tenho até vontade de ler o livro por causa deste padre tão delicado, que morreu no exílio.  Em uma cena do filme ele declara que é melhor morrer do que viver morto (isto é forte demais, me põe a pensar sobre a morte da minha).Suicídio  no frio de Paris, literalmente doido, pelas torturas que passou, e  brutal saudade do luar do seu sertão, que  lhe foi tirado  tão violentamente. Saudades  do luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos o filme serviu para eu correr para casa e escutar o disco “Louvação” que fazia anos eu não ouvia. Uma obra-prima do outrora genial Gilberto Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;b&gt;“Poetas, Seresteiros, Namorados correi.&lt;br /&gt;É Chegada a hora de escrever e cantar.&lt;br /&gt;Talvez as derradeiras noites de luar”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834874-3625404336438490149?l=cinedobeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinedobeto.blogspot.com/feeds/3625404336438490149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/04/batismo-de-sangue-helvcio-ratton-tem.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3625404336438490149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834874/posts/default/3625404336438490149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinedobeto.blogspot.com/2007/04/batismo-de-sangue-helvcio-ratton-tem.html' title='Batismo de Sangue – Helvécio Ratton'/><author><name>Beto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11570158129320081366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_cGnkgOzZfSM/TSy2Hz9RcGI/AAAAAAAAAMI/GdlL_5YX1m8/S220/beto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cGnkgOzZfSM/Ri0It_nPlZI/AAAAAAAAACQ/o0suAw7pXyA/s72-c/batismo-de-sangue04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:bl
