19 de maio de 2006

Tudo por Dinheiro – D. J. Caruso


Posso estar enganado, mas tenho notado nos últimos filmes holywoodianos, uma tendência à redenção, à volta as origens, seja de pensamentos ou mesmo territorial. Quase em filmes que vejo, enxergo esta temática, principalmente depois de 11 de setembro. É aquela historia da pessoa (homem ou mulher), que resolve ganhar dinheiro a todo custo, mesmo tendo que esquecer amigos e família, mesmo tendo de passar de forma pouco honrada, por cima de pessoas ou causas.Money, money,money, e capitalismo atroz. Esta é razão de ser e viver. De repente, a pessoa se sente vazia e tenta buscar, e reencontrar suas afetividades deixadas para trás. Em quase todos filmes que vejo, tenho enxergado isso. Neste Tudo Por Dinheiro, não é diferente.

Brandon Lang (Matthew McConaughey) – êta nome difícil- sonha em ser jogador de futebol americano (esporte que não consigo entender), mas tem seu sonho frustrado por uma contusão. Então passa a ganhar dinheiro dando dicas para apostadores por telefone, tipo 0800. Como seus acertos são de mais de 80%, ele logo chama a atenção de Walter Abrams (Al Pacino) este, uma espécie de Midas deste tipo de negócio em apostas. Brandon, saí do interior para Nova York, templo dos esportes, das apostas e do capitalismo.

Como é dito no filme, as apostas movimentam um valor de aproximadamente 2 bilhões de dólares por ano, um dinheiro não oficial, no país dos impostos, que consegue ser movimentado sem ser ilegal.

Logo, Brandon se vê num negócio milionário onde ele vira uma espécie de pupilo de Walter e sua esposa, Toni Morrow (Rene Russo). Tudo vai muito bem, ele vive com todo o luxo que pode aproveitar em sua nova vida. Até que o seu faro para as apostas se perde, e ele não consegue ser mais certeiro. Comenta que perdeu seu faro porque perdeu a si mesmo naquela selva de pedra. Sua relação com Walter se estreita muito, como de pai e filho, mas ele percebe que tem um algo mais naquilo tudo. Já Walter, é um ex-apostador compulsivo, que sem que sua esposa e seu pupilo percebam, começa a “jogar” com suas vidas e sentimentos. Esta é a melhor parte, quando o filme se concentra no carisma de Al Pacino.

No geral, o filme é meio confuso, irregular, com problemas no roteiro e direção. A impressão que tive foi a de que este filme, com o elenco que tem, poderia ser melhor nas mãos de outro diretor. Mas do jeito que ficou, o filme passa uma impressão de ser menor do que poderia ser. No mais, serve para ver o talento de Al Pacino. Não é pouco.

3 comentários:

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